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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Voltar à sala de aula na terceira idade traz benefícios físicos e mentais

Por Odenice Rocha 
Acadêmica de Jornalismo do CEULP/ULBRA 

A melhor idade chega e com ela muitas reações são despertadas, o condicionamento físico não é mais o mesmo, a memória, o sentimento de sentir-se só, é aflorado, e por isso, muitos idosos procuram novas formas de ocupar-se e melhorar a relação social. Pois a solidão não é mais uma alternativa, a expectativa de vida só aumenta e os idosos procuram uma forma de ocupar-se e de fazer amizades e até de sentir-se útil.
Uma procura que vem crescendo gradativamente é por educação. Com a melhora na qualidade de vida, devido a melhores condições de acesso à saúde e tecnologia, a turma da melhor idade, também tem se preocupado com os estudos.

No Brasil, atualmente são cerca de 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos, um crescimento de 23% nos últimos 10 anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a expectativa é de que, em 2025, existam 64 milhões de brasileiros com mais de 60 anos.

No Tocantins, a Universidade da Maturidade – UMA – um projeto de extensão da Universidade Federal do Tocantins (UFT) surgiu em fevereiro de 2006. Pensada para ir além das discussões acadêmicas, a UMA busca desmistificar a velhice como sinônimo de decadência ao resgatar a cidadania de seus alunos por meio do conhecimento.
Sem dúvida que estudar é bom a qualquer momento, porém voltar ao banco da escola na terceira idade traz benefícios tanto para a mente quanto para o corpo. Segundo a psicóloga Camila Alves Siqueira “as pessoas que voltam a estudar na “melhor idade” passam a ter uma melhor qualidade de vida física, mental e espiritual. Além do ganho com a saúde, também pode ser notado uma melhora na integração cultural e social, de acordo com relato dos próprios alunos, voltar a estudar traz uma maior sociabilidade, aumenta a auto estima, recicla e atualiza os conhecimentos, desperta para novos projetos, traz novas amizades, além de preparar para o envelhecimento saudável”.
Segundo Sonia Pinto, estudante da UMA, a Universidade é importantíssima. “Todos temos mesmos interesses, os mesmos pensamentos em relação da aceitação aos idosos na sociedade, muitas coisas mudaram na minha vida, inclusive faremos uma viagem, entraremos de férias no dia 18 de Abril e vamos para São Paulo, em Aparecida do Norte, vamos ver a catedral de nossa senhora Aparecida”. Ela conta que vários colegas chegaram na UMA  com depressão, “e os médicos recomendaram fazer a UMA” porque ajuda a reduzir este problema. Sonia defende que “os médicos dos postos de saúde dizem que reduziu em quase 50% o numero de procuras de consultas pra idosos com depressão”. E conclui dizendo que “pra mim foi uma benção, muito boa mesmo recomendo a todos que me perguntarem”.
Os idosos estão voltando ao mercado de trabalho com tudo. Pesquisa feita pela consultoria de recursos humanos Hays, aponta que 20% das companhias contratam profissionais aposentados. Desse total, 75% para cargos técnicos, 33% para a diretoria e 28% para a gerência. O motivo: falta de mão de obra qualificada, redução de custos e, principalmente, amplo conhecimento técnico.

Fonte: (EN)Cena
 
Disponível em: <http://ulbra-to.br/encena/2013/11/30/Voltar-a-sala-de-aula-na-terceira-idade-traz-beneficios-fisicos-e-mentais>. Acesso em: 02 dez. 2013 

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