
Do ponto de vista cognitivo, a meditação pode ser conceituada como uma família de práticas regulatórias complexas emocionais que afetam eventos mentais por meio do engajamento de um conjunto específico de sistemas de atenção. Apesar de algumas tradições afirmarem não ter nenhum propósito ou objetivo específico, elas compartilham características comuns, como a de que cada prática representa uma técnica que precisa ser aprendida ou treinada. Em segundo lugar, presume-se que cada prática induza a um estado reprodutível e distinto, claramente indicado por determinadas características físicas ou cognitivas reportáveis pelo praticante. Em terceiro lugar, acredita-se que o estado induzido tenha um efeito previsível sobre a mente e o corpo de modo que, quando induzido repetidamente, possa trazer benefícios relevantes ao praticante e redução de traços mentais e comportamentais indesejáveis. No entanto, é importante lembrar que a meditação difere dos processos cognitivos comuns, sendo mais do que somente concentração, contemplação, postura ou até relaxamento. É uma técnica ou método de libertar a mente de emoções e distrações, permitindo uma percepção mais profunda de nós mesmos e do mundo que nos rodeia.
Pesquisadores vêm utilizando a meditação com sucesso no tratamento de diversos transtornos mentais, como transtornos de humor, ansiedade, depressão, estresse, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e diversas doenças crônicas |
Todas as antigas escrituras relacionadas afirmam que o objetivo final é a iluminação, mas enquanto isso não é plenamente alcançado, podemos aproveitar os efeitos secundários desta prática milenar: relaxamento, apaziguamento das emoções, melhoras na atenção e concentração, alterações benéficas no funcionamento e morfologia do cérebro e até do sistema imunológico.
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Fonte: Revista Psique