quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mais Tempo Para a Pesquisa: Universidades criam serviços de apoio para reduzir a burocracia na rotina dos docentes

As universidades paulistas estão organizando serviços talhados para reduzir o peso das tarefas burocráticas e administrativas na rotina dos pesquisadores, tais como a gestão de projetos, a prestação de contas a agências de fomento, a compra de materiais e a prospecção de novas linhas de financiamento. Depois da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que em 2003 montou uma unidade para auxiliar seus pesquisadores na prestação de contas de seus projetos, também as universidades de São Paulo (USP) e Estadual Paulista (Unesp) começam a organizar escritórios e promover serviços dessa natureza. “A ideia é permitir que os docentes pesquisadores concentrem-se em sua tarefa primordial, que é o ensino e a condução dos trabalhos científicos”, diz Marco Antonio Zago, pró-reitor de Pesquisa da USP, que lançou no ano passado um programa piloto de escritórios de apoio em três das unidades da universidade – a intenção é, após a fase inicial, implantar seções em toda a instituição.
A Unesp aprovou, em abril, a criação em todas as suas unidades de seções técnicas para apoio a pesquisadores. Um grupo de trabalho composto por seis técnicos está recebendo treinamento na FAPESP e atuará como multiplicador em cada um dos campi da universidade espalhados pelo estado. De acordo com a pró-reitora de Pesquisa, Maria José Giannini, o objetivo do novo serviço é permitir que o docente concentre-se no trabalho de pesquisa e de orientação. “Temos certeza de que isso terá um impacto na produção científica da universidade, pois os docentes poderão dedicar-se a mais projetos. Hoje muitos se queixam de que não aproveitam todos os editais por causa do peso da burocracia”, diz. Entre várias atribuições, os escritórios deverão assessorar docentes e alunos na elaboração de pedidos de auxílios à pesquisa e submissão de projetos às agências, divulgar programas e bolsas disponíveis e auxiliar na divulgação, elaboração e aprimoramento de projetos. “Os escritórios vão conferir e encaminhar a documentação para as agências de fomento, orientar o corpo docente no preenchimento do Currículo Lattes, apoiar parcerias empresariais, divulgar editais associados à internacionalização da Unesp e organizar eventos que levem à integração dos alunos estrangeiros”, diz Maria José. Os escritórios vão aproveitar a experiência de unidades que já haviam desenvolvido por conta própria serviços semelhantes, caso dos campi de Araraquara, São José dos Campos, Marília e Assis.

Leia reportagem na íntegra: http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4433&bd=1&pg=1&lg=

Fonte: Pesquisa FAPESP Online

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