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segunda-feira, 19 de março de 2012

Seminário discute experiências em redes de atenção

Aprofundar o debate acerca de alguns dos temas centrais à organização de redes de atenção, que estão em discussão hoje nas várias instâncias de gestão do SUS e que são essenciais à integração assistencial, é o objetivo do seminário internacional Integração Assistencial em Redes de Atenção à Saúde, que acontece nos dias 19 e 20 de março, no salão internacional da ENSP. O Seminário apresentará a experiência internacional nesses campos, através do caso do Sistema Nacional de Saúde Espanhol e da experiência da Comunidade Autônoma da Catalunha, buscando traçar paralelos e construir referências para o enfrentamento dos desafios de organização de redes de atenção no caso brasileiro. As inscrições devem ser feitas pelo email redesras@ensp.fiocruz.br ou no primeiro dia do evento. 

A palestra inaugural será proferida pelo vice-presidente da Fundação Instituto de Investigação em Serviços de Saúde de Valencia, Espanha, e editor-chefe da revista Gestión Clinica y Sanitari Ricardo Meneu, no dia 19 de março, às 10 horas. Em seguida, o seminário será composto por mais três mesas redondas, que discutirão o papel da autoridade sanitária; regionalização e descentralização; os instrumentos de planejamento; o modelo de atenção - perfis e funções dos níveis assistenciais e a articulação entre eles; a utilização de contratos e as diferentes estratégias e instrumentos de integração entre provedores. 
De acordo com a pesquisadora da ENSP e coordenadora do evento, Rosana Kuschnir, o objetivo da programação é aprofundar a reflexão acerca dos dilemas enfrentados pelo SUS no desafio de superar a fragmentação, tanto do ponto de vista da construção da política, como da provisão do cuidado. "A proposta é poder partilhar a discussão com acadêmicos, gestores e técnicos que enfrentaram os mesmos desafios e têm tido êxito experimentando estratégias e instrumentos de integração já há muitos anos. Conhecer a experiência internacional ajuda a compreender melhor nossos próprios dilemas, identificar o que há de comum com outros sistemas, e o que nos é específico ". 
Após os dois dias de palestra, também serão realizadas oficinas para aprofundamento dos temas, que, em conjunto com o Seminário, constituem-se num Curso de Atualização em Integração Assistencial em Redes de Atenção, dirigido a gestores e técnicos das três instâncias de governo envolvidos diretamente com a organização de redes de atenção e indicados por suas instituições.






Fonte: Informe ENSP


Disponível em:<http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/29739>. Acesso em: 19 mar. 2012.

Publicação de contribuição dos usuários para a IV CNSM

A Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA) junto ao Conselho Federal de Psicologia (CFP), lançam a publicação “Por uma IV Conferência Antimanicomial: contribuições dos usuários” para a preparação das etapas Regionais, Estaduais e da IV Conferência Nacional de Saúde Mental.
A publicação conta com as pautas encaminhadas pelos usuários durante a Marcha dos Usuários pela Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, realizada em setembro de 2009 em Brasília, para Ministérios e Presidência da República. Conta, também, com um mapa de participantes da Marcha e de links para os vídeos oficiais da Marcha.

Dia Nacional de Luta Antimanicomial: 18 maio 2012



Confira a programação do Dia Nacional de Luta Antimanicomial em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte: 

Minas Gerais na Luta Antimanicomial 
Belo Horizonte 
A capital mineira será palco mais uma vez para celebrar o dia 18 de maio, data da comemoração do Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O tema escolhido para essa edição homenageia os 50 anos do livro “A História da Loucura na Idade Clássica”, do filósofo francês Paul-Michel Foucault. A concentração acontece na região central de Belo Horizonte, na Praça 7, às 13h, com o desfile da escola de samba “Liberdade Ainda que Tan Tan”. 
Os usuários do sistema de saúde mental do Estado são as grandes estrelas do desfile organizado, anualmente, pelo Fórum Mineiro de Saúde Mental e Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais (ASUSSAM) com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado. O objetivo da Luta Antimanicomial é pela extinção progressiva dos hospitais psiquiátricos do Brasil e sua substituição por serviços que ofereçam aos usuários autonomia, identidade e liberdade de expressão. 
Ribeirão das Neves/MG 
“Iremos comemorar o 18 de maio fazendo uma discussão sobre essa data e os movimentos sociais em todo território, com a atenção primária de forma presente”, adianta a Coordenadora Municipal de Saúde Mental de Ribeirão das Neves e Conselheira do CRP/MG, Márcia Rodrigues. Às 8h, a concentração é feita na Praça Central da cidade, juntamente com a comunidade. A passeata segue até o Parque Ecológico de Ribeirão das Neves, onde serão desenvolvidas atividades culturais como oficinas de grafites, apresentações musicais e de poesias. 
A caminhada deste ano, ressalta a coordenadora, tem como tema “Saúde Mental e você cada vez mais perto” e pretende reunir cerca de 400 participantes vestidos de camisa branca, com  balões nas mãos para homenagear o Dia da Luta Antimanicomial. Pela tarde, a organização irá disponibilizar um ônibus aos voluntários para participar das atividades em Belo Horizonte/MG. “É um dia voltado para lutar em prol de uma sociedade mais consciente, onde a participação de todos é fundamental”, avalia Márcia Rodrigues. 
Contagem/MG 
A Luta Antimanicomial tem programação extensa para a semana do dia 18 de maio. Em Contagem/MG, o Conselho Regional de Psicologia (CRP04) prepara uma semana de atividades voltadas aos usuários da Saúde Mental. No dia 16 haverá uma sessão de cinema comentado, no Espaço Saber, onde serão projetados filmes para os usuários dos serviços. 
Dia 17 será reinaugurado o Centro de Convivência que conta com atividades culturais como oficinas de pintura e apresentação artística da Orquestra Mineira de Viola. No dia 18, os participantes aproveitam a oportunidade para desfilar na ação de Belo Horizonte/MG. 
Já no dia 19, outra sessão de cinema acontece no Espaço Saber, mas dessa vez para os profissionais de atenção primária. Para tratar de álcool e drogas, o dia 20 é voltado para palestras e reflexão do tema. 
No dia 23, os usuários da saúde mental poderão usufruir da rua de lazer que conta com atividades recreativas como cama-elástica, piscina de bolinhas, algodão-doce, entre outras. Para finalizar a semana dedicada à Luta Antimanicomial, no dia 24 os colaboradores e usuários poderão assistir a apresentação da Orquestra de Câmara do SESI/MG, juntamente com a Companhia de Danças, no Teatro SESI Alvimar Carneiro, em Contagem/MG. 
Uberaba 
Cerca de 300 pessoas irão participar da passeata da Luta Antimanicomial no dia 18 de maio, em Ubebara/MG. A programação está marcada para às 9h, com uma caminhada pelo centro da cidade partindo da Fundação Gregório Baremblitt e conta ainda com uma manifestação pública no pátio do Mercado Municipal. 
No dia 20, será preparada uma feijoada na Fundação dedicada a todos os colaboradores, familiares e usuários da Saúde Mental. Os interessados em participar da celebração da Luta Antimanicomial de Uberaba devem comparecer à rua Capitão Domingos, 418, Bairro Abadia, às 9h. Mais informações pelo telefone (34) 3333-0906. 
Participe do 1º Concurso de Fotografia do “18 de maio-Dia Nacional da Luta Antimanicomial”
O Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG) realiza, em âmbito estadual, o primeiro concurso de fotografia do “18 de maio-Dia Nacional da Luta Antimanicomial”. Podem concorrer apenas fotografias que registrarem as atividades ocorridas em maio deste ano.
Intitulado “O 18 de maio visto por diferentes ângulos”, o concurso tem como objetivos mostrar os diversos olhares diante das atividades do 18 de maio, objetivos gerais fortalecer o movimento antimanicomial e dar maior visibilidade aos trabalhos realizados pelos serviços de saúde mental, seus trabalhadores, dentre esses os psicólogos, usuários, familiares, comunidade e sociedade civil organizada.
Podem participar pessoas com idade mínima de 18 (dezoito) anos, inclusive fotógrafos profissionais e amadores. As inscrições são gratuitas. As fotografias devem ser feitas por meio digital, com a utilização de câmeras fotográficas profissionais, semi-profissionais, amadoras ou de aparelhos celulares.
Participarão do concurso somente os interessados que estiverem plenamente de acordo com o Edital e apresentarem o “Termo de Concordância e Autorização”. Os participantes devem enviar, por e-mail, 02 (duas) fotografias, devidamente identificadas, acompanhadas de dados pessoais e um mini-currículo, conforme as regras previstas no Regulamento. O material deverá ser enviado até às 23h, horário de Brasília, do dia 30 de junho de 2011 para o e-mail rp@crp04.org.br.
São Paulo: participantes protestam por uma sociedade sem manicômios
O CRP-SP prepara  programação de uma semana para o dia da Luta Antimanicomial. As atividades têm início com o evento “Saúde Mental, Políticas Públicas e Situações de Calamidade: Estamos preparados (as)?”, a ser realizado no dia 16, às 18h30, no auditório do CRP-SP, na capital paulista. O evento será transmitido ao vivo pelo www.crpsp.org.br/aovivo 
Na terça-feira (17) segue a programação com o debate “Privatização do SUS – a Saúde Pública não é mercadoria”, às 18h30, no Auditório Walter Lese, do Instituto de Saúde da Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo. A celebração do dia 18 de maio será dividida em duas etapas. Às 14h, acontecerá um ato público que conta com participação dos voluntários e usuários da saúde mental, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. 
No final da tarde, às 18h, está marcado o lançamento da cartilha “Bem-querer é o melhor remédio – A Psicologia e sua interface com o atendimento integral à Saúde Mental”. Em seguida, os participantes poderão assistir o debate “Movimentos Sociais Antimanicomiais”, ministrado pelos palestrantes Marcus Vinícius de Oliveira e Eduardo Mourão Vasconcelos. Os internautas podem acompanhar de perto a discussão pelo site www.crpsp.org.br/aovivo 
Na quinta-feira (19) a programação não será muito diferente. Também dividida em duas partes, às 15h acontece a “Roda de Conversa: Como temos cuidado com a saúde mental da criança e do adolescente?”, no auditório do CRP/SP. 
Com o tema “Não ao ato médico”, o CRP/SP organiza às 18h um debate a todos os participantes, no mesmo local. A programação desse dia também será transmitida pelo site do CRP. 
A sexta-feira (20) sucede com a exibição e debate sobre o filme “Os idiotas”, na Reserva Cultura de Cinema, às 18h30. O sábado (21) encerra as atividades da semana da Luta Antimanicomial com a V Feira de Saúde Mental e Economia Solidária. Mais informações podem ser adquiridas no site www.crpsp.org.br 
Goiás: passeatas e oficinas abordam Luta Antimanicomial 
Goiânia 
O Conselho Regional de Psicologia (CRP-09) participa em Goiânia da programação para a Luta Antimanicomial, realizado pelo Conselho Municipal de Saúde de Goiânia. No dia 17, às 19h, acontece a “Roda de Tambor”, na Praça do Bandeirante, que conta com a participação de estudantes, usuários da saúde mental e familiares. 
A ação é voltada ao consultório ambulante – proposta do Ministério da Saúde em criar um consultório de rua – que conta com 12 profissionais da área de saúde, com uma rota que identifica e mapeia o atendimento. Já no dia 18 de maio, às 8h, acontece a passeata que levanta a bandeira por uma sociedade sem manicômios, também na Praça do Bandeirante. Mais informações pelo telefone (62) 3524-1556. 
Aparecida de Goiânia 
Na Praça Central de Aparecida de Goiânia, o Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas (CAPS AD), em parceria com a Coordenação de Saúde Mental do Município realizam a programação do dia 18 de maio (Luta Antimanicomial) com oficinas de crochê, terapêuticas e de reciclagem. 
Na ocasião, a comunidade, os usuários de saúde mental e familiares poderão assistir apresentações artísticas musicais, de teatro e dança. “Optamos por um serviço concentrado na Praça Central para mostrar a população o que é o CAPS, buscando cada vez mais a reinserção social dos usuários da saúde mental”, avalia Graziela Hanna, do Fórum Goiano de Saúde Mental. Os interessados em participar da ação podem adquirir mais informações pelo telefone (62) 9632-7671. 
Bahia promove “Seminário de Saúde Mental” 
Vitória da Conquista
Em Vitória da Conquista, na Bahia, o Conselho Regional de Psicologia (CRP/03), promove no dia 18 de maio, o “Seminário de Saúde Mental”, no colégio Estadual Luiz Eduardo Magalhães. A ação é uma parceria do CRP/03 com a Universidade Federal da Bahia, Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista, CAPS (AD, II e IA), D.A do Curso de Psicologia da Faculdade Juvêncio Terra e Associação de Familiares e Usuários dos Serviços em Saúde Mental de Vitória da Conquista. 
Às 8h30 as atividades se iniciam com a mesa de abertura composta por autoridades do Município, como Prefeito, Secretário de Saúde, Coordenador e representantes dos Usuários dos Serviços em Saúde Mental. Em seguida, acontece uma mesa redonda com debates e palestras sobre a Luta Antimanicomial. Já às 11h30 será apresentado um documentário sobre o sobre o CAPS II de Vitória da Conquista. Pela tarde, a programação é voltada para as oficinas “Minuto Lumière” e “Literatura”. Para encerrar as atividades, às 16h, os Usuários do CAPS II e CAPS AD de Vitória da Conquista preparam apresentações artísticas para os participantes da ação. 
Salvador
No sábado (21), às 09h, um trio elétrico iniciará a caminhada que seguirá pela avenida Presidente Vargas, das imediações do morro do Cristo até o Farol da Barra. O evento vem tornando-se mais uma marca da luta antimanicomial, que defende o “cuidado integral à pessoa em sofrimento mental”, diferente da cultura dos manicômios que concebe a internação, aliada à contenção física e química, como alternativas únicas para o tratamento do transtorno mental. Por isso, uma das palavras de ordem é “Manicômio Não Cura, Manicômio Tortura”. A “IV PARADA DO ORGULHO LOUCO” é uma manifestação dos usuários, familiares e trabalhadores do sistema de saúde mental do estado da Bahia, que, organizados(as) como um movimento social coletivo, buscam propagar as conquistas e comemorar os êxitos da “Reforma Psiquiátrica Antimanicomial”.
Santa Catarina debate Luta Antimanicomial em Congresso 
Em comemoração ao 18 de maio (Dia Nacional de Luta Antimanicomial), o CRP/SC organiza oficinas que discutirão o tema da Saúde Mental e da Luta Antimanicomial, no I Congresso Catarinense: Psicologia Ciência e Profissão, que acontece de 19 a 21 de maio, no Centro de Cultura e Eventos – UFSC, em Florianópolis. 
As oficinas “Saúde Mental: Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial – RENILA”; “Direitos Humanos para quê e para quem? A atuação profissional do Psicólogo e a promoção dos Direitos Humanos” e “Psicologia e Políticas Públicas sobre Álcool e outras drogas” serão coordenadas por conselheiros do CRP/SC, com participação de profissionais e usuários convidados. Mais informações pelo site www.crpsc.org.br 
Mato Grosso do Sul realiza mesa-redonda “Conviver com a diferença – desafios para a Saúde Mental” 
O Conselho Regional de Psicologia 14ª Região MS (CRP14) realizará no dia 18 de maio, em Campo Grande, a mesa-redonda “Conviver com a diferença – desafios para a Saúde Mental”. Além do CRP14, a mesa-redonda contará com a presença de representantes dos Conselhos Estadual de Saúde, Regional de Medicina, de Assistência Social, de Farmácia, de Enfermagem, e de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, além das Coordenadorias de Saúde Mental do Estado e do Município. Antes do debate, os participantes do evento assistirão ao documentário brasileiro “Estamira”, que apresenta a história de uma mulher na casa dos 60 anos, que tem problemas mentais e vive da coleta de lixo em um aterro sanitário do Rio de Janeiro. 
A mesa-redonda terá início às 19h, no Auditório do SEST/SENAT, localizado na Rua Raul Pires Barbosa, n° 1.784, bairro Chácara Cachoeira II (Ao lado do Hospital Geral do Proncor). O evento tem como público-alvo Profissionais e acadêmicos da Área de Saúde Mental. Os interessados em participar podem se inscrever através do e-mail secretaria02@crpms.org.br ou pelo telefone (67) 3382-4801 (falar com Carollynne). 
Rio Grande do Norte: eventos em comemoração ao Dia Nacional de Luta Antimanicomial
Em Currais Novos/RN:
Segunda-feira, dia 16/05/2011
1 – Entrega de planfletos no comércio local sobre a luta, reforma psiquiátrica e os serviços substitutivos (equipe do CAPS, usuários e familiares);
2 – Festival de sorvete.
Terça-feira, dia 17/05/20111 – Torneio de futsal intercaps, com a participação dos times de usuários do CAPS – Currais Novos/RN, CAPS – Santa Cruz/RN e  do CAPS de Jucurutu/RN.
2 – Gincana entre esses três CAPS.
Quarta-feira, 18/05/2011
1 – Visita aos pontos turísticos de Currais Novos/RN.
2 – Entrevista no canal de televisão local sobre os temas.
3 – Palestra em uma escola de ensino médio municipal sobre os temas.
4 – Novena na sede do CAPS.
Em Caicó/RN:
Quarta-feira, 18/05/2001Atividades voltadas para o tema no CAPS III, Caicó.
Em Assú/RN:
Seminário sobre Saúde Mental, Sexualidade, Dependência Química e Direitos Humanos da Região do Vale do Açú. Coordenação: Psicólogo Francisco de Assis da Silva, CRP-17/0972. Data e horário: 16 e 17 de maio, às 8h00. Local do Evento: Auditório da Câmara Municipal de Açú. Representante do CRP-RN: Psicóloga Conselheira Francisca Nivânia Serafim da Cunha, que falará sobre as ações do CRP nessa temática.
Em Natal/RN:
A ONG Visão Mundial, através do seu programa PDA Caminhos do Sol, promove evento em alusão ao dia 18 de maio: Encontro com o Grupo Mulheres de Atitude. Será exibido o filme “A Preciosa” seguido de debate sobre a temática do abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. O evento contará com a presença de aproximadamente 70 mulheres da comunidade de Felipe Camarão (Natal/RN). Local: Igreja Batista, localizada na Rua Arco Íris nº 178, Felipe Camarão. Data e horário: dia 13 de maio de 2011, das 14h00 às 16h00.
Evento em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Promoção e realização: Coordenação Estadual de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas – Secretaria de Estado da Saúde Pública. Data e horário: 18 de maio de 2011, das 08h30 às 16h00. Local: Centro de Formação Profissional do Estado do Rio Grande do Norte – CEFOPE, localizado na Av. Almirante Alexandrino de Alencar, nº 1850, Tirol, Natal/RN. Representação CRP-RN: Psicóloga Conselheira Maria Nayran de Andrade Silva, que debaterá o tema “A reforma psiquiátrica em debate”, em conjunto com representantes de outras entidades.

Fonte: Observatório de Saúde Mental e Direitos Humanos

Transtorno mental afasta cada vez mais trabalhadores: problema aumentou no ano passado com 12.337 casos registrados pelo INSS no País

O afastamento de trabalhadores por transtornos mentais no País subiu 2% ano passado, atingido a marca de 12.337 casos, segundo revelou ontem o INSS. A elevação preocupa porque a alta ocorre ao mesmo tempo que o número de acidentes de trabalho apresentou redução de 7,2% entre 2008 e 2010, caindo de 755.980 ocorrências para 701.496. Os dados são do último Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho, documento produzido pelo INSS.
Os chamados transtornos mentais e comportamentais ocupam o terceiro lugar em quantidade de concessões de auxílio-doença acidentários pela Previdência, e acendem sinal de alerta para trabalhadores, profissionais de recursos humanos e empresários.
Segundo o INSS, “dentro dos transtornos mentais e comportamentais, as doenças que mais afastaram os trabalhadores em 2011 foram episódios depressivos, outros transtornos ansiosos e reações ao estresse grave e transtornos de adaptação”.
Diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional da Previdência, Cid Pimentel alerta para o fato de toda profissão conter um grau de estresse. “Até os profissionais do sexo sofrem com o estresse, afinal, essas pessoas trabalham com o prazer, mas não necessariamente o prazer delas próprias”, comenta.
Recompensa insatisfatória agrava problema
Psiquiatra e pesquisador em Saúde Pública, Cid Pimentel alerta para os benefícios da terapia ocupacional. “Eu presenciei o esforço feito para transformar o trabalho em atividade terapêutica”, diz o diretor do INSS. “No entanto, o trabalho em escala, em condições insalubres e a recompensa insatisfatória são fatores que podem deflagrar a doença”, acrescenta.
A rotina diária dos trabalhadores brasileiros é um agravante. “A pessoa acorda, vai trabalhar, volta para casa, assiste TV e vai dormir. Isso é altamente estressante”, afirma Pimentel.
SEM RELAXAR
O diretor do Departamento de Políticas de Saúde da Previdência destacou que o estresse e a depressão estão banalizados nos lares e empresas brasileiras. Segundo ele, as pessoas não buscam alternativas como viagem para relaxar. “Em meu trabalho em ambulatório grande parte das pessoas que alegavam estresse, na verdade, estavam em busca de atestado”, observa.
SALÁRIO MATERNIDADE
Ontem, o INSS voltou a alertar que salário-maternidade é benefício que toda segurada da Previdência tem direito, tanto em caso de parto quanto de adoção. Para mães adotivas, o prazo varia: criança de até um ano de idade, o período é de 120 dias. Se o filho adotado tiver entre um e quatro anos, o benefício é de 60 dias. Se tiver entre 4 a 8 anos, 30 dias.


Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria

Disponível em:<http://abp.org.br/2011/medicos/imprensa/clipping-2>. Acesso em: 19 mar. 2012.

Um novo remédio para casos de amor patológico : Santa Casa inaugura primeiro serviço de atendimento a vítimas da doença no Rio


Aos 46 anos, Paula Tavares (nome fictício) estava casada, mas se apaixonou perdidamente por um outro homem. Cinco anos mais tarde, tinha ido do céu ao inferno. Espreitava o amante de madrugada em estacionamentos, para ver com quem ele estava, puxava-lhe os cabelos em público se achava que estava sendo traída, observava com raiva cada mulher que se aproximava dele. O namoro foi rompido e retomado várias vezes, porque ela implorava pela reconciliação. Até que um dia, fora de si, Paula apareceu no apartamento do parceiro e o agrediu violentamente. Foi quando decidiu buscar ajuda e se descobriu vítima de amor patológico, dependência comportamental capaz de causar tanto sofrimento quanto a compulsão por jogo, sexo ou comida. E tão destrutiva quanto as dependências químicas. Agora, pela primeira vez, o estado inaugura um serviço de atendimento ao amor patológico.
— Esta doença mata; ou você vai para a cadeia ou para o cemitério se não se cuida — diz Paula. — Eu me casei cedo, tinha um relacionamento ruim e não contava com apoio dos meus pais para me separar. Minha saída era sempre manter relações com outras pessoas. Mas aquela me desestruturou. Eu pensava: “Faço tudo por esse homem, estou 24 horas disponível, até dinheiro eu lhe dei, e ele não me quer?!”. Fiquei muito mal.
Isto foi há nove anos. Na época, Paula procurou o Mada (Mulheres que Amam Demais Anônimas), um dos grupos de autoajuda que até agora eram a única alternativa para quem, mesmo sem saber nomear seu problema, padecia de amor patológico no Rio.
O transtorno de comportamento passará a ser tratado com psicoterapia na Santa Casa de Misericórdia, no Centro do Rio. O hospital é o primeiro do estado a oferecer o serviço, e a equipe foi beber na fonte do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), pioneiro na área, para entender como ajudar aos pacientes que se tornaram dependentes da pessoa amada a ponto de se esquecerem de si. Eles sabem que isso é ruim, escondem o que podem da família, mas simplesmente não conseguem agir de modo diferente, nem terminar o relacionamento.
— Se a vontade de estar com a pessoa amada foge ao controle; se o seu comportamento mais afasta o parceiro do que aproxima; se, em vez de recompensa, o amor traz prejuízo, isso pode ser amor patológico -— diz Analice Gigliotti, chefe do Serviço de Dependência Química e Outros Transtornos do Impulso da Santa Casa. -— Muitas vezes, o relacionamento é do tipo atração fatal: a pessoa quer encontrar o parceiro o tempo todo, sente ciúme, faz escândalo. Em geral, ela sente um grande vazio dentro de si e fica tentando preencher com o outro. Na verdade, este nome, amor patológico é até questionável, porque amor não é isso. Amor liberta.
Ainda não há pesquisas no Brasil dando conta do número de pessoas que sofre deste mal. Sabe-se apenas que são muitas, e que o reconhecimento de que estão doentes é difícil, inclusive por falta de informação. A USP vem fazendo estudos nesta área desde 2006, simultaneamente à oferta de atendimento. Usa a abordagem psicodramática: dois terapeutas mediam as conversas do grupo e investem na melhora da autoestima dos participantes, na expectativa de contribuir para que eles possam desenvolver relações interpessoais saudáveis, não só no campo amoroso.
Em poucas semanas, pela experiência da universidade paulista, já é possível observar uma melhora significativa: seus especialistas recomendam de 16 a 20 sessões de psicoterapia, e, no primeiro grupo tratado, os oito pacientes apresentaram de 40% a 80% de reversão em seu quadro patológico.
Entre as pessoas que procuram o serviço, a maior parte tem o mesmo perfil: são mulheres na faixa dos 40 anos, com bom grau de escolaridade, que sofreram abandono emocional na infância.
— Na amostra clínica, vimos que as primeiras pessoas a procurar ajuda foram aquelas mais bem informadas e desesperadas, porque o parceiro havia rompido ou ameaçado romper o relacionamento — conta Eglacy Sophia, psicoterapeuta e supervisora do Setor de Amor e Ciúme Patológicos do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. — Quanto à personalidade, muitas têm alta impulsividade e espiritualidade. O fato de recebermos muitas mulheres pode ser explicado, em parte, porque elas costumam cuidar mais da saúde e têm propensão a buscar no parceiro a solução dos seus problemas.
Além da profunda perturbação mental e do comportamento irracional, as vítimas de amor patológico podem ter sintomas físicos semelhantes aos observados nas síndromes de abstinência das dependências químicas e de outros tipos de transtornos comportamentais: agitação, falta de apetite, taquicardia, insônia.
Paula Tavares, que hoje vive em paz com o marido, tem o perfil daqueles que procuram a universidade paulista. Também membro do Mada, Andréa Bastos (outro nome fictício), porém, foge à regra. Quatro anos atrás, aos 23 anos, a estudante decidiu que era hora de se tratar quando se flagrou em vias de iniciar uma luta corporal com o namorado:
— Sabia que o que eu fazia não era normal e escondia dos meus pais, para não deixá-los preocupados. Procurei ajuda para salvar meu namoro, mas acabei ficando por mim, para aprender a ter relacionamentos mais saudáveis. Percebi que em relações anteriores eu já dava sinais do problema.
A psicóloga Daniela Faertes, que coordenará o serviço de amor patológico na Santa Casa, diz que as pessoas com este mal são incompreendidas.
— Como a dependência é relacionada a um comportamento cotidiano, os outros não dão muita importância, porque acham que a pessoa só precisaria de força de vontade para acabar com a situação. Mas estudos comprovam que nas dependências químicas e em algumas comportamentais ocorrem mudanças parecidas no cérebro. As reuniões na Santa Casa ocorrerão uma vez por semana, coordenadas por dois psicólogos. Na triagem, caso apresente sintomas de uma doença decorrente do amor patológico — depressão, ansiedade, transtorno de personalidade, transtorno bipolar —, o paciente será encaminhado também a um pisquiatra.
Analice Gigliotti está certa do poder da terapia sobre o amor patológico, mas frisa que a vigilância deve ser para sempre.
— É preciso estar atento aos gatilhos que podem desencadear esse comportamento, como um parceiro que nos faz mal ou um momento de estresse — diz. — Quanto mais a pessoa diversificar seus interesses, melhor: se ela trabalhar e tiver uma boa vida social, vai ser mais difícil adoecer.

Fonte: Jornal O Globo


Transtornos mentais viram arte: Patrick Smith usou desenhos minimalistas para ilustrar a depressão, narcolepsia, agorafobia.

Em agosto de 2010, o designer inglês Patrick Smith desenhou uma série de 7 pôsteres ilustrando transtornos mentais, e os postou em seu site. Sua intenção era chamar a atenção para o problema, e conseguir uma parceria com alguma instituição de saúde mental para publicar e divulgar os desenhos. Ele acabou não conseguindo a parceria, mas no meio tempo a série se tornou popular na internet – chamaram a atenção o estilo minimalista da arte e a “sacada” usada para descrever cada transtorno. Agora, ele colocou todas as ilustrações disponíveis para download em alta resolução, para que cada um possa imprimir sua versão.
             Narcolepsia – Transtorno caracterizado por episódios de sono excessivos que, às vezes, 
  podem levar o indivíduo a dormir em momentos inapropriados.

A GALILEU conversou com Patrick sobre os motivos que o levaram a fazer a série e sobre polêmicas envolvendo alguns dos desenhos. Veja abaixo a entrevista completa e mais alguns dos pôsteres. Para ver os outros 3, sobre anorexia, depressão e transtorno dissociativo de identidade, basta entrar no site (http://www.adaptcreative.co.uk/2010/08/mental-disorder-posters/) do designer. 


Fonte: Revista Galileu


sexta-feira, 16 de março de 2012

Entre a vaca louca e o Alzheimer: pesquisadores do Brasil e do exterior buscam origem comum e formas de combater doenças neurodegenerativas

Versão infecciosa da proteína príon (em vermelho) se
 espalha pelo interior de células nervosas 
Agora, Vilma e seus colaboradores propõem que interferir no funcionamento da PrPc pode ajudar a bloquear o desenvolvimento de outras enfermidades do sistema nervoso central, como o mal de Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum entre os idosos, e o glioblastoma, o tumor cerebral mais agressivo que se conhece.
Experimentos feitos pelo grupo com células cerebrais isoladas e também animais indicam que alterar a quantidade de uma proteína que se conecta à PrPc e a ativa impede a morte de neurônios mesmo na presença dos compostos tóxicos produzidos nos estágios iniciais do Alzheimer. Um fragmento dessa outra proteína – a stress inducible protein-1, sintetizada pioneiramente por Vilma e pelo oncologista Ricardo Brentani em 1997 – também vem se mostrando eficiente nos testes in vitro para frear a reprodução dos astrócitos, as células cerebrais que se multiplicam descontroladamente no glioblastoma.
Vilma apresentou esses resultados na quarta-feira (7), no primeiro dia do Brazil-Canada Prion Science Workshop 2012, realizado no Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. O evento que termina hoje (8) reuniu os principais pesquisadores brasileiros e canadenses que investigam as funções da proteína príon celular e os mecanismos que levam a se transformar no príon infeccioso, versão defeituosa e tóxica da proteína, responsável pela morte em massa dos neurônios no mal da vaca louca.
Além de mostrar os avanços mais recentes nessa área, o encontro, financiado pela FAPESP e por agências canadenses, tem o objetivo de aproximar as equipes dos dois países e estimular programas de cooperação. “Existe uma grande possibilidade de a colaboração nessa área trazer progresso científico”, disse Abina Dann, cônsul geral do Canadá em São Paulo, que recordou o empenho de Brentani para a realização do workshop e o início da colaboração entre o Brasil e o Canadá nessa área. Quando morreu, em novembro do ano passado, Ricardo Brentani era diretor da Fundação Antonio Prudente, que mantém o Hospital A.C. Camargo, e diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP.
“O Brasil deve entrar na brain circulation”, disse o bioquímico Hernan Chaimovich, coordenador dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP e assessor da diretoria científica da mesma fundação, em referência ao movimento circular de treinamento de especialistas no exterior e sua incorporação nos quadros nacionais, em oposição ao fenômeno da fuga de cérebros [brain drain] comum no passado. “Esperamos que seja uma experiência informativa e transformadora”, comentou o neurologista Neil Cashman, diretor da PrioNet, rede canadense que reúne 16 centros de excelência em pesquisa de doenças causadas por príons em animais e em seres humanos.
Também participaram do evento representantes do Alberta Prion Research Institute, centro de pesquisa criado pelo governo da província de Alberta após a identificação em 2003 do primeiro caso autóctone de doença da vaca louca no Canadá, tecnicamente conhecida como encefalopatia espongiforme bovina. O animal doente era da província de Alberta, onde se encontra quase metade do rebanho bovino do país. A confirmação desse e de outros casos de contaminação no rebanho bovino provocou perdas de U$ 10 bilhões à pecuária canadense, porque países como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul deixaram temporariamente de importar carne. Desde então, instituições canadenses trabalham na vigilância epidemiológica da doença no gado bovino e da forma da enfermidade que atinge cervos e alces, a chronic wasting disease.
O controle da infecção nos diferentes ambientes se une a estudos sobre estruturas das proteínas e sobre a conversão do príon celular em príon infeccioso. Um exemplo são os estudos desenvolvidos por David Wishart, da Universidade de Alberta, coordenador do Prion Project, que tenta identificar por que a proteína saudável se desenovela e assume outra estrutura tridimensional mais estável que faz uma molécula aderir à outra formando longas fibras, tóxicas para os neurônios – no caso das doenças causadas por príon, acredita-se que o simples contato uma proteína alterada seria suficiente para fazer a versão saudável se tornar defeituosa.
No enovelamento, a proteína se dobra sobre si mesma, por atração e repulsão de cargas elétricas, e assume uma forma espacial que define a função que desempenha no organismo. Falhas no processo de enovelamento ou fenômenos que alterem a forma da proteína depois de pronta não estão por trás apenas das doenças provocadas por príons. Outras doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, o mal de Parkinson e a esclerose lateral amiotrófica – a doença do físico inglês Stephen Hawking – têm entre suas causas problemas no enovelamento de proteínas, que passam a se agregar matando os neurônios. “Parece haver um mecanismo comum por trás dessas enfermidades”, comenta Vilma.
Pode existir ainda outro elo entre o mal da vaca louca e a doença de Alzheimer. A proteína príon celular está de algum modo envolvido nessas duas enfermidades exterminadoras das células cerebrais. No caso da vaca louca, o problema está na própria PrPc. Uma versão deformada dessa proteína, o príon infeccioso, entra em contato com as proteínas saudáveis e altera sua estrutura, levando os neurônios à morte. Já no Alzheimer, a doença neurodegenerativa que atinge uma em cada três pessoas com mais de 85 anos, a PrPc encontra-se saudável. Mas o efeito protetor que ela exece sobre os neurônios é bloqueado por outra proteína – na realidade, um fragmento de proteína chamado oligômero beta-amiloide – que impedindo seu funcionamento.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

Disponível em:<http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=71920&bd=2&pg=1&lg=>. Acesso em: 16 mar. 2012

Conversor de textos para Libras

Pessoas surdas poderão ter mais acesso a informações com um novo sistema de transcrição de textos digitalizados em língua de sinais por meio de um avatar. O sistema de transcrição fonético-fonológico desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) permite que o texto digital obtido pelo usuário no computador ou ainda recebido pela internet ou celular possa ser transcrito na forma de sinais pelo sistema Língua Brasileira de Sinais (Libras). “A proposta desse trabalho é oferecer um sistema de transcrição para a reprodução computacional e em tempo real de conteúdo por meio de um agente virtual sinalizador, em um modelo tridimensional, que representa uma figura humana e articula os sinais da Libras”, explica o professor José Mario De Martino, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp, que coordenou o projeto em colaboração com os professores Leland McCleary e Evani Viotti, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), e do professor Plínio Barbosa, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp. A patente do sistema foi depositada no Brasil e, segundo Martino, as empresas que poderiam se interessar nessa tecnologia seriam as de celulares, TV Digital e portais da internet.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

Disponível em:<http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=71909&bd=2&pg=1&lg=>. Acesso em:16 mar. 2012.

Estresse no trabalho induz mulheres a 'comer emocionalmente': esgotamento também leva a comer de forma descontrolada; hábito pode ser fator de risco para obesidade

Mulheres que andam esgotadas no trabalho seriam mais propensas a usar a comida para aliviar o estresse, mostra um estudo finlandês.
O trabalho, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, aponta que aquelas que disseram estar extremamente cansadas no trabalho tendiam a comer por causas emocionais, ou seja, estresse, ansiedade ou depressão, em vez de apenas por fome.
Além disso, eram mais propensas a comer "descontroladamente", situação que ocorre quando a pessoa está sempre faminta ou não pode deixar de comer até que toda a comida tenha desaparecido.
"Quem sofre desgaste pode ser mais vulnerável à ingestão emocional e descontrolada e tem habilidade para mudar seu hábito alimentar", descreve Nina Nevanpera, do instituto finlandês de Saúde Ocupacional, líder do estudo.
"Recomendamos que primeiro seja tratado o desgaste, e que o desgaste e o comportamento alimentar sejam avaliados nos transtornos de obesidade", acrescentou. 
O resultado se baseia no estudo feito com 230 trabalhadoras com idades entre 30 e 55 anos que fizeram parte de uma avaliação clínica sobre mudanças saudáveis de estilo de vida. Todas tinham emprego e no início foram questionadas sobre seu estresse ocupacional e hábitos alimentares.
Cerca de 22% tinham algum grau de esgotamento no trabalho, e o grupo tendia a comer segundo as emoções e de maneira descontrolada. Ao contrário, as mulheres sem esgotamento no início do estudo tendiam em um ano a comer cada vez menos de forma descontrolada. Mas o grupo do estresse não conseguiu fazer essa mudança.



Ainda assim, não foram observados efeitos no peso das participantes. No início do estudo, metade das mulheres com 'burnout' (sensação de que o trabalho estressa ou que não tem sentido) tinham um peso normal, comparado com um terço das mulheres que não sofriam de estresse.
"A partir dos resultados, não podemos concluir que o esgotamento no trabalho está associado ao sobrepeso ou à obesidade", diz a autora. Ainda assim, ela considera que comer emocionalmente é um fator de risco potencial para a obesidade futura.
Além disso, não é um hábito saudável, já que as pessoas estressadas tendem a optar por um chocolate ou uma comida rápida em lugar de uma fruta, por exemplo.
Os resultados não surpreendem, diz Sherry Pagoto, professora associada de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts e médica do centro de peso da mesma universidade.
"Tudo está associado ao estresse", acrescentou Pagoto, que não participou do estudo.
Quando as pessoas estão expostas a uma fonte de estresse crônico, às vezes começam a comer segundo suas emoções e a ter problemas de peso. 
"concordo que o importante é controlas as fontes de estresse", diz Pagoto. "Se uma pessoa está exposta de maneira crônica a um elemento estressante, terá muitos problemas para emagrecer", acrescentou.
E se uma pessoa não está com sobrepeso, o fato de comer emocionalmente não é uma boa ideia. É reforçar um hábito que não é saudável", destacou.
Àquelas que não estão expostas ao estresse no trabalho, ela recomenda eliminar as tentações do escritório, ou pelo menos levar alimentos saudáveis, bem como evitar as máquinas que vendem produtos.
Se o estresse aumenta, ela sugere encontrar outras formas de controle, como fazer caminhadas. Pagoto considerou um erro não fazer exercício, porque a atividade física é o 'melhor antídoto', segundo ela.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria

Disponível em: <http://abp.org.br/2011/medicos/imprensa/clipping-2>. Acesso em: 16 mar. 212.



Hospital deverá se prevenir contra erros de medicação : aprovada ontem pela Comissão de Assuntos Sociais, proposta obriga hospitais a instituir programa e comissão de prevenção de erros de medicação. Atualmente, apenas 25% dos casos são notificados

Os hospitais podem ser obrigados a instituir programa de e comissão de prevenção de erros de medicação. É o que determina projeto de lei de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) aprovado ontem pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa — que dispensa análise pelo Plenário.
O Projeto de Lei do Senado (PLS) 605/11 permite que os hospitais constituam comissão única que cuide das infecções hospitalares e dos erros de medicação.
Para isso, a proposta modifica a lei que trata do Programa de Controle de Infecções Hospitalares (Lei 9.431/97).
A relatora da matéria na CAS, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), disse que, pelo envolvimento de vários profissionais na administração de medicamentos, o processo é passível de erros. Além disso, lembrou a parlamentar, o paciente pode interferir no tratamento quando não segue as recomendações.
Para Vanessa, é preciso prevenir os erros e não apenas punir os responsáveis, que, muitas vezes, trabalham com problemas estruturais. Ao longo dos procedimentos, avaliou, podem acontecer equívocos na prescrição, no fornecimento à pessoa errada, na dose, no horário ou na via de administração, entre outras possibilidades.
A parlamentar observou que os eventos não são inteiramente notificados em razão da abordagem predominantemente repressora. De acordo com estudo da Universidade de São Paulo (USP), apenas 25% dos erros são relatados e só quando há dano ao paciente.
— Da mesma forma que a obrigatoriedade de programas de controle de infecção hospitalar representou um marco para a profilaxia, espera-se que a criação de programas semelhantes para abordar os erros de medicação tenha o mesmo resultado.
Proposta eleva rigor contra falsificação de medicamento 
Os estabelecimentos que falsificarem ou adulterarem medicamentos, cosméticos e saneantes poderão ser interditados por prazo superior a 90 dias, que é o prazo previsto na legislação atual, se a Câmara aprovar o substitutivo a projeto de lei (PLS 464/11) de Humberto Costa (PT-PE) acatado ontem em decisão terminativa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). De acordo com o autor do substitutivo, Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), as atividades devem ficar suspensas pelo tempo necessário à realização de testes, provas e análises. 

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria

Disponível em:<http://abp.org.br/2011/medicos/imprensa/clipping-2>. Acesso em: 16 mar. 2012.



Células gliais destroem neurônios na doença de Lou Gehrig:descoberta pode ajudar a obter a cura ou tratamento da doença

Considerados essenciais para a nutrição e o bom funcionamento das estruturas neurais, os astrócitos, o tipo mais comum de célula da glia, podem ser os responsáveis pela degeneração de neurônios motores em pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA). Conhecida como doença de Lou Gehrig, a patologia neurodegenerativa – que não tem cura e afeta cerca de 130 mil pessoas por ano no mundo – causa perda gradual dos movimentos e costuma levar à morte em cerca de cinco anos. 
Pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio cultivaram em laboratório astrócitos de pacientes com ELA e vários tipos de células neurais. Após alguns dias, observaram que os neurônios motores presentes na solução começaram a morrer. “Essas células 'protetoras' atacaram justamente as estruturas responsáveis pelo movimento corporal, enquanto outros tipos de neurônio permaneceram saudáveis. Descobrir qual mecanismo motiva essa degeneração pode ajudar a obter a cura ou tratamentos eficazes”, diz o neurocientista Brian Kaspar, coordenador da pesquisa.

Fonte: Revista Mente e Cérebro 

quinta-feira, 15 de março de 2012

30 ANOS DO HOSPITAL JULIANO MOREIRA EM NARANDIBA (SALVADOR)

"Ao final da manhã de 18 de março de 1982, repetindo os tradicionais eventos políticos ao som do hino nacional e hasteamento de bandeiras era inaugurado no bairro de Narandiba (zona oeste de Salvador), o novo prédio do Hospital Juliano Moreira".
 Acesse fotos da inauguração do Hospital em 1982:
 http://www.facebook.com/media/set/?set=a.129459000478114.28670.100002420457904&type=3 


Juliano Moreira e a Gazeta Médica da Bahia

Estudos recentes sobre Juliano Moreira enfatizam sua obra no Rio de Janeiro (1903-1933), mas o objetivo central deste artigo é descrever sua contribuição na Gazeta Medica da Bahia, em período anterior (1893-1903). Descreve a trajetória dessa revista que serviu de veículo para as pesquisas originais da Escola Tropicalista Bahiana. Apresenta a produção de Moreira na Gazeta, em que ele surge como estudioso nas áreas de dermatologia, sifilografia e parasitologia, tendo identificado, pela primeira vez no Brasil, a leishmaniose cutâneo-mucosa. Nessa época ele também se afirma como professor em neuropsiquiatria, passando a realizar estudos clínicos na área, analisar modelos assistenciais e propor mudanças na assistência médica. Destaca a importância de Moreira não só como colaborador da Gazeta durante uma década, mas também como redator, bem como sua atuação como redator principal (1901-1902).





REVISTA " GAZETA MÉDICA DA BAHIA" DISPONÍVEL NA INTERNET

Em 1831, foi lançada a primeira publicação médica do Brasil: os Seminários de Saúde Pública, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro (posteriormente transformada em Academia Imperial de Medicina), os quais deram origem aos Anais da Academia Nacional de Medicina, editados até os dias atuais. Mas, a primeira revista médica brasileira, estritamente voltada às publicações científicas, foi a Gazeta Médica da Bahia (GMBahia).

Acesse:  http://www.gmbahia.ufba.br

quarta-feira, 14 de março de 2012

Jovens agressivos, sinal de depressão: não é apenas o adolescente melancólico que pode estar deprimido. Garotas sofrem mais com o problema

Não é apenas o adolescente melancólico que pode estar com depressão. Essa é a primeira dica para pais, familiares e amigos que acreditam estar diante de um caso da doença.
“Angustiados e confusos, os adolescentes podem adotar comportamentos rebeldes, agressivos e destrutivos, geralmente contra a estrutura social. Podem manifestar sua depressão através de atos anti-sociais, distúrbios de conduta e comportamentos hostis e agressivos”, fala o psiquiatra Geraldo Ballone, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas durante 21 anos.
A agressividade não precisa, necessariamente, ser manifestada fisicamente. Um adolescente irritado, por exemplo, pode ser sinal de que algo não vai bem. “É claro que a agressividade é um sinal importante, principalmente se esse tipo de comportamento nunca fez parte das características do jovem”, afirma o professor Carlos Eduardo Pulz Araujo, Coordenador do Programa de Pós-Graduação Lato sensu em Farmacologia Clínica da USF (Universidade São Francisco).
A grande questão é como separar e saber diferenciar uma fase de “aborrecente” com sintomas reais de uma doença séria e grave.
“Os pais têm de ficar atentos. Se esse estado de melancolia e outros fatores, como a violência, por exemplo, persistirem por duas semanas consecutivas, isso é um sinal que pode ser realmente alguma doença”, salienta Carlos Eduardo.
Uma dica importante é não subestimar esse estado depressivo. “A sociedade tende a confundir a depressão com a tristeza causada por alguma coisa que aconteceu. Quando as pessoas entenderem a depressão como uma doença do metabolismo cerebral dos neurotransmissores, entre outros fatores, aí, então, ficará mais fácil entender que os adolescentes podem ficar deprimidos mesmo quando ‘não lhes falta nada’”, afirma Geraldo Ballone.
No Brasil, segundo Carlos Eduardo, não há uma pesquisa que mostre uma estatística sobre incidência de depressão entre adolescentes. Porém, nos Estados Unidos, estudos realizados indicam que 10,6% de meninas entre 10 e 19 anos sofrem com a doença. O número entre garotos é mais baixo: 2,6%.
“A OMS (Organização Mundial de Saúde) diz que a depressão na adolescência em países emergentes é maior que em países em desenvolvimento. Sendo assim, os números podem ser mais preocupantes aqui no Brasil.”


Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria

Disponível em: <http://abp.org.br/2011/medicos/imprensa/clipping-2>. Acesso em: 14 mar. 2012.

Pesquisa alemã revela que idosos tendem a ser mais satisfeitos com a vida

A dançarina Maria José Lelis já exibiu seu talento para plateias na França, em Portugal, na Espanha e nos Estados Unidos. O reconhecimento veio na forma de incontáveis prêmios: “Não consigo lembrar quantas medalhas já ganhei. Sei que a última foi em 2010, em um baile realizado para os países do Mercosul”, orgulha-se. A dança, contudo, não é o único talento da mulher de 76 anos. Ela acumula também três coroações como rainha do Guará e detém um título “invejado por muitos”: “Sou a miss da melhor idade no DF”, gaba-se. “Sempre procuro o que fazer, não gosto de ficar parada.”
Maria José não se parece nada com o estereótipo que até alguns anos atrás recaía sobre as pessoas de terceira idade. Ativa e saudável, sem muito tempo para remoer problemas, ela se encaixa mais no perfil do novo idoso, como aponta um estudo realizado por pesquisadores das universidades de Wurzburg, na Alemanha, e de Luxemburgo.

Confira pesquisa na íntegra (em inglês): http://pt.scribd.com/doc/85112254/Rumination
Fonte: Correio Brasiliense

Tanatofilia e expressões compulsivas: não é difícil encontrar, em diversos graus, um desejo mascarado, ou manifesto, pela morte em indivíduos neuróticos, perversos e psicóticos. O mesmo acontece com pacientes afetados pelo câncer, pelo lúpus eritematoso ou outras enfermidades incuráveis

Quando falamos de compulsões, podemos nos referir às condutas desenfreadas do noticiário cotidiano: com significados de homicídio, parricídio, filicídio, genocídio, canibalismo, incesto, pedofilia, castração; ou também às disposições moderadas e controladas, como as que se organizam como rituais sociais e religiosos, e as que organizam a horda, a tribo, a nação; ou ainda às inclinações sublimadas, que conduzem os seres humanos para as Artes, às Letras, à Filosofia, às Ciências e ao progresso tecnológico. Refletem memórias individuais e transgeracionais que guardam identificações, lutos, culpas, vergonhas coletivas que renascem em indivíduos e famílias.
As compulsões são resultados de fantasias, significantes representacionais e vínculos simbólicos, guardados no inconsciente individual e coletivo, organizando os pensamentos e o agir, gerando as patologias ou explicando a saúde mental. Podemos derivar das noções que Freud introduziu em 1920, no seu trabalho "Além do Princípio do Prazer", no qual afirma que os pensamentos bons, com predomínio erótico, são expressões das pulsões de vida, enquanto os pensamentos agressivos e destrutivos seriam polarizações das pulsões de morte.
Na tanatofilia, a violência autoagressiva se expõe em condutas como o suicídio, em sua modalidade aguda, isto é, a autoeliminação instantânea da vida, ou crônica, por meio de mutilações ou acidentes que têm como resultado, a perda da vida, ou de uma parte do corpo. A tanatofilia se exterioriza, por outra parte, na violência homicida, nas atuações filicidas e parricidas, e no fenômeno do genocídio.
No suicídio, a representação da conduta autoeliminatória exerce uma atração irresistível com idealização extrema. Menninger assinala que os componentes do impulso autodestrutivo são a necessidade de autocastigo, a agressão contra o ambiente e revestimento erótico da conduta suicida. Nesta atração, o ego, debilitado e dissociado, mostra-se enganado e seduzido por promessas de compensações prazerosas feitas pelo superego - pais filicidas internos - e este engano desempenha um papel fundamental no desencadeamento do ato suicida. Garma assinala que a aceitação submissa de dito engano do superego contribui basicamente para a alegria do ego existente nas reações maníaca.
Segundo Freud, o sujeito só comete suicídio quando sente que ataca o objeto introjetado, com o qual se encontra identificado. Para M. Klein, uma tentativa inconsciente de suicídio pode significar para o ego "destruir os pais maus internos".


Fonte: Revista Psique Ciência e Vida

S.O.S pronto socorro: o atendimento do cotidiano da violência da cidade mostra que as equipes de emergência dos hospitais necessitam com urgência ser compostas também por psiquiatras e psicólogos

A violência de forma geral está presente em todas as sociedades humanas e os departamentos de emergência são porta de entrada e palco das suas características e exemplos. No Brasil, isso não é diferente. Dados do estudo Saúde Brasil de 2007, do Ministério da Saúde revelam que, em 2006, 7% das internações efetuadas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) foram provocadas por causas externas, sendo 5% delas (48.283) devido a agressões. Como revelam Márcio Mascarenhas e colegas da coordenação geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, do departamento de Análise de Situação de Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde, de Mato Grosso do Sul (MS), em estudo publicado na revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, as agressões são uma das três formas de eventos violentos - as outras duas englobam tentativa de suicídio e maus-tratos.
No artigo, os autores verificaram que, entre setembro e novembro de 2006, houve 4.854 atendimentos por violência em unidades de emergência credenciadas pelo SUS em 34 municípios e no Distrito Federal, sendo que 87% deles foram classificados como agressões, ou seja, tentativas de homicídio ou lesões infligidas por outras pessoas, empregando qualquer meio, com a intenção de lesar, ferir ou matar. Os outros 8,7% foram classificados como tentativas de suicídio e 4,3% como maus-tratos.
Esses eventos violentos trazem sérias consequências para a sociedade. Por exemplo, de acordo o estudo Saúde Brasil de 2007, durante o ano de 2006, o Ministério da Saúde gastou mais de R$ 40 milhões com as internações por agressões. Entretanto, embora o custo econômico seja um dos mais evidentes, a violência traz custos nem sempre tão explícitos, como impactos diretos e indiretos sobre os próprios serviços de emergência e outros setores dos hospitais, como unidades de terapia intensiva. Os impactos contabilizam a dificuldade de as diversas categorias das equipes de saúde e gerência em lidarem com os fatos do cotidiano que ouvem e presenciam, julgamentos éticos sobre as atitudes ou vitimização das pessoas que atendem, a violência explícita a qual são submetidos vez por outra e os conflitos que atravessam as relações dos próprios grupos de trabalho. Como agravante, políticas sanitárias ineficientes geram condições desfavoráveis de recursos materiais e humanos e ausência de uma comunicação interna que possibilite discussão operativa sobre os problemas.
Leia matéria completa: http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/75/sos-pronto-socorro-o-atendimento-do-cotidiano-da-violencia-252616-1.asp

Fonte: Revista Psique Ciência e Vida

'Enciclopédia Britannica' acaba com edição impressa e se torna 100% digital

Em mais um sinal do crescente domínio do mercado editorial digital, a mais antiga enciclopédia em língua inglesa que ainda é impressa está se movendo plenamente para a era digital.
A "Enciclopédia Britannica", que é impressa desde que foi publicada pela primeira vez, em Edimburgo (Escócia), em 1768, afirmou nesta terça-feira (13) que vai acabar com a publicação de suas edições impressas e continuar com as versões digitais disponíveis on-line.

O carro-chefe, a edição impressa com 32 volumes, disponível a cada dois anos, era vendido por US$ 1.400. Uma assinatura on-line custa cerca de US$ 70 por ano, e a empresa lançou recentemente aplicativos que variam de US$ 1,99 a US$ 4,99 por mês.
A empresa disse que vai manter a venda de edições impressas até que o estoque atual de cerca de 4.000 conjuntos se esgote.
"A edição impressa tornou-se mais difícil de manter e não era o melhor elemento físico para oferecer a qualidade do nosso banco de dados e a qualidade do nosso editorial," disse Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia Britannica Inc., à Reuters.





Fonte: Folha de São Paulo

Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/tec/1061489-enciclopedia-britannica-acaba-com-edicao-impressa-e-se-torna-100-digital.shtml>. Acesso em: 14 mar. 2012.

terça-feira, 13 de março de 2012

Apaziguando fantasmas: o sono mastiga e deglute memórias – um processo de elaboração no qual o sonho é um mecanismo para sublimação de traumas

É do rabino Menachem Schneerson (1902-1994) a constatação de que, se não fosse o sono, não haveria amanhã e a vida se resumiria a um hoje contínuo. Se a pausa periódica na vivência da realidade externa dá unidade ao passar do tempo, também opera transformações notáveis na realidade interna. A cada noite o sono mastiga e deglute as memórias novas, esquecendo algumas e transformando outras em memórias maduras, distribuídas pelo cérebro e articuladas a outras memórias mais antigas ainda, rebanhos de pensamentos em constante evolução. 
O embate entre esquecimento e incorporação de uma nova memória depende da relação entre sua utilidade e o custo de carregá-la. Memórias derivadas de vivências aversivas são inscritas na circuitaria neuronal mais profundamente do que memórias de baixo teor emocional. Quando uma memória se refere a uma situação realmente perigosa ou indesejável, pode ser útil carregá-la mesmo à custa de sustos na vigília e pesadelos ocasionais. Mas quando a memória não se refere a nada relevante, melhor mesmo é esquecer. Quantas coisas à primeira vista desagradáveis não se transformam, com o tempo, em palatáveis e até desejáveis? 

Um experimento realizado por Matthew Walker e colaboradores da Universidade da Califórnia em Berkeley demonstrou há poucos meses que o sono de movimento rápido dos olhos, durante o qual sonhamos, facilita a atenuação da resposta a estímulos aversivos. Esse papel já havia sido previsto em hipótese, pois o sono frequentemente está alterado nos distúrbios psiquiátricos do humor. O novo estudo utilizou a ressonância magnética functional para medir a atividade da amígdala, uma estrutura cerebral envolvida na valoração de experiências aversivas, durante a apresentação de imagens desagradáveis. Duas sessões de imageamento foram realizadas, antes e depois de um período de sono monitorado eletroencefalograficamente. Os resultados apontaram uma diminuição das respostas da amígdala após o sono, com uma queda correspondente na reação comportamental às imagens aversivas. Além disso, o sono promoveu um aumento da conectividade functional entre a amígdala e o cortex pré-frontal ventromedial. Outro achado importante do estudo é a correspondência íntima entre tais efeitos e a queda da atividade de alta frequência (>30Hz) no cortex pré-frontal durante o sono de movimento rápido dos olhos. Essa atividade serve como marcador eletrofisiológico de transmissão adrenérgica. Em tese, isso pode contribuir paradiminuir a hiper-reatividade da amígdala a estímulos aversivos, causando uma habituação da resposta comportamental ao estresse. 

Os resultados podem ter implicações para o tratamento da síndrome do estresse pós-traumático, em que o sono é invadido por pesadelos recorrentes a respeito de perigos que já não existem na realidade. Se uma das várias funções do sono é apaziguar os fantasmas do passado, talvez o sonho seja mesmo a arena mais adequada para sublimar o trauma.


Fonte: Revista Mente e Cérebro 

ANS lança guia prático sobre planos de saúde:publicação traz passo a passo com orientações para contratar serviço, incluindo direitos como cobertura mínima de acordo com tipo


 A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lança nesta segunda-feira, 12,  o Guia Prático sobre Planos de Saúde com informações para esclarecer dúvidas dos beneficiários ou de quem deseja contratar um plano pela primeira vez. O Guia será distribuído em vários eventos pelo país organizados pelos Procons e nos Núcleos da Agência, além de poder ser acessado pela internet, no endereço www.ans.gov.br.

Além de descrever o papel da ANS e suas atribuições, o guia traz um passo a passo com orientações para contratação de um plano, com exemplos sobre os vários tipos de produtos oferecidos pelas operadoras. Há também recomendações ao consumidor, no momento de escolher um plano.

A publicação ressalta ainda a importância de se informar sobre a rede credenciada de profissionais, laboratórios, clínicas e hospitais e sobre os valores diferenciados conforme a idade. O Guia aborda ainda os direitos quanto à cobertura mínima obrigatória de acordo com o tipo de plano e as acomodações (apartamento ou enfermaria), além da área geográfica de cobertura (municipal, estadual, regional ou nacional). Dúvidas frequentes sobre situações que poderão ocorrer com o beneficiário também são esclarecidas na publicação.

Os reajustes de preços para cada tipo de plano, a portabilidade das carências para outra operadora, além de um glossário com os termos mais usados pelo setor, também são abordados pelo Guia. A publicação traz ainda os canais de relacionamento da Agência com os consumidores, por meio de telefone, sítio eletrônico e atendimento presencial nos Núcleos da ANS.
Fonte: Jorna Estadão

Publique aquele livro guardado na gaveta ou arquivado no computador sem gastar

Se você tem um romance que nunca saiu da gaveta, um trabalho de conclusão de curso esquecido na biblioteca da faculdade ou uma coletânea de poesias arquivada no computador porque sempre faltou dinheiro para publicá-los, chegou a hora de transformá-los em livros e colocá-los à venda sem precisar gastar um centavo por isso.
Inspirado nos sites estrangeiros lulu.com e bubok.com, o portal PerSe auxilia autores independentes a publicarem gratuitamente seus livros, direto pela Internet, sem intermediação. Depois que o livro estiver pronto, o autor define quanto quer ganhar de royalties e pode colocar a versão impressa e o eBooks à venda na livraria eletrônica do PerSe, que também tem parceria com outras seis lojas online (Distribuidora Xeriph, Nuvem de Livros, iba, Livraria Cultura, Amazon e Google Books). 
A remuneração do PerSe é 25% do valor que o autor definir como “sua remuneração”, com um piso mínimo de R$1,00. O diretor-geral da PerSe, Antonio Hércules Junior, comemora o sucesso do portal, que foi inaugurado em maio do ano passado e já soma 350 livros publicados. “A demanda só tem aumentado. Em fevereiro, por exemplo, publicamos 50 obras”.
Para Fernanda Meireles, que tem dois romances publicados pela PerSe (“Vida Após o Amor” e “Pra Vida Toda”), canais de publicação independente como esse são fundamentais aos autores que buscam uma oportunidade no meio editorial. “Começar é sempre o mais difícil, ainda mais quando temos que provar nosso valor não só aos futuros leitores, mas principalmente às editoras. As recusas e descrenças são inevitáveis e muitas vezes desestimulantes”, desabafa. 
Dos cinco livros publicados por Donnefar Skedar, quatro deles estão disponíveis na PerSe: “Terror Mental”, “Kristendat City - O Orbetite”, “14” e “O Horror da Minha Mente”. “Descobri o PerSe através de pesquisas sobre sites que faziam publicação gratuita de livros em vários formatos e que utilizavam vários tipos de papéis”, conta o escritor independente. “É indiferente dizer se lucro muito ou pouco com os livros. O importante é publicá-los, ver a satisfação de quem os compra, a qualidade do material e o retorno que vem com nosso próprio suor. Acho que é essa é a melhor forma para quem quer ter seu próprio negócio ou para quem não consegue chegar nem na metade do caminho de ser um escritor famoso”, acrescenta. 
Um dos pontos mais importantes desse processo para João Calazans, autor de “Dúvidas & Desejos”, é não ficar dependente de nenhuma editora e se beneficiar com a gratuidade do serviço, mesmo motivo que chamou a atenção da psicóloga e escritora Regina Araújo. “Estava muito descontente com vários orçamentos e acabei engavetando várias obras, até receber resultados positivos de vários concursos que tinha participado. Foi aí que decidi encontrar outra editora e descobri a PerSe. “Hoje, já consegui vender meus livros até em Portugal, Espanha e Suíça”.
Os direitos sobre a obra ficam exclusivamente com o autor e ainda existe a possibilidade de disponibilizar a versão eletrônica, o eBook, para download gratuito. “Para mim, este tipo de publicação é uma das melhores formas de se construir uma cultura digital e de levar os livros a inúmeros lugares, que antes não se poderia alcançar. Fiquei feliz ao ver meu livro sendo vendido no Amazon e ainda mais feliz quando os livros impressos chegaram aqui em casa e vi que a qualidade gráfica também é boa”, comenta Patrick Raymundo de Moraes, autor de mais de 31 livros.
"Eu acho que esse estímulo, essa divulgação e a projeção do livro pela PerSe passa a ser mútuo: somos parceiros em prol da leitura e da divulgação de pessoas que querem ser reconhecidas valendo-se das letras(que não são completamente digitalizadas). São também folheadas", comenta Geórgia Freitas, autora de "Morgan, a Sacerdotisa Atlante".
Passo a passo para publicação

  • Crie uma identificação para o seu livro: título, nome do autor, categorias, palavras-chave para buscas, edição, sinopse, entre outros;
  • Defina as caraterísticas físicas do seu livro: formato, acabamento, papel do miolo e se a impressão será feita em cores ou preto e banco;
  • Monte o conteúdo do seu livro: suba o arquivo para o sistema do PerSe e utilize-o para criar e produzir a capa do seu livro;
  • Defina o preço de venda do seu livro: você estabelece quanto quer receber por livro vendido e o sistema calcula o preço de venda;
  • Você escolhe também se quer vender o seu livro impresso, eletrônico (eBook), ou os dois;
  • Caso você queira ajuda para editar, revisar, lançar e divulgar o livro, o PerSe oferece uma série de serviços adicionais de publicação e marketing com um valor adicional.
Fonte: Yahoo