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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Suicídio deve ser tratado como questão de saúde pública, alertam pesquisadores

                 Detalhe de dedo apertando botão vermelho, indicando uma escolha
Ao ano, quase um milhão de pessoas morrem em decorrência de suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ato está entre as dez causas de morte mais frequentes em muitos países do mundo. No Brasil, são registradas 10 mil mortes por ano, com uma taxa de 4,8 a cada 100 mil habitantes, em 2008. Depois destes dados, podemos pensar o suicídio como uma questão de saúde pública? Especialistas na área de saúde mental defendem que sim. E acreditam que esses números podem diminuir se aumentarem os debates sobre o assunto. É o que faz a Fiocruz, por meio de pesquisas, projetos e capacitações. Profissionais de diversas áreas buscam desmitificar esse tabu e oferecer um melhor acolhimento a quem busca ajuda no Sistema Único de Saúde.
A troca de informações sobre suicídio pode ser muito útil para diminuir esses índices. A OMS estima que 90% dos casos podem ser evitados quando há oferta de ajuda. Em geral, seis meses antes de consumar o ato, pessoas com pensamentos suicidas procuram ajuda com profissionais, em especial em clínicas médicas. Esta constatação, feita pelo Grupo de Pesquisa de Prevenção do Suicídio (PesqueSui/Icict/Fiocruz), questiona o atendimento primário à saúde. "Quem já tentou o suicídio tem um risco ainda maior. Toda tentativa precisa ser olhada com atenção", diz a psicóloga Clarice Moreira Portugal, pesquisadora no grupo.
O PesqueSui realiza estudos sobre suicídio e ideação suicida, o uso de emergências psiquiátricas pela população e métodos de educação em massa sobre saúde mental. Em 2012, o grupo lançou o livro Trocando seis por meia dúzia – Suicídio como emergência do Rio de Janeiro, organizado pelo pesquisador Carlos Estellita-Lins. A obra relata o atendimento, nas emergências dos hospitais da cidade, a pacientes que tentaram se matar. Estellita diz que entre as principais dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde no atendimento desses casos no Brasil estão a precariedade na formação em urgências psiquiátricas e em suicidologia. "Precisamos admitir que o suicídio é uma questão que diz respeito a todos os profissionais de saúde. Todos nós devemos buscar capacitação profissional para lidar com isto", afirma.
Nos últimos 45 anos, as taxas de morte por suicídio tiveram aumento de 60% no mundo, como mostra a OMS, ficando entre as três causas de morte mais frequentes em populações de 15 a 44 anos, em alguns países, e a segunda maior causa em grupos de 10 a 24 anos, em outras regiões. Nas populações brasileiras, houve um crescimento de suicídio entre os jovens, idosos, além de uma interiorização dos casos. Em 2008 foram registrados altos índices nas regiões de Amambaí e Paranhos, ambos no Mato Grosso do Sul: 49,3 e 35 casos de suicídio por 100 mil habitantes, respectivamente, segundo o DataSUS – Banco de dados do Sistema Único de Saúde. Em Ibirubá (RS), 34,5. Já Nova Prata do Iguaçu (PR) está em 15º lugar no Brasil, com 24,7 casos. Em Mato Grosso do Sul, as comunidades indígenas tem taxas bem elevadas. No Rio Grande do Sul a incidência é maior em comunidades de colonos ou aquelas ligadas à indústria fumageira.
Essas são as informações registradas. Mas o que acontece muito é a subimputação e mesmo subregistro dos óbitos. Ao examinar no DataSUS as mortes por causas externas o PesquiSui verificou uma ampla fatia de óbitos não especificados. É possível que mais de 20% destes sejam suicídios não investigados ou deliberadamente subtraídos no preenchimento do atestado.
'Falar sobre suicídio não provoca o suicídio'
Por ser um tabu, existem limitações para abordar o tema. Na tentativa de evitar mais casos, o Ministério da Saúde propos, em 2005, a Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio, a qual cria grupos de trabalho, diretrizes nacionais, seminários, além do Manual de Prevenção do Suicídio para Profissionais das Equipes de Saúde Mental, lançado em 2006. Entre as ações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), um manual de imprensa esclarece jornalistas sobre termos específicos e traz um panorama com dados e informações gerais que permitem uma compreensão mais adequada da saúde mental; e uma outra publicação, o livreto Comportamento suicida: conhecer para prevenir, orienta profissionais da imprensa sobre como abordar o tema, preservando o direito à informação e contribuindo para a prevenção.
"Falar sobre suicídio não provoca o suicídio", diz a especialista em saúde mental Maria Fernanda Cruz Coutinho, que também integra o PesqueSui. "Colocar a questão em pauta na mídia, nas escolas e instituições permite que se converse mais sobre isto. É preciso fazer circular, de modo global, informações a pacientes, familiares e profissionais da saúde", reforça.
Além do PesqueSui, na Fiocruz, outras iniciativas desenvolvem trabalhos e projetos estratégicos em saúde mental para capacitar profissionais da saúde, qualificar o campo de pesquisa e fortalecer políticas públicas de saúde, de direitos e do cuidado integral em saúde mental e de campos relacionados. Dentre estes podemos citar o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (Laps), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública e o Grupo de Trabalho em Saúde Mental, que fica na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), dentro do Laboratório de Educação Profissional em Atenção à Saúde (Laborat). A pesquisadora Nina Soalheiro, associada aos dois grupos, ressalta que a atenção básica, enquanto porta de entrada da rede pública de saúde, "pode e deve identificar os sinais, a gradação do sofrimento, as características que o paciente com tendência suicida apresenta, seja por meio de pensamentos de desesperança, desespero ou desamparo". Nina coordena o curso de especialização técnica de nível médio em saúde mental na Escola Politécnica, que, assim como o curso de especialização do Laps/Ensp, coordenado pelo professor Paulo Amarante, inclui em seu currículo a discussão sobre o suicídio como um problema e uma desafio para a saúde pública.
Suicídio no Brasil: documentário apresenta dados epidemiológicos, percepção social e formas de enfrentamento do problema
Além destas ações, a Fundação também aposta em meios de ampliar o acesso à informação. A pedido do PesqueSui, o historiador e documentarista Eduardo Thielen, da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, teve um novo desafio: transpor os debates sobre saúde mental para a linguagem audiovisual, criando imagens e textos para comunicar as informações. O resultado foi positivo. Embora o grande desafio tenha sido como encarar o tema, que é um tabu, o filme Suicídio no Brasil conseguiu abordar o tema falando que o fato existe, mostrou os grupos de risco e a que fatores estão associados.
"A proposta era dar uma introdução geral à ideia de suicídio, com base nas pesquisas feitas, em especial às do PesqueSui, com uma linguagem compreensível à maioria da população", diz Thielen. Para dar a 'voz do povo' ao documentário, ou seja, uma opinião sob o ponto de vista do senso comum, foram feitas entrevistas com transeuntes na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro. Lá, mais surpresas. "O mais curioso foi a facilidade das pessoas ao falar sobre o assunto. Quando levantamos o tema, sempre havia um ou outro com histórias para contar".
A ideia de Thielen é que o documentário tenha uma segunda parte, para abordar grupos de risco, como adolescentes, idosos e indígenas. Para os interessados em saber mais sobre a questão, Thielen recomenda o filme nacional Elena, idealizado a partir das lembranças da diretora Petra Costa sobre sua irmã que cometeu suicídio.
O vídeo Suicídio no Brasil está em acesso aberto na internet. Para os interessados em obter uma cópia, os pedidos podem ser feitos com a VideoSaúde Distribuidora.
Fonte: FIOCRUZ

Janeiro Branco: Caminhada inaugura ações pela saúde mental

“Caminhando e pensando: como andam as nossas mentes” é tema do evento

Por Letícia Bender - Acadêmica de Jornalismo do CEULP/ULBRA
               
Amanhã, às 19h, acontece a caminhada em prol da saúde mental que marca a inauguração do projeto Janeiro Branco. O evento acontece no Parque do Sabiá, localizado na cidade de Uberlândia – MG e é aberto ao público.
                                
Janeiro Brancoé idealizado por psicólogos do município mineiro e pretende valorizar e destacar o tema da saúde mental em todas as abrangências sociais, “com ênfase no bem-estar, na qualidade de vida e no equilíbrio existencial”, explica a organização do projeto. Na caminhada, serão distribuídos panfletos, fitas e balões brancos “marcando o verde do Parque com os símbolos brancos da Campanha”, ainda segundo os organizadores.
O momento no Parque dá início às atividades do projeto. Durante os dias 13 a 25 de janeiro, haverá palestras itinerantes pela cidade abordando a temática, com cerca de 20 minutos de duração cada. Também haverá exposições sobre assuntos da saúde mental em grandes centros de Uberlândia.
A partir do dia 13 serão transmitidos bate-papos ao vivo no site oficial do projeto. A programação de todas as atividades do evento está disponível no link. Para obter mais informações, acesse janeirobranco.org.br ou envie e-mail para janeirobranco@gmail.com.
Fonte: (EN)Cena

Neurocientista aplica sua teoria a si mesmo e se descobre psicopata

                          Neurocientista aplica sua teoria a si mesmo e se descobre psicopata
O Dr. Eduardo Mutarelli afirma que muitos cientistas e médicos estão interpretando os conhecimentos gerados pela genética de maneira "perigosa".
"Os profissionais estão atribuindo importância excessiva para a carga genética de uma pessoa, como se isso, por si só, fosse capaz de determinar o futuro de um ser humano."
O alerta é do Dr. Eduardo Mutarelli, professor do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Ele acrescenta que muitos cientistas e médicos estão interpretando os conhecimentos gerados pela genética de maneira "perigosa".
O Dr. Mutarelli comentava justamente o caso de um neurocientista norte-americano que acreditava saber tudo sobre como eram os cérebros dos psicopatas, mais especificamente, de criminosos violentos.
Apesar do pesado e lamentável histórico das tentativas de vinculação de comportamentos a aspectos biológicos, o Dr. James Fallon, professor de psiquiatria e comportamento humano da Universidade da Califórnia (EUA), seguia triunfante com suas "evidências" poderiam indicar criminosos por exames de laboratório, mais especificamente, por imagens do cérebro.
Até que ele decidiu testar seu "conhecimento" e suas teorias nele próprio. Bingo: seguindo suas próprias teorias, ele próprio era um psicopata "cientificamente comprovado".
Teoria pela culatra
A constatação de Fallon aconteceu em 2005, quando ele analisava tomografias de cérebros de assassinos em série. Ele queria ver se encontrava alguma relação entre os padrões anatômicos dos cérebros desses pacientes e seu comportamento.
Fallon explicou que, para ter uma base de comparação, tinha colocado na pilha tomografias de membros de sua própria família - a ideia era usá-los como modelos de cérebros "normais".
Ao chegar ao fim da pilha, onde estavam os exames de sua família, o cientista viu uma tomografia que mostrava um padrão claro de patologia. "O exame mostrava baixa atividade em certas áreas dos lobos frontal e temporal que estão associadas à empatia, moralidade e ao autocontrole," conta ele.
Fallon contou que, no começo, pensou que fosse um engano. Mas feitas as checagens, o neurocientista, que estudava psicopatas há mais de duas décadas, viu-se às voltas com uma realidade um tanto quanto incômoda: o cérebro representado naquele exame era seu.
"As mesmas áreas do cérebro estavam completamente apagadas, como nos piores casos que eu tinha visto", disse Fallon.
Para se certificar que seus exames de neuroimagens estavam certas, Fallon resolveu fazer mais pesquisas envolvendo a genética: exames do seu DNA confirmaram que ele tinha genes alelos associados à ausência de empatia e a comportamentos agressivos e violentos.
"Tenho vários traços em comum com psicopatas, só não sou criminoso. Nunca matei nem estuprei ninguém e prefiro vencer uma discussão com argumentos do que com força física," se defende ele.
A questão que fica para a sociedade é: será que alguém levaria a sério alegações desse tipo feitas por um réu, sem nenhuma formação científica, e que argumente o mesmo ante "provas" e análises forenses apresentadas contra ele em uma acusação?
            Neurocientista aplica sua teoria a si mesmo e se descobre psicopata
O neurocientista James Fallon descobriu que tem "cérebro de psicopata" - só que ele nunca cometeu um crime.
Mudar o mundo pela educação
As revelações de James Fallon, descritas em um livro que ele escreveu reconhecendo seu próprio "lado negro" revivem um debate que há muito intriga especialistas: somos produto da nossa herança genética ou do meio em que vivemos?
Para o neurologista da USP Eduardo Mutarelli, o caso de Fallon reforça o papel da sociedade - ou seja, do meio - na formação do indivíduo. E ajuda a combater uma certa tendência "determinista" na forma como nosso potencial genético vem sendo interpretado por médicos e cientistas hoje.
"A genética hoje trabalha muito com probabilidades, com potencial genético e fatores de risco", disse Mutarelli.
O médico citou como exemplo doenças como o Mal de Alzheimer ou o Mal de Parkinson.
"Com o conhecimento atual, sabemos que existe uma certa carga genética associada a essas doenças. Mas você carrega um certo fator de risco e isso vai se transformar em doença caso outras coisas contribuam para isso. Você não se cuida, não come direito, esses são fatores de risco para que a pessoa venha a desenvolver a doença," observa.
No caso específico de James Fallon, Mutarelli faz uma ressalva: "No caso dele, se ele tem um exame de imagem de cérebro que é igual ao de um psicopata, ele só não é psicopata porque foi bem-educado".
"O lobo frontal está desregulado, a alteração existe na experiência dele e a ressonância mostra a alteração, ou seja o gene foi ativado. Ele só não é um assassino em série por causa da família", reforçou o professor.
E concluiu: "O jeito de mudar o mundo é educando".
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Como tratar um zumbi psicologicamente

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A síndrome de Cotard, delírio de Cotard ou síndrome do cadáver ambulante é uma condição que leva as pessoas a acreditar que estão do lado errado da série The Walking Dead. Ou seja, elas pensam que estão realmente mortas. E como você convence alguém de que ele ainda está vivo?
Em 1880, o médico Jules Cotard reportou o primeiro caso desta doença. Sua paciente, conhecida como “Madame X”, acreditava que certas partes do seu corpo haviam desaparecido e que ela não precisava comer. A mulher ainda dizia que sua alma tinha sido roubada pelo diabo, portanto, ela estava morta e não podia morrer. Claro que isso levou a sua real morte, de fome.
Ao longo do século que se seguiu, muitas pessoas foram diagnosticadas com síndrome de Cotard. Seus delírios cobriam vários ângulos de um tema similar: ou elas pensavam que partes de seu corpo estavam mortas, em decomposição, ou faltando, ou simplesmente acreditavam que elas, como pessoas já mortas, não podiam morrer.
Uma mulher filipina de 53 anos de idade foi internada em um hospital psiquiátrico gritando aos médicos que podia sentir o cheiro de sua carne apodrecendo e que deveria ser levada para o necrotério. Um homem no Irã insistiu que estava morto, que era um lobisomem, e que seus filhos haviam se transformado em ovelhas. Duas mulheres chinesas diferentes acreditavam que suas entranhas – coração, fígado ou estômago – haviam sido retiradas e as cavidades preenchidas com água.
Casos mais famosos e clássicos são raros. Um homem de 46 anos acreditava que o seu corpo tinha sido transformado em imaterial, e ele tinha virado um fantasma. Ele parou de comer, já que “não precisava”, e perdeu 14 quilos em dois meses. Acabou internado em um hospital para impedir sua morte por desnutrição. Outro homem foi internado depois de um acidente de moto que o deixou convencido de que ele estava morto. Uma viagem posterior para a África do Sul com sua mãe o convenceu de que ele tinha ido para o inferno (por causa do calor) e que o espírito de sua mãe estava lhe dando um passeio pelo purgatório.
Delírio de Cotard parece ser apenas um aspecto de uma doença mental maior. A maioria dos pacientes são esquizofrênicos, depressivos ou bipolares. Madame X teve a infelicidade de ter a síndrome quando a psiquiatria ainda estava em sua infância, mas hoje a medicina já tem uma visão melhor da condição.
Infelizmente, esta é uma área onde a terapia da conversa raramente tem efeito. Pessoas simplesmente não podem ser convencidas de que estão vivas. No entanto, uma vez que elas já pensam que estão mortas, raramente temem os riscos de tratamentos.
Antipsicóticos e antidepressivos podem ajudar bastante. Além disso, energia elétrica parece ser uma boa forma de trazer as pessoas de volta dos mortos. Uma mulher que acreditou ser um cadáver por sete anos admitiu estar viva novamente após a segunda rodada de eletroconvulsoterapia. Outro homem, que teve lesões em seu cérebro e que afirmava que seu estômago havia desaparecido, não sentiu nenhuma mudança depois de receber medicação, mas respondeu a eletroconvulsoterapia.
Tratamento de choque não é uma coisa brutal como a que vemos em filmes antigos. Os pacientes são anestesiados, recebem choques breves, e só depois são acordados de novo. Pacientes de Cotard muitas vezes se sentem melhor depois de apenas algumas sessões, e começam a socializar, cuidar de si mesmos e aceitar que estão vivos.
Fonte: Hypescience

Cure a si mesmo: Auto-hipnose

                 Cure a si mesmo: Auto-hipnose
A hipnose pode ajudar a lidar com a dor, ansiedade, depressão, distúrbios do sono, obesidade, asma e doenças da pele como psoríase e verrugas.
A hipnoterapia tem lutado para ser aceita na academia desde que Franz Mesmer, no século 18, anunciou que poderia curar toda sorte de males com o que ele chamou de "magnetismo animal".
"O campo todo tem sido atormentado por pessoas que não sentem que as pesquisas são necessárias," afirma Peter Whorwell, da Universidade de Manchester (Reino Unido).
Whorwell passou grande parte de sua vida profissional construindo um corpo de evidências científicas para o uso da hipnose para tratar apenas uma condição: a síndrome do intestino irritável.
A síndrome do intestino irritável é considerada um transtorno "funcional", um termo bastante pejorativo, usado quando um paciente sofre sintomas mas os médicos não conseguem ver nada de errado.
Whorwell sentiu que seus pacientes, alguns dos quais tinham sintomas tão severos que tinham pensamentos suicidas, estavam decepcionados com a profissão médica: "Eu parti para a hipnose porque o tratamento convencional destas condições é lastimável."
Ele agora dá aos seus pacientes uma breve lição sobre como funciona o intestino, em seguida faz com que usem as sensações visuais ou táteis - a sensação de calor, por exemplo - para imaginar o seu intestino funcionando normalmente.
E funciona - a síndrome do intestino irritável é a única condição para a qual a hipnose é recomendada pelo Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica do Reino Unido.
Apesar disso, Whorwell ainda tem dificuldades em convencer os médicos a prescrever a hipnoterapia, que já é largamente usada também para tratar crianças que fazem xixi na cama e até em partos.
"Nós produzimos um monte de pesquisas incontestáveis," diz ele. "No entanto, as pessoas [médicos e cientistas] ainda estão relutantes em concordar com elas."
Como a hipnose funciona
Parte do problema é que não está claro exatamente como a hipnose funciona. O que está claro é que, quando hipnotizadas, as pessoas podem influenciar partes do seu corpo.
Whorwell demonstrou que, sob hipnose, alguns pacientes com síndrome do intestino irritável podem reduzir as contrações de seu intestino, algo que normalmente não opera sob controle consciente (Journal of Psychosomatic Research, vol. 64, p. 621). O revestimento do intestino desses pacientes também torna-se menos sensível à dor.
A hipnose provavelmente opera em caminhos fisiológicos semelhantes aos envolvidos no efeito placebo, suspeita Irving Kirsch, da Universidade de Hull (Reino Unido). Por um lado, as condições médicas que os dois podem beneficiar são semelhantes, e ambos são sustentados pela sugestão e pela expectativa - acreditar em um resultado específico.
A desvantagem é que algumas pessoas não respondem tão fortemente à hipnose quanto outras.
A maioria dos ensaios clínicos que envolveram a hipnose são pequenos, em grande parte devido à falta de financiamento, mas sugerem que a hipnose pode ajudar a lidar com a dor, ansiedade, depressão, distúrbios do sono, obesidade, asma e doenças da pele como psoríase e verrugas (Papeles des Psicólogo, vol. 30, p. 98).
Encontrar um bom hipnoterapeuta também pode ser complicado, já que a profissão não é regulamentada, mas se auto-hipnotizar parece funcionar igualmente bem. "A auto-hipnose é a parte mais importante," disse Whorwell.
Fonte: Diário da Saúde

Cientistas desenvolvem técnica para apagar a memória de humanos

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Cientistas acabaram de descobrir uma maneira de apagar memórias ruins usando – você adivinhou – terapia de eletrochoque. Prepare-se para o esquecimento sob demanda: agora isto é uma coisa real.
Uma equipe de neurocientistas holandeses concebeu recentemente uma eletroconvulsoterapia (ECT) para “alvejar e despedaçar a memória de um episódio perturbador dos pacientes”.
Os pacientes foram apresentados a duas narrativas traumáticas em uma apresentação de slides e, em seguida, submetidos à nova técnica. A equipe mais tarde levou os pacientes a lembrarem de apenas uma das histórias, ao repetir parte da apresentação de slides. Imediatamente depois, quando imagina-se que a memória reativada esteja vulnerável, os pacientes receberam a terapia de eletrochoque.
Um dia depois, quando fizeram um teste de memória de múltipla escolha, os pacientes foram significativamente piores em lembrar detalhes da história reativada, mostrando resultados próximos do acaso. A memória dos pacientes da outra história, no entanto, permaneceu praticamente incólume.
O teste foi realizado em 42 pacientes com depressão grave, então há uma chance de que poderia funcionar de forma diferente em pacientes normais. Também é importante ressaltar que a ECT não é divertida. Ela induz convulsões e, é claro, há a consequência dos médicos estarem alterando os cérebros dos pacientes com eletricidade.
Uma descoberta como esta é importante, apesar de tudo. Durante anos, os cientistas têm dito que estamos à beira de desenvolver uma maneira de apagar memórias, e no ano passado, eles de fato apagaram com sucesso as memórias de ratos adormecidos. Em seguida, poucos meses atrás, eles conseguiram identificar o gene que nos ajuda a esquecer. Porém, um método tão direto para apagar memórias particulares tinha se mostrado ilusório, até agora.
Como é frequentemente o caso com uma pesquisa inovadora, o próximo passo é mais pesquisa. Mas os cientistas têm esperança de que avanços como estes irão levar a melhorias no tratamento de doenças como depressão grave e transtorno de estresse pós-traumático. Afinal, às vezes, a ignorância é realmente uma benção. [Gizmodo]
Fonte: Hypescience

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

DIA LEITOR

                         
Fonte: Vindo dos Pampas
Disponível em: <//vindodospampas.blogspot.com.br/>. Acesso em: 07 jan. 2014

4º Congresso Brasileiro de Saúde Mental

                    
A partir do tema Navegando pelos rios da Saúde Mental da Amazônia: Diversidades culturais, saberes e fazeres do Brasil, o evento terá como foco a articulação entre saberes populares e saber científico, na busca de ações intersetoriais no âmbito da Saúde Mental e do fortalecimento de suas práticas no SUS. Serão cerca de 4 mil participantes, entre pesquisadores, estudantes de graduação e de pós-graduação, gestores, trabalhadores, usuários e familiares. O congresso abordará a saúde mental em seus aspectos teórico-conceitual, técnico-assistencial, jurídico-político e sociocultural. As transformações na maneira de lidar com a loucura, rompendo com o estigma e o preconceito, serão discutidas na avaliação da implementação de novos direitos para as pessoas com transtorno mental. Estarão presentes convidados da Itália, Espanha e Argentina, entre outros. Os trabalhos podem ser inscritos em dezoito eixos temáticos, como Primazia do Público Sobre o Privado; Atenção Psicossocial e novas formas de cuidado; Processo de Trabalho no cotidiano dos serviços; Políticas de Drogas  e Redução de danos; e Formação Artístico-cultural e a Desinstitucionalização. O prazo para envio de trabalhos é 30 de abril.
 
Data: 4 a 7 de setembro
Local: Universidade Nilton Lins, Manaus, AM

Fonte: Radis

Em pânico!


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O medo é imprescindível para a sobrevivência. algumas pessoas, porém, têm a vida dominada por esse sentimento, que se manifesta em crises súbitas e intensas de desespero. tratamento médico e psicoterapia ajudam a controlar os sintomas e evitar que a ansiedade tome conta
Fernanda Teixeira Ribeiro

Plantas tóxicas, fome, conflitos tribais, predadores – nossos ancestrais sobreviveram a muitos riscos. Em um ambiente hostil, em que raramente se ultrapassava os 30 anos de idade, era preciso estar atento a muitos perigos para se proteger. Ao custo de sofrimento físico, perda de entes queridos e toda série de dificuldades aprendemos, por exemplo, a evitar alimentos de mau aspecto, andar por ruas desertas, desconfiar de desconhecidos. “A psique humana evoluiu em face do medo. Temos uma espécie de software – de milhões de anos, um pouco desatualizado talvez – que traz informações necessárias para nos manter a salvo”, explica o psicólogo Robert Leahy, professor da Faculdade Médica Weill-Cornell, autor de Livre da ansiedade (Artmed, 2011). Adaptativo, o medo se inicia quando reconhecemos uma ameaça e se dissipa logo que ela cessa. A ansiedade, por sua vez, está associada a antecipação. Ela é natural e nos prepara para enfrentar uma situação que nos desafia ou preocupa, como provas, entrevistas, resultados de exames médicos. Nesses momentos, é normal sentir o coração acelerar, a transpiração aumentar e mesmo insônia. Quando o problema é resolvido ela vai embora. “Já a ansiedade patológica não desaparece. Ela nos imobiliza e, para não ter de enfrentá-la, fugimos das situações. É crônica e vem sempre acompanhada de sintomas como palpitação, sudorese, tontura, sensação de estranhamento, diarreia”, diz o psiquiatra Antônio Nardi, diretor do Laboratório de Pânico e Respiração (LABPR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É considerado transtorno psíquico quando tem duração, intensidade e frequência desproporcionais.

Em alguns casos a ansiedade pode se manifestar em crise abrupta e intensa – um ataque de pânico. Uma onda de sensações desagradáveis, como impressão de asfixia, dor no peito, dormência dos membros, receio de enlouquecer ou mesmo de morrer, que se inicia e atinge seu pico em poucos minutos. As crises podem ocorrer de forma isolada ou ter relação com algum transtorno de ansiedade. Ataques recorrentes, acompanhados pela preocupação constante de sofrer outra crise – e as possíveis consequên-cias, muitas vezes imaginárias, que ela pode ter, como um infarto ou morte –, caracterizam, segundo o Manual diagnóstico e estatístico de doenças mentais (DSM), um estado extremo de ansiedade: o transtorno de pânico (TP), também conhecido como síndrome do pânico.

Por causa da semelhança com os sintomas de problemas cardiorrespiratórios, muitas pessoas com ataque de pânico vão parar no pronto-socorro ou passam por consultórios médicos de diferentes especialidades antes de procurar um psicólogo ou psiquiatra ou ser encaminhadas. É três vezes mais comum em mulheres e surge com mais frequência no início da vida adulta. Em alguns casos, é acompanhado de agorafobia – o receio de ter uma crise faz a pessoa começar a evitar lugares e situações em que, acredita, é mais difícil escapar ou receber ajuda. Assim, tarefas cotidianas, como usar transporte público rumo ao trabalho, fazer compras no supermercado ou sair de casa sem companhia, tornam--se cada vez mais difíceis. “É comum que parentes não compreendam o problema e acreditem que ‘é coisa da cabeça’ de quem sofre e adaptem a rotina familiar para que a pessoa não fique ou não saia só, o que pode parecer uma boa ajuda, mas que acaba colaborando para a manutenção do transtorno”, diz a psicóloga Marcele Regine de Carvalho, pesquisadora do LABPR.

O transtorno de pânico não tem causa específica. O mais provável é que seja resultado da interação entre herança biológica e fatores psíquicos e ambientais, como o estresse. Ter um parente de primeiro grau com o distúrbio é o principal fator de risco. Estudos com famílias, publicados nos anos 80 no Archives of General Psychiatry, demonstraram que pessoas com pai, mãe ou filho com transtorno de pânico têm oito vezes mais chances de apresentar os mesmos sintomas.

Pessoas com predisposição genética são mais suscetíveis a ter o distúrbio desencadeado por fatores externos, como algumas drogas. “São frequentes crises que se seguem ao abuso de álcool ou uso de substâncias recreativas, entre elas a maconha, e também de psicoestimulantes, como anfetaminas e café em excesso”, diz o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Medicamentos anorexígenos (com finalidade de emagrecer), corticoides e broncodilatadores também podem induzir ataques.

PÍLULAS e CRENÇAS
O tratamento com medicamentos e psicoterapia cognitivo-comportamental (PCC) controla os sintomas em mais de 85% dos pacientes sem agorafobia – resultados que se mantêm mesmo depois de interrompê--lo. “Os medicamentos mais indicados são os benzodiazepínicos (ansiolíticos) e antidepressivos. Muitos pacientes utilizam fármacos dos dois grupos, para que sejam ministradas doses menores de cada, o que reduz efeitos colaterais. A medicação bloqueia os ataques de pânico, abrindo caminho para enfrentar situações temidas”, diz Nardi.

A PCC é uma abordagem breve, que ajuda o paciente a perceber padrões de pensamento que alimentam sua ansiedade e a aprender algumas estratégias para lidar com ela no dia a dia. “A maneira como se avalia uma situação influencia emoções, comportamentos e reações fisiológicas. Interpretações exageradamente negativas, ou catastróficas, causam respostas físicas desproporcionais à realidade. Reestruturar pensamentos distorcidos é uma forma de alterar emoções e atitudes”, diz Marcele.

Para isso, é essencial compreender a ansiedade como um mecanismo de defesa: as reações que desencadeia, embora assustem, não são necessariamente perigosas e podem ser controladas. A hiperventilação – decorrente das inspirações rápidas e profundas em uma crise de pânico, que pode desencadear a parte “automática” de um ataque –, por exemplo, pode ser amenizada com respiração diafragmática. De forma semelhante, exercícios de relaxamento podem reduzir a excitação neuromuscular e a hiperatividade cognitiva.

Estudos com testes respiratórios – como hiperventilação voluntária e inalação de dióxido de carbono (CO2) para induzir sintomas de pânico em laboratório –, aliás, demonstram que pacientes com o distúrbio são excessivamente sensíveis a essas alterações. Os núcleos da base (estruturas interconectadas com o córtex cerebral, o tálamo e o tronco encefálico, onde são sintetizados neurotransmissores), por exemplo, têm papel tanto na regulação da respiração quanto no processamento de emoções primitivas, como o medo. “Existe uma relação entre equilíbrio de neurotransmissores, pH do sangue e sistema respiratório.Pacientes que hiperventilam antes de um ataque de pânico podem aprender a bloquear a crise respirando adequadamente”, diz Nardi.

PROVOCANDO SINTOMAS
Fugir ou evitar situações que causam desconforto pode, em um primeiro momento, trazer alívio. Por outro lado, porém, mantém intactas as crenças que sustentam o medo. Uma segunda etapa da PCC, depois da reestruturação cognitiva e treino para lidar com os sintomas, é a terapia de exposição. Com orientação do psicólogo, o paciente faz exercícios que simulam sintomas de ansiedade e também entra em contato com estímulos temidos. “O objetivo é que ele consiga experimentar sintomas e habituar-se a eles, para que qualquer mudança corporal percebida não dispare necessariamente um ataque de pânico”, diz Marcele.

Correr no mesmo lugar, respirar por um canudo fino, prender a respiração e hiperventilar são exemplos de exercícios que simulam sensações físicas de uma crise. Já a exposição a situações que despertam a ansiedade é gradual e repetitiva, de modo a adaptar o paciente ao estímulo, extinguir a resposta de medo e fazê--l-o perceber que suas previsões excessivamente negativas raramente se confirmam. É comum que o psicólogo cognitivo faça também simulações imaginárias ou virtuais para adaptar o paciente aos poucos. “Grupos de apoio também são importantes. Ajudam a perceber que existem pessoas com problemas semelhantes e, principalmente, que muitas melhoram. Para os parentes de quem tem o transtorno é uma oportunidade para esclarecer dúvidas e preconceitos, além de aprender estratégias de enfrentamento, diz Bernik.

“O medo não é o sistema de navegação confiável que supomos. Ele se alimenta de crenças irracionais, de ‘certezas’ que, na realidade, apenas tornam nosso comportamento menos adequado, obscurecem nossas expectativas, afetam drasticamente a qualidade vida”, diz Leahy. Será que todas as nossas preocupações são importantes a ponto de ser preciso dar ouvidos a todas elas para nos proteger? A ansiedade nos permite antecipar problemas e soluções possíveis para evitar a dor e preservar nosso bem-estar – apesar de parecer o contrário. Nas palavras do pensador Sêneca, “há mais coisas que nos assustam do que coisas que efetivamente nos fazem mal; afligimo-nos mais pelas aparências do que pelos fatos”.

PARA SABER MAIS:
Transtorno de Pânico – Teo-ria e clínica. A. Nardi, J. Quevedo e A.G. da Silva (orgs.). Artmed, 2013.
Livre da ansiedade. Robert Leahy. Artmed, 2011.
Agorafobia, o medo do medo. José Pedro Espada Sanchez. Mente e Cérebro no 204, pág. 44-51, janeiro de 2010.
Pânico: efeito do desamparo na contemporaneidade. Lucianne Sant’Anna de Menezes. Casa do Psicólogo/ Fapesp, 2006. 
A family study of panic dis-order. R. Crowe e outros. Archives of General Psychiatry. 1983; 40 (10): 1065-9.

A CRISE DE ANSIEDADE 

O ataque de pânico é um período de medo intenso e de desconforto. Pode ocorrer em qualquer momento ou situação. Alguns dos sintomas podem surgir de repente e atingir seu pico em torno de dez minutos:

1 -falta de ar ou sensação de asfixia

2- vertigem

3 - ritmo cardíaco acelerado (taquicardia)

4 - tremor

5 - suor frio

6 - náusea

7 - sensação de dormência

8 -ondas de calor ou frio

9 - dor no peito

10 - medo de morrer, enlouquecer ou perder o controle

ESTRESSE SOB CONTROLE

Congestionamentos, demandas do trabalho, cuidar de si próprio e de outros. É possível enumerar centenas de situações, apenas as mais corriqueiras, que deflagram estresse e ansiedade. São parte do cotidiano da maioria das pessoas. A diferença é a maneira como cada um lida com elas. Algumas medidas que ajudam a gerenciar melhor essas emoções:

1. Exame dos pensamentos
O psicólogo Robert Epstein, doutor pela Universidade Harvard, investigou como mais de 3 mil pessoas lidavam com as pressões do dia a dia. Ele descobriu que os que buscavam controlar pensamentos negativos – tentando enxergar a situação de maneira mais condizente com a realidade ou de perspectiva mais positiva – apresentavam menos sintomas de distúrbios psíquicos. Segundo o pesquisador, pessoas com transtornos de ansiedade tendem a antecipar problemas, superestimar sua importância e, mais ainda, prever desfechos trágicos. “Reinterpretar os eventos da vida faz com que eles deixem de nos incomodar tanto. A psicoterapia pode ser crucial nesse processo”, diz.

2. Relaxamento
Não faltam estudos que atestam os benefícios da ioga, de exercícios respiratórios e técnicas de meditação. Meditar regularmente reduz os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, e fortalece o sistema imunológico. Atividades de lazer também são importantes para amenizar a rotina e tirar o foco das preocupações.

3. Atividade física 
Mexer o corpo melhora o humor. Atividade física regular estimula a produção de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, associadas às sensações de bem-estar e de motivação. Além disso, exercícios ao ar livre ou mesmo na academia de ginástica são boa oportunidade para sair de casa e interagir socialmente. As relações sociais são importantes para a manutenção do humor e da autoestima.

4. Alimentação
Dieta rica em nutrientes mantém a saúde do corpo – e também da mente. O endocrinologista sueco Fredik Nystrom, da Universidade de Linkoping, estudou o humor de 18 voluntários que, durante um mês, comeram apenas em lanchonetes – cardápio, claro, baseado em frituras e açúcar – e não fizeram exercícios físicos. Conclusão: o aumento da irritabilidade e do humor deprimido foi proporcional ao “estrago” na alimentação. Por outro lado, alimentos ricos em ácidos graxos ômega 3, como peixes, abóbora, semente de linhaça, soja, castanhas e, em menor quantidade, espinafre, couve e pepino, estão associados à melhora do bem-estar.

A RESPIRAÇÃO A SEU FAVOR
Respirações profundas e amplas, diafragmáticas, estimulam o controle parassimpático do funcionamento cardiovascular, ajudando a normalizar o ritmo dos batimentos cardíacos. O ideal é treinar a técnica tranquilamente para aplicá-la quando surgirem os sintomas de ansiedade:Inspire pouco ar pelo nariz, devagar, contando até três. Prenda um pouco a respiração e sinta o abdome estufar. Depois, expire longa e suavemente pela boca, contando até seis.

Fonte: Scientific American Mente Cérebro

Disponível em: <http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/em_panico_.html>. Acesso em: 06 jan. 2014

II Mostra de Experiências em Gestão Estratégica e Participativa no SUS

             

INSTITUIÇÃO: Ministério da Saúde
LOCAL: Brasília - DF
PERÍODO: 02/02/2014 a 06/02/2014
INFORMAÇÕES: O evento busca promover a troca de experiências exitosas em gestão estratégica e participativa implementadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) ao longo dos seus 25 anos
Fonte: Informe ENSP

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Alzheimer e diabetes são a mesma doença?

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A nossa compreensão do cérebro é absolutamente rudimentar em comparação com o nosso entendimento de outros órgãos:O cérebro humano, esse ilustre desconhecido.
Diabetes do cérebro
Há alguns meses, o público foi surpreendido com o anúncio de que o Mal de Alzheimer pode ser o estágio final do diabetes tipo 2.
Na verdade, embora só agora a suspeita esteja chegando à imprensa, médicos e cientistas trabalham com essa hipótese há alguns anos.
Ocorre que a resistência à insulina, que é a marca registrada do diabetes tipo 2, também pode levar a problemas cognitivos, tais como perda de memória e confusão.
Em 2005, um estudo realizado pelo grupo da Dra. Susanne de la Monte, da Universidade Brown (EUA), identificou uma razão pela qual as pessoas com diabetes tipo 2 apresentam um risco maior de desenvolver a doença de Alzheimer.
Neste tipo de demência, o hipocampo, uma parte do cérebro envolvida na aprendizagem e memória, parece ser insensível à insulina.
Isso mostrou que não apenas o fígado, os músculos e as células de gordura podem ser "diabéticas", mas, pelo menos assim parece, o cérebro também pode ser diabético.
Ao receber uma dieta elaborada para induzir-lhes diabetes tipo 2, animais de laboratório tiveram seus cérebros crivados de placas insolúveis de uma proteína chamada beta-amiloide, uma das marcas registradas da doença de Alzheimer.
Também já se sabe que a insulina desempenha um papel fundamental na memória.
Tomados em conjunto, esses estudos começaram a sugerir que a doença de Alzheimer pode ser causada por uma espécie de "diabetes do cérebro".
Se isso for verdade, os problemas de memória que muitas vezes acompanham o diabetes tipo 2 podem ser de fato um estágio inicial do Alzheimer, e não um mero declínio cognitivo.
Oligômeros
Embora não se conheçam as causas da doença de Alzheimer, é um fato que o cérebro fica entupido com placas de beta-amiloide.
Uma teoria que está ganhando terreno é que não são as próprias placas que causam os sintomas do Alzheimer, mas seus precursores, pequenos grupos solúveis de beta-amiloide chamados oligômeros.
Assim, as placas insolúveis de beta-amiloide seriam a maneira do cérebro de tentar isolar os oligômeros tóxicos - elas seriam uma defesa, e não a causa da doença.
Para investigar se as placas de beta-amiloide também podem ser a causa do declínio cognitivo em pacientes com diabetes tipo 2, Danielle Osborne e seus colegas da Universidade Albany (EUA) alimentaram 20 ratos com uma dieta rica em gordura para induzir-lhes diabetes tipo 2.
Estes ratos, e outros 20 com uma dieta saudável, foram treinados para associar uma gaiola escura a um choque elétrico. Sempre que os animais voltavam à gaiola escura, eles "congelavam" de medo - medir quanto tempo eles ficam assim é uma forma padrão de inferir quão boa é sua memória.
Como esperado, os ratos diabéticos tinham memória mais fraca do que os saudáveis - eles congelaram no escuro por menos da metade do tempo do que seus irmãos saudáveis.
Para descobrir se isso era devido às placas de beta-amiloide ou aos seus precursores solúveis, os oligômeros, Pete Tessier, do Instituto Politécnico Rensselaer (EUA) fabricou fragmentos de anticorpos que interrompem a ação um do outro.
Quando os anticorpos quebradores de placas foram injetados em ratos diabéticos nenhuma alteração foi observada. No entanto, depois de receber os anticorpos específicos para os oligômeros, os ratos diabéticos começaram a congelar de medo tanto quanto os ratos saudáveis.
"O déficit cognitivo causado por sua diabetes foi totalmente revertido," disse Ewan McNay, membro da equipe.
O fato é que um número cada vez maior de pesquisadores está se mostrando receoso de prosseguir nas pesquisas com as placas de beta-amiloide, quando 20 anos de trabalho em busca de um tratamento baseado nesse aspecto particular da doença não chegaram a nada.
Fonte: Diário da Saúde

Para sair do vício, acrescente meditação às terapias e medicamentos

Redação do Diário da Saúde
            Para sair do vício, acrescente meditação às terapias e medicamentos
A meditação pode ter um efeito real de auxílio a pacientes que querem se livrar da dependência de substâncias químicas, como cigarros ou drogas.
"Nossa conclusão mais geral é que um tratamento que inclua técnicas de meditação pode ser útil como um suplemento para ajudar alguém a sair do vício. Nós damos argumentos científicos e matemáticos para isso," resumiu Yariv Levy, que fez o estudo com seus colegas da Universidade de Massachusetts Amherst (EUA).
A conclusão é que a meditação é um acréscimo efetivo para as abordagens baseadas apenas em medicamentos, apenas em terapia ou em medicamentos mais terapia.
Mais especificamente, o grupo concluiu que os dados científicos apontam que a melhor forma de lutar contra o vício envolve uma abordagem mista, incluindo medicamentos, terapia e meditação.
Experimentos in silico
Os pesquisadores fizeram uma análise sui generis da literatura científica para chegar a essa conclusão: usaram o que chamam de "modelo computacional de vício", que inclui as teorias sobre o vício, estudos realizados com humanos, animais e experimentos de laboratório, tudo mesclado em um experimento virtual realizado em computador.
A equipe reconhece que essa abordagem de fazer uma pesquisa teórica usando sujeitos virtuais é bastante incomum.
É o que eles chamam de experimento in silico, em silício, no sentido de feito em computador, em comparação com os tipos mais comuns in vitro (em laboratório, em frascos de vidro) e in vivo (em cobaias ou humanos).
Contudo, a equipe ressalta que a técnica está ganhando uma confiabilidade significativa no meio científico porque oferece algumas vantagens.
Em particular, porque um experimento virtual se fundamenta e tira proveito do número crescente de dados disponíveis e do conhecimento resultante de múltiplos estudos.
Assim, a pesquisa em computador gera conclusões preliminares rápidas apoiadas em "especulações racionais", segundo Levy, antes de iniciar experimentos em grande escala com pacientes humanos ou animais.
No caso específico da meditação, todos os experimentos, sobretudo aqueles feitos em humanos, têm mostrado a eficácia de diversas modalidades da técnica sobre um número incrivelmente grande de condições.
Fonte: Diário da Saúde