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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A ciência da depressão

            depressao

De acordo com um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base nos dados do sistema de mortalidade do Datasus, o número de mortes relacionadas com a depressão (incluindo suicídio) cresceu 705% no Brasil apenas nos últimos 16 anos.

A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 350 milhões de pessoas sofram com a doença no mundo todo.

Mas o que acontece exatamente com o corpo e a mente de uma pessoa depressiva? O que se passa dentro dela?

No passado, a depressão era comumente explicada como sendo apenas um “desequilíbrio químico” do cérebro: faltava serotonina aos doentes, substância conhecida por causar bem estar nas pessoas. Porém, a única evidência que apoiava essa teoria é que pacientes que recebiam serotonina sentiam um alívio de seus sintomas.

Agora, a ciência sabe que a depressão é mais complexa do que somente a falta de uma substância química no cérebro. Recentemente, descobrimos que as conexões entre as células também desempenham um papel.

Além disso, o hipocampo – aérea do cérebro que controla memória e emoção – dos depressivos tende a ser menor do que o de outras pessoas. Quanto mais tempo alguém sofre da doença, mais seu hipocampo diminui. As células da região de fato se deterioram.
O estresse é um grande fator que desperta essa condição. Estudos já mostraram que quando tal parte do cérebro é regenerada, células crescem, novos neurônios são estimulados e o humor da pessoa melhora.

Aliás, muitas drogas do mercado, incluindo as que afetam o nível de serotonina, tem um efeito indireto no crescimento de células do cérebro. Por isso, esses remédios parecem ajudar os deprimidos. Daqui para frente, cientistas querem focar nos medicamentos que diretamente afetam a neurogênese (o crescimento de novos neurônios) para tratar a depressão.

Até agora, falamos de coisas físicas, mas os pesquisadores também descobriram que a depressão é influenciada por fatores genéticos. Por exemplo, um defeito no gene que afeta o transporte de serotonina deixa seu portador mais vulnerável à condição. Por fim, a propensão a doença também pode ser hereditária.

A causa exata da depressão, no entanto, é desconhecida. Falamos de células do cérebro, substâncias químicas e fatores genéticos, mas os estudos feitos nos últimos anos encontraram diferentes “gatilhos” e condições associadas à ela, de maneira que a consideramos uma doença com base biológica e implicações psicológicas e sociais.

Dada tamanha complexidade, então, não é legal confundir tristeza com depressão. Essa doença não é algo que as pessoas podem simplesmente “deixar para lá” ou “esperar para passar”. Está na hora da população aceitar que a condição pode ser realmente debilitante e precisa de atenção e cuidados médicos especiais. [AsapScience, Uol, info]

Autor: Natasha Romanzoti

Fonte: Hypescience

Disponível em: <http://hypescience.com/ciencia-da-depressao/>

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