quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Faz bem fazer o bem

A ciência revela que os generosos costumam obter mais benefícios e ter acesso a oportunidades

Embora durante muito tempo tenha sido difundida a ideia de que “o mundo é dos espertos, que sabem tirar vantagem das situações”, a ciência revela que os generosos costumam obter mais benefícios e ter acesso a oportunidades. E até o corpo agradece: cientistas do Instituto Nacional do Envelhecimento, nos Estados Unidos, relataram que os pacientes com baixa pontuação em gentileza eram mais propensos a ter espessamento das artérias carótidas, fator de risco importante para ataque cardíaco. Além disso, a equipe documentou que indivíduos com notas altas em afabilidade disseram sentir menos estresse, algo que poderia beneficiar tanto os relacionamentos quanto a saúde.

Uma forma “psicológica” de tentar medir quanto pessoas são “amáveis” é por meio da pontuação de um traço da personalidade denominado afabilidade. O problema dessa linha de investigação é que pode surgir confusão entre o verniz social da amabilidade e os genuínos sentimentos de compaixão e altruísmo. Esses últimos são associados à generosidade, à consideração pelos outros e a um forte desejo de contribuir para que prevaleça a harmonia em qualquer ambiente. Pessoas bondosas têm como preocupação primordial tratar aqueles com quem convivem – qualquer que seja o nível de intimidade – de forma respeitosa, pelo menos na maior parte do tempo, independentemente do cargo que ocupam, de quanto possam ser úteis ou mesmo de eventuais deslizes que cometam.
Ainda assim, alguns psicólogos afeitos a testes garantem que uma forma eficaz de “medir gentileza” é perguntar às pessoas quanto elas concordam com afirmações como “eu gasto tempo com os outros” e “compreendo os sentimentos alheios”. Pesquisadores da área de psicologia da personalidade sugerem que os bons em geral têm relacionamentos mais duradouros, tendem a ser saudáveis e, em alguns casos, apresentam desempenho superior na escola e no trabalho. Vários estudos sugerem esses benefícios profissionais e pessoais. O professor de administração Michael Tews, da Universidade Estadual da Pensilvânia, estudou como gerentes avaliam capacidade e personalidade ao contratar um funcionário. O pesquisador criou e apresentou falsos perfis de pretendentes a vagas com personalidade e grau de inteligência variados. Os gerentes, na maioria, preferiram os que tinham pontuação mais alta no quesito “gentileza”, até mesmo em detrimento dos mais inteligentes.

Fonte: Scientific American Mente Cérebro

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