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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Compulsão Alimentar - Um transtorno que precisa atenção

Por Odenice Rocha 
Acadêmica de Jornalismo do CEULP/ULBRA

Comer tudo o que vê pela frente, não sentir fome mais sentir a necessidade de comer, muitas vezes escondido dos outros por sentir vergonha, pode se caracterizar como uma doença ou transtorno. Mas que transtorno é esse?
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A vontade de comer compulsivamente é um transtorno alimentar comum, em que um indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma vez só, ou dependência constantemente, mesmo quando não tem fome ou se sente fisicamente desconfortável por comer tanto. Ao contrário dos bulímicos, quem come compulsivamente não pratica com frequência exercício em excesso na tentativa de queimar calorias. 
A compulsão alimentar pode ocorrer em pessoas de qualquer sexo, raça, idade ou estrato socioeconômico e, como quem sofre do transtorno de compulsão alimentar aumenta com frequência de peso ou se torna clinicamente obeso, torna-se passível de contrair uma grande variedade de doenças. Segundo a psicóloga Camila Sirqueira, afirma que é comum ocorrer na clinica esses casos, mas normalmente estão associados a problemas comuns, onde a pessoa projeta na comida a solução, e não toma consciência.
"Por exemplo, o casamento não está bem e o paciente introjeta sobre isto, e sem perceber começa a comer e comer. O indivíduo não percebe que a comida tem sido uma válvula de escape, em outras palavras é uma fuga para não encarar de frente o problema". Mas normalmente são problemas menos visíveis, onde o que é difícil de lidar não fica tão consciente, e é sempre mascarado pelos mecanismos de defesa, que todos nós temos, como negação, projeção, entre outros. “A pessoa sofre muito, pois não consegue lidar nem com os problemas e nem com o ato de parar de comer, até porque na verdade ela está sublimando através da comida".
Camila explica que a diferença é que a compulsão é o exagero, e a pessoa não consegue ter o controle e nem a percepção inicial do quanto está comendo, e muito menos do que a leva comer. Por isso quando identificado, o tratamento precisa ser feito. Para ela, o segredo é criar consciência do motivo que está comendo. Se come quando está com fome, para acompanhar alguém, ou porque está descontando emoções na comida, por isso a importância de se perguntar sempre o porquê está comendo.
"Normalmente quando chega na análise esses casos, trabalhamos o nível de ansiedade, as neuroses infantis, as relações familiares, enfim, a causa, o que originou essa compulsão. Inicialmente é feito uma anamnese exploratória, que vai nortear as sessões de análise, fazendo com que o paciente encontre o que originou trazendo a nível de consciência e trabalhando essas causas, até de  que comece a lidar com o problema de frente. O primeiro passo é a aceitação, pois as vezes não é consciente para o paciente, por isso precisamos trabalhar paralelamente com nutricionistas e médicos especialistas.", afirma a Psicóloga.
O diagnóstico de um compulsivo alimentar inclui episódios cíclicos de alimentação em excesso e sensação de perda de controlo durante os episódios, bem como episódios de compulsão alimentar com pelo menos três das seguintes características: comer depressa, comer até atingir mal-estar físico, comer quando não se tem fome, comer sozinho ou ter sentimentos de vergonha e culpa em relação à alimentação. Outros critérios incluem expressão de ansiedade ou angústia em relação à ingestão compulsiva, episódios de voracidade que ocorrem pelo menos duas vezes por semana durante um período mínimo de seis meses e compulsão alimentar sem recurso posterior a um método de purga (vômito auto-induzido, exercício excessivo etc).
O assalto à geladeira durante a noite também é característica da compulsão alimentar, um problema que atinge até 4% da população geral e 6% dos obesos – podendo alcançar metade dos indivíduos mórbidos, segundo dados da Associação Americana de Psiquiatria.
Diante desses questionamentos, o único caso que deve ser resolvido com comida é a fome. Se estiver triste, chore; Se está ansioso, tome um banho, relaxe, respire fundo. O importante é vivenciar as emoções e resolver cada uma delas com a solução mais adequada, isto é, permitir sentir o que está acontecendo e procurar resolver da forma mais assertiva, que com certeza não será a comida.
O compulsivo não tem hora para comer: é um "saco sem fundo" e abocanha qualquer coisa o tempo todo, mesmo quando o corpo não precisa de energia.
Como consequência, 75% das pessoas com esse distúrbio químico nos mecanismos da saciedade ganham muito peso, pois consomem mais calorias do que precisam por dia, principalmente na forma de doces e gorduras.
Infelizmente, não há uma cura reconhecida para o transtorno de ingestão compulsiva, mas existe uma variedade de opções de tratamento que podem ser exploradas quando o transtorno é diagnosticado.
Quanto à cura, a especialista Camila, afirma que não há uma cura reconhecida para o transtorno de ingestão compulsiva. Posto isto, há uma variedade de opções de tratamento que podem ser combinadas de acordo com as necessidades específicas do paciente. As opções de tratamento para o transtorno de compulsão alimentar incluem aconselhamento/terapia, aconselhamento ou terapia familiar, terapia cognitivo-comportamental frequência de grupos de apoio ou terapia de grupo e aconselhamento e planejamento nutricional.
Habitualmente, não são usados medicamentos para tratar o transtorno de ingestão compulsiva, apesar de poderem ser usados supressores de apetite com controlo médico e alguns medicamentos, como anti-depressivos, para o tratamento de condições associadas.

Fonte: (EN)Cena
 
Disponível em: <http://ulbra-to.br/encena/2013/12/02/Compulsao-Alimentar-Um-transtorno-que-precisa-atencao>. Acesso em 04 dez. 2013 

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