A dificuldade de apreensão de informações pelos métodos tradicionais não compromete a capacidade intelectual e requer apenas adequações na forma de ensinar e aprender

Imagens de ressonância magnética funcional, feitas enquanto o paciente está lendo, mostram que vias diferentes das normais são usadas por essas pessoas. Vários profissionais trabalham com a hipótese de que a dislexia seja determinada pela predisposição genética. “A probabilidade de dislexia se o pai ou a mãe tem a doença é de 50%; se ambos, 75%”, afirma Maria Inez de Luca, neuropsicóloga e membro da equipe de avaliação para diagnóstico da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).
Questões sobre o tema, entretanto, não são consensuais entre especialistas. “A dislexia não tem uma causa orgânica, é um problema de aprendizado e, portanto, deve ser tratada dentro da escola”, acredita a pediatra Maria Aparecida Moysés, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “A hipótese mais comum para o aluno com dificuldade é que ele tenha problemas familiares ou alguma deficiência. Geralmente, o universo escolar não é considerado. Em geral, são as precariedades da escola que geram um grande número de alunos com dificuldades no aprendizado”, diz Beatriz de Paula Souza, psicóloga e coordenadora do serviço de orientação à queixa escolar do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Aparentemente, no entanto, a dislexia não é uma exclusividade das escolas fracas. “A dislexia aparece também em famílias instruídas e em escolas de qualidade”, diz o neurologista Abam Topczewski. (Da redação)
Fonte: Scientific American Mente Cérebro
Disponível em: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/dislexia_um_problema_da_escola_.html . Acesso em: 12 maio 2016
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