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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Onde está limite entre a crueldade e a insanidade?


Por Paulo Cesar Carneiro 
Acadêmico de Jornalismo do CEULP/ULBRA


A justiça chama de inimputável a pessoa que comete um crime sem ter a noção das consequências.Segundo alguns especialistas, as pessoas que cometem crimes podem ser divididas em cinco grupos: os criminosos impetuosos, os criminosos ocasionais, os criminosos habituais, os fronteiriços criminosos e os loucos criminosos.Nos dois últimos grupos é onde se encaixariam os quadros de doença mental, capazes de justificar a inimputabilidade ou a semi-imputabilidade.
O Jornal O Globo fez um levantamento e encontrou cerca de 800 doentes mentais que cometeram crimes e foram absolvidos pela justiça, porém em cumprimento de uma medida de segurança, estão em presididos comuns dividindo a cadeia com outros criminosos.
E a linha ténue entre loucura e brutalidade está mais perto do que muitos de nós podemos imaginar.No começo do ano passado Gilmar Pereira dos Reis, de 20 anos matou a facadas os avós e os pais em uma crise de fúria logo depois de saber que os familiares queriam que ele fizesse um tratamento psicológico em Araguaína.
O crime aconteceu na pequena cidade de Araguatins, a 600 km de Palmas. Gilmar foi cercado por populares que chamaram a policia para prendê-lo, encaminhado para cadeia da cidade ele aguarda julgamento.
Outro crime que chocou os tocantinenses aconteceu em Pau’Darco. Um homem considerado doente mental decapitou a própria mãe e a avó usando um machado em Setembro de 2012.Antônio Martins da Silva Filho, de 26 anos foi detido em flagrante pela Polícia Militar, ao ser preso ele confessou os assassinatos.
 No casa do acusado, os policiais encontraram os corpos com as cabeças decepadas enterrados no quintal em lugares diferentes. Antônio continua preso.
A pergunta é até que ponto quem comete um crime bárbaro pode ser considerado louco? Para a psicanalista Lizandra Souza distinguir um crime bárbaro de um ato de loucura é muito complexo, uma vez que criminosos e loucos trabalham, tem filhos, convivem em sociedade e muitas vezes usam as brechas da lei para justificar um ato criminoso e se livrarem das penalidades.
A psicanalista vai além. “O louco não pode responder por seus atos! Há crimes tão repulsivos que somente acreditando que o autor não é uma pessoa “comum” ou “normal”, que conseguimos dar alguma continuidade em nosso pensamento”, conclui.

Fonte: (EN)Cena
 
Disponível em:<http://ulbra-to.br/encena/2013/09/05/Onde-esta-limite-entre-a-crueldade-e-a-insanidade>. Acesso em: 06 set. 2013 

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