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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Manual de Psiquiatria Ajudou a Aumentar Diagnóstico de Transtornos Mentais: desde sua implantação, em 1952, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, produzido pela Associação Americana de Psiquiatria, tem adicionado novas doenças mentais a cada edição


Ansiedade: Transtornos são cada vez mais diagnosticados
Metade das pessoas tem ou terá em algum momento da vida o que a psiquiatria considera como um transtorno de ansiedade — um conjunto de distúrbios divididos em síndromes do pânico, fobias, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), stress pós-traumático e transtorno de ansiedade generalizado. Essa incidência é quase vinte vezes maior do que há três décadas, um aumento expressivo, para não dizer espantoso, que desencadeou uma série de discussões em torno dos critérios atuais para as doenças mentais.
Ainda é difícil dizer se a medicina está identificando condições que passavam despercebidas no passado, se comportamentos naturais do homem estão sendo classificados como transtornos ou então se a sociedade moderna realmente está provocando uma epidemia de distúrbios mentais. O fato é que, para o bem ou para o mal, critérios de diagnóstico estão em constante revisão — e com essas atualizações, a prevalência dos transtornos aumenta.
Alguns críticos desse excesso de diagnósticos observado nos últimos anos apontam um vilão. O culpado, para eles, seria o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, sigla em inglês), considerad a 'bíblia da psiquiatria'. Nele estão listadas todas as categorias do que a Academia Americana de Psiquiatria (APA, sigla em inglês) considera como doenças mentais, os critérios para diagnóstico de cada uma e também dados epidemiológicos dos transtornos. A primeira edição do documento, o DSM-I, foi publicada no ano de 1952 e a próxima versão revisada do manual, que será o DSM-V, tem previsão de publicação para 2013. A cada edição, cresce o número de diagnósticos listados. Para se ter uma ideia, o DSM-III, publicado em 1980, continha 265 diagnósticos, contra 182 da edição anterior, de 1968.
Os critérios revisados pelo DSM-III, publicado em 1980, revelaram que entre 2% e 4% dos americanos tinham algum distúrbio de ansiedade. Um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH, sigla em singlês) em 1998, quatro anos após a publicação do DSM-IV, mostrou que 10% da população apresentou algum transtorno de ansiedade em um período de um ano e 15%, em algum momento da vida. Em 2005, esses números, segundo outra pesquisa tão rigorosa quanto as outras, o National Comorbidity Study Replication (NCS-R), passaram para 20% e 28,8%, respectivamente. Um dos últimos estudos representativos, desenvolvido na Nova Zelândia, acompanhou participantes por 14 anos, dos 18 aos 32 anos. Nesse período, 22.8% deles tiveram ansiedade em um dos anos e 49.5% em algum momento desses anos todos.
Diagnóstico impreciso— Além da prevalência de transtornos de ansiedade coincidir com a atualização dos critérios de diagnóstico, há outro fator que pode ajudar a explicar como os manuais, em especial o DSM, ampliam a identificação desses distúrbios. O método de diagnóstico do manual é sistemático: um transtorno mental pode ser identificado levando em consideração o tempo de duração e a quantidade de sintomas. Se um indivíduo corresponder a esses critérios, o DSM declara que ele possui algum distúrbio mental.
“O DSM não mede a gravidade dos sintomas de uma forma específica. Essa forma de diagnóstico é muito pobre, não traduz a riqueza que é a personalidade de uma pessoa e aumenta o risco de um diagnóstico errado”, afirmou ao site de VEJA Fábio Gomes, médico psiquiatra, professor da Universidade Federal do Ceará e doutor pela Universidade de Edimburgo, na Grã-Bretanha. “Por exemplo, um paciente que apresenta fadiga, desmotivação, não quer sair de casa e nem ir trabalhar não necessariamente está com depressão, mesmo tendo um conjunto de sintomas relacionados ao problema. Pode ser, por exemplo, caso de hipotireoidismo.”
Para Gomes, o DSM multiplicou os diagnósticos de transtornos mentais e a e quinta edição do manual não deverá mudar muita coisa no paradigma dos diagnósticos de transtornos de ansiedade. “Os critérios de diagnóstico são discutidos exaustivamente pela classe médica. Sabemos que ele não é perfeito e continuaremos andando em circulo se insistirmos nesse modelo de diagnosticar um distúrbio com base em tempo e quantidade de sintomas. Ainda estamos longe de um método de diagnóstico válido”, disse.
Revisões — Gomes representa muitos médicos quando afirma acreditar que a melhoria no diagnóstico de transtornos mentais esteja não na revisão do DSM, mas na publicação da atualização de outro manual do tipo, esse desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH, sigla em inglês), o Research Domain Criteria (RDoC), que também deverá acontecer em 2013. Esse documento, diferente do DSM, busca traçar, por meio do estudo genético, a fisiopatologia dos transtornos mentais, ou seja, os fatores que desencadeiam esses distúrbios — e não os sintomas que aparecem uma vez que ele atinge um paciente. “Acho que vamos avançar quando entendermos que as novas descobertas da genética podem entrar no território do diagnóstico psiquiátrico.”
 
Fonte: Revista VEJA
 
DIsponível em:<http://veja.abril.com.br/noticia/saude/manual-de-psiquiatria-ajudou-a-aumentar-diagnostico-de-transtornos-mentais>. Acesso em: 15 out. 2012.

SEMINÁRIO: FAMÍLIA, ATENÇÃO DOMICILIAR E REFORMA PSIQUIÁTRICA


I SIMPÓSIO PRIORIT DE SAÚDE MENTAL NA ESCOLA


DEBATE: "A ATUAÇÃO DAS COMUNIDADES TERAPÊUTICAS"


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PRÊMIO LITERÁRIO BIBLIOTECA NACIONAL 2012


Estão abertas até o dia 17 de novembro as inscrições para o Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2012, cujo objetivo é premiar autores, tradutores e projetistas gráficos em reconhecimento à qualidade intelectual e estética de suas obras, publicadas no período de 1º de setembro de 2011 a 31 de agosto de 2012, no Brasil.

O Prêmio BN está divididos nas seguintes categorias:
  • Prêmio Alphonsus de Guimaraens, de Poesia;
  • Prêmio Machado de Assis, de Romance;
  • Prêmio Clarice Lispector, de Conto;
  • Prêmio Sérgio Buarque de Holanda, de Ensaio;
  • Prêmio Paulo Rónai, de Tradução;
  • Prêmio Aloísio Magalhães, de Projeto Gráfico;
  • Prêmio Sylvia Orthof, de Literatura Infantil;
  • Prêmio Glória Pondé, de Literatura Juvenil.
Os Prêmios, intitulados em homenagem a intelectuais destacados na cultura brasileira, contemplarão as obras, em primeira edição, publicados no período de 1º de setembro de 2011 e 31 de agosto de 2012, que estejam em dia com a Lei do Depósito Legal (Lei n.10.994, de 14 de dezembro de 2004) e que possuam número de ISBN (International Standard Book Number).

Poderão participar do Prêmio pessoas físicas brasileiras ou naturalizadas, sendo habilitadas somente as obras redigidas em língua portuguesa e publicadas por editoras brasileiras. As obras deverão ser inscritas pelo autor, de acordo com as categorias premiadas.

Em caso de dúvidas, as mesmas deverão ser encaminhadas ao endereço de e-mail:economiadolivro@bn.br, ou através do telefone (21) 2220-3040, ramal 2216.

Mais informações, através do site : www.bn.br
 
Fonte: Biblioteca Nacional (Brasil).
 

LEIA MAIS, SEJA MAIS.


OFICINA DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL


Depressão Afeta Jovens e Adultos na Mesma Proporção, Diz OMS


A depressão afeta jovens e adultos na mesma proporção, anunciou nesta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), que também constatou um aumento de casos registrados entre os menores de idade na última década.

"O número de crianças e adolescentes, de 12 a 25 anos, que sofrem de depressão é tão alto como nos adultos. O problema, neste caso, é que a depressão não é detectada porque não há consciência de sua real incidência", afirmou em entrevista coletiva Shekhar Saxena, diretor do departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS.
"Os sintomas que afetam jovens e adultos costumam ser diferentes, mas a doença é a mesma", explicou Saxena, que ressaltou que por conta deste fato a depressão não é detectada com facilidade.
De fato, a depressão, doença que afeta 350 milhões de pessoas no mundo todo, é um fenômeno global que pode se manifestar em todas as idades, regiões e em ambos os sexos. No entanto, a mulher se mostra muito mais vulnerável, já que há consideravelmente mais casos entre as mulheres que entre os homens.
"A depressão é muito mais prevalente nas mulheres, que possuem, claramente, mais tendência que os homens. A depressão pós-parto é bastante comum. De fato, ela afeta 10% das mães em países desenvolvidos e 20% nos países em desenvolvimento. Os homens, no entanto, têm mais tendência a abusar do álcool e do consumo de drogas", afirmou Saxena.
Segundo a OMS, 20 milhões de pessoas tentam se suicidar a cada ano, sendo que pelo menos 1 milhão de pessoas morrem através desta prática. De cada dois suicídios consumados, um tem a depressão como causa direta, enquanto a percentagem chega a ser superior a 50% em relação às tentativas.
A depressão é o resultado de complexas interações entre fatores sociais, psicológicos e biológicos. Há relações entre a depressão e a saúde física; assim, por exemplo, as doenças cardiovasculares também podem ser capazes de produzir depressão e vice-versa.
Além disso, as circunstâncias estressantes, como pressões econômicas, desemprego, conflitos e desastres naturais, também podem contribuir para um quadro depressivo.
No 20º aniversário do Dia Mundial da Saúde Mental, que será celebrado nesta quarta-feira, a OMS faz uma chamada aos Estados-membros para alertar que a depressão é uma doença frequente e que os governos devem se empenhar para ajudar as pessoas a aceitá-la e, principalmente, tratá-la.
De acordo com Saxena, a metade das pessoas que sofre de depressão não a reconhece e, por isso, não busca tratamento e nem um apoio psicossocial, que costumam ser tão importantes quanto os remédios.
O especialista da OMS também lembrou que este é um tema crucial, já que pelo menos 5% da população de qualquer comunidade do mundo sofreram ou sofrem de depressão.


Fonte:  Site Terra via Associação Brasileira de Psiquiatria

Disponível em: <http://www.abp.org.br/portal/imprensa/clipping-2>. Acesso em: 10 out. 2012.

Agentes de Saúde Precisam Identificar Transtorno Mental

Estudo realizado no Ceará verifica falta de linguagem comum na equipe para identificação do problema
 
Para que um usuário do Programa “Estratégia Saúde da Família” tenha acesso a tratamento na área de Saúde Mental, é essencial a identificação da doença pelo Agente Comunitário de Saúde. Entretanto, segundo pesquisa na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, falta uma linguagem comum à equipe para que a doença seja identificada com mais facilidade.
O estudo foi realizado pela enfermeira Tatiana Maria Coelho Veloso com 16 profissionais vinculados à equipe de Estratégia da Saúde da Família na Unidade Básica de Saúde, da cidade de Guaiúba, Ceará, entre janeiro e fevereiro de 2011. Ela identificou e analisou as ações de saúde mental desenvolvidas por profissionais da equipe, entre eles, médico, enfermeiro, dentista e agentes comunitários.
Chamou a atenção da pesquisadora repetição constante do uso de psicotrópicos e da consulta médica como aspectos centrais da assistência em saúde mental. Ela explica que não “questiona a importância dessas condutas, mas a exclusividade delas como forma de cuidado”.
Diferentes identificações
Entre as diferentes formas utilizadas para a identificação do transtorno mental, ela verificou que alguns profissionais se baseavam na observação da manifestação comportamental, enquanto outros faziam o diagnóstico pela utilização de medicamentos psicotrópicos. Segundo a pesquisadora, essas informações são frágeis para a identificação do transtorno, pois está no contato com o paciente e sua família o êxito das ações de saúde mental, “mas é preciso melhorar o processo de identificação e para isso falta uma linguagem comum à equipe”, relata Tatiana.
Os Agentes Comunitários de Saúde foram citados como importantes na identificação e acolhimento inicial do sofrimento mental, uma vez que integram a comunidade atendida. Apesar disso, dificuldades nessa relação do agente com a comunidade foram observadas pelo estudo. Tatiana comenta que algumas famílias podem apresentar resistência quanto ao papel do agente.
 
Fonte: Portal Exame via Associação Brasileira de Psiquiatria
 
Dsponível em:<http://www.abp.org.br/portal/imprensa/clipping-2>. Acesso em: 10 out. 2012.

Mais de 350 Milhões de Pessoas no Mundo Sofrem de Depressão ou Problemas Mentais, Segundo as Últimas Cifras da Organização Mundial da Saúde (OMS), Publicadas por Ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental, Que Será Celebrado Nesta Quarta-feira.


Segundo estimativas da OMS, a depressão é comum em todas as regiões do mundo. Um estudo realizado com o apoio da OMS mostra que em torno de 5% de pessoas sofreram com a depressão no último ano.
"As mulheres são mais propensas a sofrer com a depressão do que os homens", explicou Shekhar Saxena, diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias Psicoativas da OMS.
Assim, o número de mulheres afetadas pela depressão é 50% mais elevado que o dos homens, explicou ainda.
Esta maior prevalência nas mulheres se deve principalmente à depressão pós-parto que afeta até uma em cada cinco.
A depressão, segundo a OMS, é diferente das mudanças de humor mais comuns. Ela se manifesta por um sentimento de tristeza que dura, ao menos, duas semanas, e que impede a pessoa de levar uma vida normal.
É fruto da interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Em muitas ocasiões, está relacionada com a saúde física. Uma doença cardiovascular pode, por exemplo, desencadear a depressão no enfermo.
Além disso, em circunstâncias particulares, como as dificuldades econômicas, o desemprego, as catástrofes naturais e os conflitos podem aumentar o risco de a pessoa sofrer com a depressão.
Nos casos mais graves, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de um milhão de pessoas se suicida a cada ano e uma grande porcentagem delas padece de depressão profunda.
Mais de 50% das pessoas que se suicidam sofriam de depressão, segundo Saxena, que, por outro lado, explica que quanto mais desenvolvido é o país, mais aumenta a incidência da doença em sua população.
Devido ao estigma que implica esta doença, muitos dos portadores de depressão não admitem que estão doentes. Além disso, segundo o especialista, a depressão muitas vezes está mal diagnostica nos jovens e crianças.
A primeira etapa do tratamento consiste em admitir que se sofre com a doença e buscar ajuda, enfatiza a OMS, que precisa em um comunicado que "quanto antes se coloca o tratamento em andamento, mais eficiente ele é .
Estes tratamentos são do tipo psicossocial e farmacológico.
Por outro lado, "a participação ativa das pessoas deprimidas e de seus parentes no tratamento é essencial", segundo a OMS.
"Existem tratamentos muito eficazes contra a depressão. Infelizmente, menos da metade das pessoas deprimidas recebem os cuidados de que necessitam. Esta cifra é, inclusive, inferior a 10% em muitos países", conclui Saxena.
 
Fonte: Yahoo
 
Disponível em:<http://br.noticias.yahoo.com/350-milh%C3%B5es-pessoas-sofrem-depress%C3%A3o-mundo-181557390.html>. A

A Informação em Saúde a Caminho de Ser Um Bem Público Regional


Autoridades sanitárias das Américas aprovaram a Estratégia e Plano de Ação sobre Gestão do Conhecimento e Comunicações para a região. Elas destacaram a importância de a informação em saúde ser um bem público regional e seu acesso ser livre e equitativo, a fim de que as pessoas possam tomar decisões informadas em temas de saúde.
 As delegações dos Estados Membros da Organização Pan-Americana da Saúde/ Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) tomaram essa resolução durante a 28ª Conferencia Sanitária Pan-Americana, realizada entre 17 e 21 de setembro em Washington, D.C, EUA.
 Com o apoio da Opas/OMS, os países da região se comprometeram a desenvolver políticas e planos interministeriais em matéria de gestão do conhecimento e comunicações. A intenção é “diminuir a diferença e distância” entre o conhecimento e a tomada de decisões sobre saúde na região, por meio da produção de informação científica, o intercâmbio, a comunicação, o acesso e a aplicação eficaz dos conhecimentos baseados em evidências em benefício da saúde.
 O gerente da área de Gestão do Conhecimento e Comunicações da Opas/OMS, Marcelo D’Agostino, apresentou a estratégia perante os Estados-membros e respondeu às nove intervenções dos países, as quais foram “todas positivas e alentadoras”, assinalou.
 A estratégia e o plano de ação buscam guiar os países membros na adoção de normas, políticas e procedimentos que promovam o acesso livre e equitativo à informação, baseado em dados científicos sobre saúde como um direito inerente das pessoas; a formação de redes; e o uso adequado das tecnologias da informação e comunicação em benefício da saúde pública.
 No nível regional, existem desafios e grandes diferenças entre os países com relação à difusão, ao acesso e à utilização do conhecimento científico em saúde. Isso é devido à diversidade de recursos humanos, sistemas e recursos tecnológicos. A taxa de produção de informação sobre saúde é baixa em relação à produção mundial, assinala o texto da estratégia. Entretanto, “ferramentas e projetos como a Biblioteca Virtual em Saúde, liderada pela Bireme desde 1998, são a resposta à maioria dos desafios”, explicou D’Agostino.
 Entre os desafios que a região enfrenta sobre este tema, figuram a perda de oportunidades para captar e promover o capital de conhecimento dos países membros da Opas na área de saúde pública, assim como a capacidade limitada para a gestão da produção, classificação, preservação e difusão de informação científica e técnica em saúde. Além disso, ao planejar estratégias sanitárias, o uso das comunicações como ferramenta para melhorar a saúde não pode apenas ser considerado um componente. Outro desafio refere-se às populações em situação de vulnerabilidade, com acesso desigual à informação sobre saúde e à comunicação.
 Neste sentido, a estratégia e o plano de ação que serão aplicados entre 2013 e 2018 têm os seguintes objetivos:
 - Promover a implementação de políticas públicas para o desenvolvimento e difusão de informação e conhecimento sobre saúde, baseados em dados científicos;
 - Apoiar as iniciativas de saúde pública e o estabelecimento de ambientes que facilitem a criação, o acesso e a difusão do conhecimento em saúde (por exemplo, o aprendizado contínuo; as plataformas de colaboração virtual, promovendo o aumento da visibilidade da pesquisa em saúde nos países);
- Fomentar e facilitar a colaboração que permita realizar alianças e formar redes entre os países da região para fortalecer as atividades de gestão do conhecimento e de comunicação sobre saúde;
 - Promover programas de informação e de comunicação sobre saúde para lograr mudanças nos níveis individual, social e político, objetivando melhorar a saúde.
 A Opas/OMS respaldará este plano de ação por meio de estratégias e ações de cooperação técnica em gestão do conhecimento e comunicações, assim como pelas redes estratégicas, na intenção de promover a alfabetização digital e assegurar o bom uso da informação qualificada. Além disso, facilitará a difusão de estudos, informes e soluções que sirvam como modelo sobre gestão do conhecimento e comunicações, e desenvolverá uma rede de centros colaboradores sobre informação, conhecimento e comunicações a respeito de saúde em colaboração com os países da região.
 Este ano, a Opas, organização de saúde pública mais antiga do mundo, completa 110 anos. Ela trabalha com todos os países do continente americano para melhorar a saúde e a qualidade de vida das populações das Américas e atua como Oficina Regional para as Américas da OMS.
 
Fonte: INFORME ENSP
 

ENSP Comemora 30 Anos do Curso de Saúde Mental



Criado na ENSP em 1982, o curso de Especialização em Saúde Mental e Atenção Psicossocial foi pioneiro na formação de quadros para a reforma psiquiátrica brasileira e ajudou a construir conceitos e políticas para essa área. Na intenção de celebrar as três décadas de curso, a Escola Nacional de Saúde Pública recebe o psiquiatra italiano Ernesto Venturini, que irá proferir a palestra Saúde Mental e Direitos Humanos: o crime louco. O evento, coordenado pelo pesquisador Paulo Amarante, acontecerá no dia 11 de outubro, às 9h30, no salão internacional da ENSP. A atividade será aberta aos interessados, com transmissão ao vivo pela internet, http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/videos/
 
Internacionalmente reconhecido por seu engajamento pela luta antimanicomial em seu país de origem, Venturini também irá promover, durante o evento, o lançamento do seu último livro O Crime Louco. Participam ainda da atividade, o coordenador da Área Técnica de Saúde Mental do MS, Roberto Tykanori, e o ex-coordenador, Pedro Gabriel Delgado, que também foi coordenador do curso de Saúde Mental da ENSP, além de Marta Zappa e Maurício Lougon, também ex-coordenadores do curso.
 
Fonte: INFORME ENSP
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A História Visível: Arquivo do Estado de São Paulo disponibiliza on-line 7 mil imagens de documentos sobre a escravidão


Carta de 1875 dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Belém do Descalvado, em São Paulo: acesso facilitado aos documentos
Em 1883, a apenas seis anos da abolição da escravidão, surgiu em São Paulo uma nova organização social, oficialmente reconhecida pela presidência da província. Um grupo formado apenas por mulheres fundou a Associação Protetora dos Escravos com o intuito de fazer valer as disposições contidas na lei de 28 de setembro de 1871 – depois dessa data, a chamada Lei do Ventre Livre determinava que fossem considerados libertos todos 
os filhos de escravas. Além dos fatos históricos ligados diretamente à escravidão, a criação da associação revela outra faceta social da época: sociedades como essas eram compostas muitas vezes apenas de mulheres num tempo em que elas não tinham direitos políticos, como o do voto. “Foi uma forma por elas encontrada para entrarem na grande política quando isso lhes era interditado”, 
diz o historiador Rafael Marquese, professor e pesquisador da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
É o que se pode afirmar a partir do estatuto original da Associação Protetora dos Escravos. O documento está acessível on-line junto com outras 7 mil imagens relacionadas à memória da escravidão recentemente digitalizadas pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo (www.arquivoestado.sp.gov.br/viver/escravos). 
A coleção Escravos é um conjunto de cartas dirigidas à presidência 
da província de São Paulo, ofícios sobre investigações de tráfico negreiro, 
relações de escravos matriculados nos municípios, estatísticas 
da população escrava, entre muitos outros papéis reunidos entre 1764 e 1890.
Todo o material foi acumulado por órgãos administrativos da província paulista nesse período e reunido na década de 1950 em uma única coleção. O trabalho de organização e digitalização levou três meses ao custo de R$ 30,9 mil do Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Arquivos Ibero-americanos (Adai), fundo do governo espanhol para o desenvolvimento arquivístico.
Outro documento que também desperta o interesse de estudiosos é um ofício de 26 de julho de 1886 do Ministério dos Negócios, da Agricultura, Comércio e Obras Públicas ao inspetor da Tesouraria da Fazenda de São Paulo sobre a dúvida que este último tinha a respeito da matrícula de escravos na cidade de Bananal. Alguns deles alegavam terem sido “importados” para o Brasil depois da lei de 7 de novembro de 1831, que proibiu o tráfico negreiro transatlântico. 
Ou seja, eles não poderiam ser considerados cativos. 
A ordem do ministério, no entanto, é clara: o coletor de Rendas Gerais de Bananal não deveria se negar matricular os escravos. A matrícula foi criada pelo governo para obrigar os fazendeiros a registrar o número correto de escravos de modo que pudessem constar no censo demográfico e para que se soubesse quem nasceu antes e depois da Lei do Ventre Livre.
“Mesmo com a lei de 1831, que bania o tráfico, de 1835 a 1850 houve intenso comércio ilegal de escravos”, diz Marquese. Nos anos 1880, o abolicionismo ganhou novo ânimo com militantes antiescravidão estimulando os escravos que chegaram ilegalmente ao Brasil a exigir seu direito à liberdade. “Bananal foi uma das cidades onde essa reação se tornou mais visível por ser uma região cafeeira com muitos escravos e protestos de ativistas ligados a José do Patrocínio, do Rio de Janeiro, figura importante do abolicionismo.” O ofício do ministério mostra como a lei era menosprezada quando se tratava de escravos.
Para o historiador Carlos Bacellar, coordenador do Arquivo Público do Estado de 
São Paulo, documentos como esses iluminam melhor o período e servem como porta de entrada para outras investigações sobre escravidão em 
São Paulo, além da óbvia vantagem de poderem ser consultados via internet. “Professores de história, incluindo os do ensino médio, podem também baixar documentos e usá-los para ilustrar aulas”, conclui Bacellar.
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP
Disponível em:<http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/09/14/a-historia-visivel/>. Acesso em: 08 out. 2012.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Guia Explica o Beabá das Terapias e as Diferenças e Semelhanças Entre os Tratamentos


De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), cerca de 23 milhões de brasileiros necessitam de algum atendimento relacionado à saúde mental. Considerando somente crianças, mais de cinco milhões sofrem com transtornos mentais. Diante de números tão altos, cresce em igual proporção a quantidade de tratamentos disponíveis. E eles variam das sessões de psicanálise, criadas por Freud na primeira metade do século XX, até os métodos que utilizam dados computadorizados com ajuda das Teorias Cognitivas. 
Alternativas não faltam, e claro, também "sobram" nomes para todo este universo das terapias. Neste meio, é comum dar nomes diferentes para o mesmo tratamento, ou até juntar duas teorias e criar uma nova maneira de ajudar o paciente a superar seus medos e aflições. Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e pós-doutor em Psicologia Experimental, Elizeu Borloti, mais importante que as formas de tratamento são os resultados. "Em minha opinião, a despeito da babel vocabular na área, o que os profissionais fazem e a efetividade do que fazem é que mais interessa ao grande público", acredita.
O professor Borloti diz ainda que apesar das diferenças, existe uma nomenclatura comum a todas as terapias. Na tabela abaixo, é possível verificar a classificação disponibilizada por pesquisadores vinculados a renomadas universidades do Canadá. Confira.
Os 16 domínios da ação de um terapeuta são:

1. Foco na atenção: pedir ao paciente para fazer contato e aceitar o que está acontecendo no exato momento no corpo dele (os próprios pensamentos, sensações e sentimentos).

2. Treinamento de habilidades relacionadas ao corpo: o paciente aprende a monitorar e mudar hábitos e sensações (ex.: em crises de depressão ou ataques de pânico).

3. Manejo de ambiente: o paciente age para aumentar a probabilidade de ele agir como deseja ou para ocorrer o que ele deseja (ex.: escreve uma carta ao marido infiel).

4. Distração: o paciente é instruído a desviar a atenção de sentimentos e pensamentos.

5. Educação: o paciente aprende, direta ou indiretamente, a descrever o que faz um problema permanecer e como superá-lo.

6. Expressão de empatia: o terapeuta expressa entendimento e aceitação de sentimentos do paciente (ex.: "às vezes dá vontade de abandonar tudo...").

7. Mudança de ambiente: mudança planejada ou não do ambiente mais amplo do paciente (ex.: casamento).

8. Exposição: o paciente é encorajado a enfrentar o que evita (ex.: situações, sentimentos, pensamentos, sensações e imagens).

9. Demonstração e expressão de sensações e pensamentos não conscientes: o paciente descobre sentimentos e pensamentos dos quais não está consciente.

10. Planejamento e realização de meta:o paciente define seus problemas, as metas para solucioná-los e os passos para atingir objetivos.
11. Tarefas de casa: o paciente planeja e realiza ações entre as sessões, no ambiente natural (ex.: pensar sobre o que disse para o terapeuta, ligar para um amigo, etc.).

12. Treinamento de habilidades sociais: o paciente interage de modo mais adequado com o terapeuta (ex.: expressando sentimentos) ou com outras pessoas, em simulações de interações no consultório.

13. Aprendizagem direta ou indireta: o comportamento desejado vai sendo fortalecido gradualmente (ex: construção da intimidade) ou é aprendido a partir do comportamento do terapeuta ou de personagens da ficção (ex.: novelas)

14. Aquisição de uma nova visão: o paciente passa a ver as coisas de forma diferente por argumentação oral ou por escrito (ex.: poesias).

15. Desempenho de papéis: o paciente faz algo na imaginação ou na realidade, para melhorar diretamente um aspecto da sua vida ou para se ver, ou ver alguém, de uma outra perspectiva (ex: assumir o lugar do seu pai severo e distante).

16. Auto-revelação do terapeuta: o terapeuta usa seu próprio sentimento, lembrança ou ação, em geral, na relação com o paciente, para ajudar o paciente.

Estes 16 domínios receberão nomes diferentes, dependendo do tipo de terapia que o especialista fizer. Por exemplo, a "aquisição de uma nova visão” pode ser chamada de "insight", "reestruturação cognitiva", "clarificação de valores", "novo self” e assim por diante.

QUAL TERAPIA UTILIZAR?
O mais importante em uma terapia é a relação terapeuta-paciente. Por isso, é importante pesquisar muito e ter uma ideia clara dos objetivos que o paciente busca alcançar. "Os dados, quando divulgados, fazem com que essas pesquisas sejam mais indicadas para determinados casos. Por exemplo, há um estudo muito famoso mostrando que a exposição ao objeto temido (um procedimento de terapia comportamental), produz as mesmas modificações que os remédios produzem no cérebro de pacientes com transtorno obsessivo compulsivo (TOC)", diz o professor Borloti.
QUAIS SÃO AS MAIS CONHECIDAS? 
Psicólogo e doutor em Psicologia do Desenvolvimento da Personalidade, Adriano Jardim relacionou algumas das terapias mais utilizadas em todo o mundo.
Terapias do Relacionamento: É nesta linha que são estudadas as áreas afetivas e emocionais das pessoas. Neste campo, os principais destaques vão para os humanismos. Entre eles, pode-se destacar a Gestalt Terapia, a Logo Terapia, o Psico-Drama, a Abordagem centrada na pessoa e outros. Todas as linhas de estudo citadas possuem o objetivo de colocar o indivíduo de prontidão a vivenciar e reproduzir de alguma maneira a situação problemática que é relatada em terapia. Nas sessões em que alguns dos exemplos acima são utilizados, a pessoa ao invés de simplesmente relatar os problemas que vive é convidada a reviver essa situação. A base dessas terapias é a relação com o terapeuta. De certa forma, o profissional conduz o processo da terapia para esse encontro que vai colocar o paciente frente a frente com seus dramas.
Terapias de Insight: Neste caso, o trabalho é realizado para que o indivíduo tome consciência sobre os problemas, sobre seu passado e encontre em algum lugar a experiência traumática que o atormenta. Neste campo, a terapia mais famosa é a Psicanálise e seus vários modelos. Entre eles destacam-se a Psicanálise Freudiana, tradicional, com divã e diversas sessões por mês ou semana. Esse processo foi criado em Viena, ainda na primeira metade do século XX, por Sigmund Freud.
O trabalho do ilustre austríaco serviu de base para a criação de muitas outras teorias que tomam por base a Psicanálise. As adaptações mais conhecidas são as feitas por Lacan, Winnicott (baseada no encontro e no afeto) e a análise de sonhos de Carl Jung. Todas essas teorias citadas levam o paciente a colocar a mente para encontrar as razões dos principais problemas relatados. Para isso, um método muito utilizado é a volta ao passado e às experiências de infância que possam ter causado traumas. 
As diferenças entre as várias formas de psicanálise variam de acordo com seus criadores. Na mais famosa delas, a desenvolvida por Freud, o tratamento é focado em pessoas neuróticas, onde o paciente é colocado de costas para o terapeuta. Esse procedimento é realizado para que o consultado não sofra nenhuma influência externa. O objetivo é fazer uma revisão de personalidade profunda, voltar ao passado, nas bases e nas primeiras relações com a família. 
Outras formas de psicanálise, como as desenvolvidas por Lacan, Jung e Winnicott levam a interação do paciente com o psicanalista. Diferente do tratamento criado por Freud, nesses procedimentos o paciente fica de frente com o terapeuta e os encontros são mais raros. Muitas vezes eles só acontecem uma vez por semana. 
Nessas variações, o terapeuta busca identificar a personalidade do paciente com base nas experiências passadas do mesmo. As relações da infância e criação da família possuem grande influência. Este método é menos intensivo do que o utilizado por Freud. 
Terapias pedagógicas: Nesse campo de estudo, especificamente, se encontram as terapias de modificação de comportamento. O objetivo principal é mudar alguma prática ou hábito que sejam nocivos à saúde física e mental dos pacientes. Para isso, as razões que levaram a tal comportamento não são tão importantes. O que importa são as condições que permitem a repetição dessas ações. 
Para combater esses comportamentos nocivos, o terapeuta levanta um verdadeiro inventário de todas as ações que o paciente desempenha no dia a dia. Isso inclui os pensamentos e sentimentos que levam ao comportamento nocivo. 
Esse tipo de terapia combate o uso de drogas e outras práticas nocivas. Uma técnica muito utilizada é o Behaviorismo, focado na modificação de hábitos ou comportamentos. Diferente das outras terapias, ele não estuda os sonhos ou revive situações passadas, e sim busca quais situações específicas levam ao mau comportamento. A partir desse momento, ações objetivas são traçadas para que isso não se repita. 
Terapias Cognitivas, um pouco de cada uma: Nessa linha de pesquisa há uma junção de cada uma das teorias descritas anteriormente. Ela aproveita os avanços das outras três linhas e tenta oferecer um modelo abrangente para apresentar novas alternativas de tratamento. É a mais utilizada nos dias atuais.
 
Fonte: Gazeta Via Associação Brasileira de Psiquiatria
 
Disponível em:<http://www.abp.org.br/portal/imprensa/clipping-2>. Acesso em: 05 out. 2012.

Atenção Básica Deve Tratar Transtornos Mentais


Definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1978, a atenção primária à saúde, também conhecida no País como atenção básica, configura-se como o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema de saúde, por meio do atendimento feito por equipes em territórios delimitados. Em 2006, o Brasil instituiu, com a Portaria n° 648, normas para a organização da atenção básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e, passados seis anos de sua implantação, essa esfera enfrenta novos desafios. Um dos principais, discutido ontem no II Congresso Internacional de Saúde Mental e Reabilitação Psicossocial, promovido pela Ulbra na Capital, é o tratamento dos sofrimentos psíquicos. 
De acordo com a presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul, Vera Lúcia Pasini, 9% da população brasileira sofre com algum tipo de transtorno mental e 6% tem alguma debilidade provinda do uso do álcool e/ou drogas. “Muitas vezes esses problemas não são reconhecidos. A inserção do cuidado mental na saúde primária traria esse suporte psicossocial”, acredita. 
Após a reforma psiquiátrica que colocou fim aos antigos manicômios, um conceito de tratamento mais humanizado surgiu focado em proporcionar mais autonomia para as pessoas que sofrem com os transtornos e mais independência, até mesmo na decisão sobre o tratamento.
Pedro Gabriel Delgado, professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que o conceito utilizado de reabilitação psicossocial tem a ver com a saúde mental voltada para o ser humano. O objetivo é melhorar a vida destas pessoas. Esse ganho será, de acordo com professor, conseguido com a ampla base de suporte que a atenção primária pode proporcionar. “Quando falamos nesses níveis de atenção na rede, sempre utilizamos o modelo hierarquizado, mas esses três níveis (atenção primária, secundária e terciária) devem ser flexíveis, pois o tema não pode ser tratado apenas no primeiro nível”, explica Delgado. De acordo com ele, um bom modelo seria a interação entre a saúde básica e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), pois a entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser através da atenção primária. Após a análise de cada caso, os profissionais fariam o encaminhamento necessário para as outras esferas. Segundo Delgado, existem estudos que mostram que, a cada mil casos, apenas um precisará ir para a saúde terciária, que seria de alta complexidade. “Um dos grandes equívocos sobre esse tema é dizer que a inserção da saúde mental iria sobrecarregar as equipes. A verdade é que elas já fazem isso, pois os problemas psicológicos estão na maioria dos casos atendidos, mas não existe essa formalização.” Delgado ressalta que, para que esse desafio seja ultrapassado, é necessário que os profissionais recebam formação na área. Além disso, a produção de conhecimento sobre saúde mental, envolvendo a atenção básica, ainda é muito pequena. 
Será que os profissionais sabem como lidar com uma pessoa que está sofrendo? Este foi o questionamento feito pelo coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Roberto Tikanory. “A ligação destas esferas tem limitações. A primeira é saber cuidar de uma pessoa que sofre e a segunda é como distribuir esse cuidado. A medicina tradicional lida com eventualidades. Na atenção primária, lida-se com processos. Boa parte dos profissionais sabe lidar com eventos, e não com processos”, diz. Segundo Tikanory, o objeto da saúde primária deve ser o sofrimento, pois, compreendendo como ele funciona, será possível reduzi-lo.
 
Fonte: Jornal do Commercio via Associação Brasileira de Psiquiatria
 
Disponível em:<http://www.abp.org.br/portal/imprensa/clipping-2>. Acesso em: 05 out. 2012.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Terapia Pelo Telefone é Tão Eficaz Quanto Face-a-Face


Pesquisadores deram sinal verde para as terapias pelo telefone, que podem tornar os serviços de saúde mental mais acessíveis aos pacientes.

Um novo estudo revela que a terapia cognitiva pelo telefone é tão eficaz quanto uma seção face-a-face no consultório.
Os pesquisadores também descobriram que o oferecimento da terapia por telefone aumenta o acesso a terapias psicológicas por pessoas com transtornos mentais comuns e potencialmente economiza recursos do sistema de saúde nacional.
No Brasil, as sessões pnline com psicólogos são usadas primariamente para orientação vocacional, enquanto a psicoterapia pelo telefone ou internet é proibida.
Terapia por telefone versus consultório
O estudo usou dados de 39.000 pacientes para comparar os resultados da terápia comportamental cognitiva (TCC) face-a-face no consultório e pelo telefone.
Para todos, exceto para um grupo bem definido de portadores de doenças mais graves, a terapia por telefone foi tão eficaz quanto a face-a-face, e o custo por sessão foi de 36,2% menor.
Os pesquisadores salientam o aspecto facilitador da terapia pelo telefone, uma vez que muitos pacientes podem ter limitações de transporte, compromissos de trabalho ou deficiências físicas, entre muitas outras razões.
Assim, a disponibilidade de terapias pelo telefone pode tornar os serviços de saúde mental mais acessíveis aos pacientes.
Inovadores e eficientes
"Oferecer terapia por telefone não só irá ajudar os indivíduos no acesso tão necessário ao tratamento de saúde mental, como irá fornecer uma maneira mais econômica de prestar estes serviços num momento em que temos de ser inovadores e eficientes," disse o Dr. Peter Jones, da Universidade de Cambridge.
No Reino Unido, onde a pesquisa foi feita, o sistema de saúde já está testando técnicas de treinamento para os psicólogos, voltadas estritamente para dar-lhe capacitação para o atendimento pelo telefone.
A pesquisa foi publicada na revista PLoS ONE.
 
Fonte: Diário da Saúde
 
Disponível em:<http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=terapia-cognitiva-pelo-telefone-eficaz&id=8216>. Acesso em: 04 out. 2012.

Senado Discute Medidas de Combate ao ‘Bullying’ nas Escolas


Presente no cotidiano de diversas escolas do país, a prática do bullying, que se expressa por meio de intimidações e agressões recorrentes no ambiente estudantil, vem chamando a atenção dos senadores, que já apresentaram quatro projetos de lei com o objetivo de contribuir para a proteção de crianças e adolescentes.
A criminalização do bullying também é prevista no projeto de reforma do Código Penal (PLS 236/2012), que atualmente passa pela análise de uma comissão especial no Senado, no tipo denominado “intimidação vexatória”.
O tema também foi discutido em audiências públicas. Em novembro de 2011, em debate na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), o promotor de Justiça do Mato Grosso do Sul Sérgio Harfouche disse que a autoridade de professores e diretores deve ser reforçada.
Harfouche sugeriu que a escola tenha o poder de determinar a adoção de medidas disciplinares e educacionais mais rígidas para estudantes que cometerem práticas caracterizadas como bullying.
Projetos de lei
Dos projetos de lei em tramitação, dois são de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). O PLS 178/09 altera os artigos 3º, 14 e 67 e acresce o artigo 67-A à Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para fortalecer a cultura da paz nas escolas e nas comunidades adjacentes. Aprovado em carater terminativo na Comissão de Educaçao, Cultura e Esporte (CE), o projeto foi encaminhado à Câmara dos Deputados.
A proposta altera a legislação para incluir como princípio a ser considerado no ensino a superação de todas as formas de violência, internas e externas à escola, na perspectiva da construção de uma cultura da paz.
O projeto também estabelece a periodicidade mínima quinzenal para as reuniões dos conselhos escolares, em horários compatíveis para todos, incentivada a presença de representantes da comunidade local, especialmente das áreas da saúde, segurança, cultura, esportes e ação social.
De acordo com o texto, pelo menos um terço da carga horária semanal remunerada deve ser reservado a estudos, planejamento, avaliação e integração com a comunidade escolar e local. As escolas públicas de ensino fundamental e médio devem ter em seu quadro de pessoal profissionais habilitados na manutenção dos espaços educativos, que inclua o zelo pela segurança escolar e pelas relações pacíficas com a comunidade local.
Socialização
O PLS 191/2009, por sua vez, estabelece procedimentos de socialização e de prestação jurisdicional e prevê medidas protetivas para os casos de violência contra o professor oriunda da relação de educação. O projeto encontra-se na Comissão de Direitos Humanos e Legislaçao Participativa (CDH) para exame do relator, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), cujo voto é pela rejeição da proposta.
Ferraço alega que a ênfase que o projeto deposita na aplicação de medidas punitivas e repressivas contra os alunos agressores – e de proteção policial e judicial aos professores agredidos – reforça a percepção de que professores e alunos são antagonistas, e não parceiros, na educação.
Uma abordagem mais construtiva, segundo o senador, poderia partir de intervenções de cunho pedagógico, psicológico e socializador que possam abordar diretamente as frustrações e a eventual rebeldia dos alunos; promover a conscientização de professores e alunos acerca da relação de parceria e das suas respectivas responsabilidades no processo educativo; promover uma cultura de paz e, com isso, prevenir a violência.
Nesse sentido, Ferraço considera importante contrastar responsabilidade e hierarquia, compreensão e sujeição, e prevenção da violência e sua repressão, sem prejuízo da aplicação de medidas socioeducativas, caso haja agressões.
Ambiente seguro
Outro projeto, o PLS 228/2010, altera a Lei 9.394/96 para incluir entre as incumbências dos estabelecimentos de ensino a promoção de ambiente escolar seguro e a adoção de estratégias de prevenção e combate ao bullying. De autoria do senador Gim Argello (PTB-DF), o projeto foi aprovado em decisão terminativa na CE em junho de 2011, seguindo para exame da Câmara.
O projeto atribui aos estabelecimentos de ensino a incumbência de adotar estratégias de prevenção e combate a práticas de intimidação e agressão recorrentes na comunidade escolar.
De autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), o PLS 196/2011 também modifica a LDB para dispor sobre o combate ao bullying nas escolas. A matéria aguarda inclusão na ordem do dia desde dezembro de 2011, mas o voto do relator da proposta, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), é pela prejudicialidade, já que seu conteúdo é muito semelhante ao do PLS 228/2010.
 
Fonte: Jornal do Senado via Associação Brasileira de Psiquiatria

terça-feira, 2 de outubro de 2012

10º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva




Sob o tema central Saúde é Desenvolvimento: Ciência para a Cidadania, o Congresso da Abrasco reunirá docentes, pesquisadores, gestores, profissionais de saúde, movimentos sociais, lideranças da Saúde Coletiva e demais interessados no debate, reflexão e enfrentamento dos desafios teóricos e práticos do campo. Antes do evento, nos dias 12 e 13/11, estão programadas atividades em diversos municípios do estado, seguidas do III Minicongresso de reorganização e revisão de Estatuto da Abrasco e Assembleia Geral Extraordinária (14/11). Cursos, oficinas e a solenidade de abertura oficial do Congresso estão marcados para 15/11. De 16 a 18, serão realizadas as conferências, mesas-redondas, painéis, palestras e a apresentação de trabalhos.

Data 14 a 18 de novembro de 2012
Local UFRGS, Porto Alegre, RS
Informações
www.saudecoletiva2012.com.br/home.asp
atendimento@aconteceeventos.com.br
(51) 3019-2444

I Simpósio - IDEP


Criança e Adolescente na Contemporaneidade: Manejos na Clínica, na Escola e no Hospital

27 de Outubro de 2012
 
 INSCRIÇÕES LIMITADAS!
Acesse nosso site e saiba como participar: http://idep-edu.com/idep-edu.com/
IDEP - Instituto de Formação e Desenvolvimento Pessoal
Edf. Empresarial Mundo Plaza - Av. Tancredo Neves, 620 - Caminhos das Árvores (próximo ao Iguatemi)
Tel: (71) 3234-5977/ 3491-5866