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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Sintomas do ataque de pânico podem parecer com infarto

Você está tranquilo em casa e, de uma hora para outra, começa a sentir taquicardia, acompanhada de dor no peito, falta de ar e tremor. Qual seria a sua primeira reação? Ir a um pronto-socorro? Ligar para o cardiologista? O recomendado é, realmente, diante de tais sintomas, procurar atendimento médico o mais rápido possível. Mas, em muitos casos, depois de realizados os exames, constata-se que a pessoa não tem problema físico. Isso é o que ocorre com 90% dos pacientes que sofrem de transtorno do pânico, que se manifesta por ataques intensos de ansiedade, acompanhados de sintomas físicos.

Você está tranquilo em casa e, de uma hora para outra, começa a sentir taquicardia, acompanhada de dor no peito, falta de ar e tremor. Qual seria a sua primeira reação? Ir a um pronto-socorro? Ligar para o cardiologista? O recomendado é, realmente, diante de tais sintomas, procurar atendimento médico o mais rápido possível. Mas, em muitos casos, depois de realizados os exames, constata-se que a pessoa não tem problema físico. Isso é o que ocorre com 90% dos pacientes que sofrem de transtorno do pânico, que se manifesta por ataques intensos de ansiedade, acompanhados de sintomas físicos.

Segundo o psiquiatra e chefe do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Humberto Correa, em um primeiro momento, o ataque de pânico se assemelha a uma doença orgânica. “A pessoa pensa que está infartando. Com frequência, o primeiro contato médico que ela tem é com um serviço de atendimento de urgência. Esses profissionais precisam ser capazes de identificar a doença e encaminhar o paciente para um especialista”, observa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que de 3% a 4% da população mundial tenha trastorno do pânico. Assim como a depressão, ele costuma ser mais frequente em mulheres. Cientistas, porém, ainda não descobriram a razão dessa diferença. Segundo Humberto Correa, mesmo que o transtorno possa se manifestar em qualquer idade, o normal é que ocorra em indivíduos adultos, geralmente na terceira década de vida. Os ataques duram de cinco a 20 minutos.

“O ataque de pânico normalmente ocorre sem nenhum fator desencadeante. A pessoa pode estar tranquila, dormindo, inclusive. A principal característica é de uma ansiedade maciça. São dois tipo de sintomas: os psíquicos e os físicos. Os psíquicos são uma sensação de morte iminente, de que algo grave esteja ocorrendo ou esteja para ocorrer. Os físicos são ligados muito à esfera cardíaca e respiratória. E isso, possivelmente, vai desaparecer da mesma forma que apareceu”, completa.


Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP
Disponível em: <http://www.abp.org.br/portal/imprensa/clipping-2/>.Acesso em: 25 ago. 2015

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Com a ajuda da família

Relações de solidariedade podem diminuir o isolamento dos pacientes e o preconceito com transtornos mentais

Amigos próximos e pessoas da família, em geral, não sabem como agir quando alguém passa a apresentar sintomas de esquizofrenia. Diante da nova situação, repleta de dificuldades, é comum ficar entre dois extremos: refugiar-se no conformismo, que leva a não procurar tratamentos; ou adotar postura imediatista e iludindo-se com a ideia de que as coisas irão se resolver magicamente, de uma hora para outra, seja mudando o remédio, confiando em apenas um tipo de profissional da saúde ou simplesmente não aceitando o distúrbio.

O mais saudável, tanto para o paciente quanto para aqueles que o querem bem, é procurar um caminho intermediário. Ou seja: informar-se sobre a doença sem negá-la e compreender que se trata de um transtorno crônico, que exige cuidados em longo prazo. Os resultados, muitas vezes, são lentos e a melhora só é possível com a busca constante e cotidiana de resolução de problemas e de exercício de diálogo e atendimento multidisciplinar. A experiência tem mostrado que, com o acesso a informações corretas sobre os transtornos mentais, é possível estabelecer relações de solidariedade, diminuindo o isolamento dos pacientes e o preconceito.
Não raro, aqueles que convivem com o paciente também precisam de cuidados, já que a carga emocional pela qual passam é bastante forte. Por isso, é importante integrar-se a grupos de pessoas que vivem a mesma situação ou mesmo procurar atendimento psicológico individual.

Fonte: Scientific American Mente Cérebro

Perdidos na zona cinzenta

Pacientes em estados como vegetativo ou coma apresentam diferentes graus de consciência

A consciência parece ser uma questão de tudo ou nada – ou as luzes estão acesas ou apagadas –, mas na realidade ela pode estar presente em diferentes graus. As condições em que ela está comprometida são conhecidas como distúrbios de consciência (abaixo). Na maioria das vezes, resultam de trauma na cabeça ou de eventos como acidente vascular cerebral ou parada cardíaca, que provocam falta de oxigênio no cérebro: resultados tendem a ser piores com falta de oxigênio que com trauma. Pacientes podem progredir ou regredir de uma categoria a outra, exceto no caso de morte cerebral, da qual não há recuperação.

Morte cerebral: todas as funções do cérebro e do tronco cerebral cessam permanentemente.

Coma: perda de consciência é completa; ciclos de vigília e de sono desaparecem e os olhos permanecem fechados. O coma, que raramente dura mais de duas a quatro semanas, costuma ser temporário; depois, os pacientes ficam conscientes ou em um dos estados abaixo.

Estado vegetativo: ocorrem ciclos de sono-vigília e os olhos podem se abrir espontaneamente ou em resposta a estímulos, mas os únicos comportamentos apresentados tendem a ser de reflexo. Casos famosos: Terri Schiavo, Karen Ann Quinlan.

Estado minimamente consciente: pacientes podem parecer vegetativos, mas às vezes mostram sinais de consciência, como buscar um objeto após um comando ou resposta a uma ordem ou ao ambiente. Caso famoso: Terry Wallis, que recuperou a consciência após 19 anos.

Síndrome do encarceramento (locked-in): tecnicamente, esse estado não é um distúrbio de consciência, pois os pacientes estão totalmente conscientes, mas não conseguem se mover e podem equivocadamente ser considerados vegetativos ou com consciência mínima. Muitos mantêm a capacidade de piscar e de mover os olhos. Caso famoso: Jean-Dominique Bauby, que ditou um livro de memórias piscando o olho esquerdo.

Fonte: Scientific American Mente Cérebro
Disponível em: 
<http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/perdidos_na_zona_cinzenta.html>. Acesso em: 17 ago. 2015

Por que algumas músicas dão prazer físico?

Emoção da música
Não é preciso ser um instrumentista ou especialista em música para vivenciar percepções intensas quando se escuta uma canção.
A sensação atinge qualquer pessoa, a qualquer momento - em uma igreja ou em um shopping, em uma festa ou no ônibus a caminho do trabalho.
Muitos de nós já sentiram até leves arrepios ou formigamentos com certas músicas, mas algumas pessoas experimentam sensações tão fortes que as descrevem como "um orgasmo da pele".
Nós normalmente só respondemos dessa maneira a situações que podem assegurar ou ameaçar nossa sobrevivência: a comida, a reprodução ou o mergulho assustador em uma montanha-russa.
Então, como é que a música - que está longe de ser uma questão de vida ou morte - consegue mexer com o corpo e a mente de forma tão avassaladora quanto o sexo?
Orgasmo da pele
Psyche Loui, psicóloga da Universidade Wesleyan (EUA), arrebatada uma vez pelo Concerto para Piano No. 2 de Rachmaninov, realizou uma revisão das evidências e das teorias que tentam explicar o fenômeno.
Ela destaca que as sensações podem ser extraordinariamente variadas, para além dos arrepios que as pessoas normalmente reportam. Uma pesquisa realizada em 1991 com músicos profissionais e não músicos, por exemplo, descobriu que quase metade deles experimentou tremores, calor, transpiração e excitação sexual em resposta a suas canções favoritas, assim como a familiar sensação de frio na espinha.
Experiências tão variadas e intensas como essas podem explicar as origens do termo "orgasmo da pele". E, de fato, muitas culturas reconhecem abertamente as semelhanças entre as duas sensações de plenitude. Os sufis do norte da Índia e do Paquistão há tempos discutem uma dimensão erótica da atividade de escutar músicas a fundo.
Mesmo assim Loui e seu colega no estudo, Luke Harrison, preferem usar o termo francês frisson (emoção, sensação, excitação), para evitar conotações que possam constranger os voluntários envolvidos nos experimentos.
Por que algumas músicas dão prazer físico?
Já se sabe também que o cérebro controla o movimento usando ritmos musicais. Literalmente, as ondas cerebrais produzem música. [Imagem: Mark Churchland/Stanford]
Melodias surpreendentes
Assim como a própria psicóloga percebeu com o concerto de Rachmaninov, as pessoas conseguem apontar compassos específicos de uma música que liberam as sensações de prazer.
Usando essas informações, os pesquisadores puderam identificar os tipos de melodia que têm mais chances de detonar as diferentes sensações durante o frisson musical.
São particularmente poderosas as mudanças repentinas na harmonia, os saltos dinâmicos (do baixo volume para o alto volume), e as appoggiaturas melódicas (notas dissonantes que se confrontam com a melodia principal, como na canção Someone Like You, de Adele).
"O frisson musical extrai uma mudança fisiológica que está atrelada a um ponto específico da melodia", explica Loui.
Ao pedir a voluntários que ouvissem suas músicas favoritas enquanto passavam por um exame de ressonância magnética, neurocientistas conseguiram mapear as regiões do cérebro que respondem a essas canções. Isso os ajudou a tabular alguns dos mecanismos que podem corresponder a esse fenômeno peculiar.
Por que algumas músicas dão prazer físico?
Ouvir música faz o cérebro inteiro se iluminar, um fenômeno até agora sem equivalente em termos de atividade humana. [Imagem: Vinoo Alluri]
Doce antecipação
Um dos principais componentes parece ser a maneira como o cérebro monitora nossas expectativas, segundo Loui. Desde o momento em que nascemos (ou até antes, possivelmente), começamos a aprender certas regras que caracterizam a maneira como canções são compostas.
Se uma música segue de perto essas convenções, ela acaba sendo suave demais e não consegue atrair nossa atenção; se quebrar muito os padrões, elas soam como barulho. Mas quando compositores se equilibram na fronteira entre o familiar e o incomum, jogando com nossas expectativas usando prelúdios imprevisíveis, eles atingem um ponto fraco que provoca prazerosamente o cérebro. E isso pode produzir ofrisson.
A quebra das expectativas parecem dar um leve susto em nosso sistema nervoso autônomo, em sua região mais primitiva - o tronco cerebral -, produzindo a aceleração cardíaca, a falta de ar e a onda de calor que podem sinalizar o início do frisson.
Além disso, a antecipação, a quebra e a resolução de nossas expectativas dispara a liberação de dopamina em duas regiões essenciais - o núcleo caudado e o núcleo accumbens, um pouco antes e imediatamente depois do frisson.
"É uma resposta semelhante à que temos no sexo ou no uso de drogas, o que pode explicar por que achamos esse tipo de música tão viciante", explica Loui.
Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Não externar sentimentos pode fazer mal a saúde


Diversas pesquisas realizadas nos últimos anos tem apontado para um grande número de pessoas com doenças relacionadas a depressão e em muitos casos o isolamento ou a falta de alguém para conversar tem agravado ainda mais essa situação. Sentimentos reprimidos podem causar dor emocional e doenças físicas. Desabafar mágoa e ser sincero consigo mesmo é sempre a melhor saída para viver bem. 
O estresse do trabalho, a rotina cansativa de casa, uma enxurrada de problemas e não demora a aparecer uma tensão muscular, insônia ou impaciência em tudo que vai se fazer. Muita pessoas ficam remoendo as mágoas e preferem reprimir a dor por medo de expor os sentimentos ou por não conseguir colocar para fora toda a angústia que está ali martelando sem parar e acaba não percebendo que estocar mágoas e sofrimentos faz mal para a saúde e para o coração principalmente.
Segundo Denise Diniz, psicóloga e coordenadora do Setor de Gerenciamento de Qualidade de Vida da Unifesp, alerta para os problemas em não conseguir digerir algumas emoções negativas.
"Nosso organismo não foi feito para guardar mágoas e sentimentos ruins. Tanto o corpo quanto a mente vão pesando na medida em que eles se acumulam e uma hora a panela de pressão transborda na tentativa de aliviar o sofrimento. É um processo natural. Na medida em que não extravasamos este sentimento e vamos dando a ele uma conotação negativa maior do que de fato ele deveria ter, sufocamos nossos limites emocionais e daí aparecem os sintomas físicos”
Os sentimentos ruins geralmente são causados pelas expectativas frustradas. Colocamos no outro ou naquela oportunidade a responsabilidade de resolver nossos problemas como se eles não fossem consequências dos nossos próprios atos, gerando assim a mágoa e o ressentimento.
"Todos nós criamos expectativas sobre a vida e toleramos até certo limite algumas frustrações. Quando elas extrapolam este limite, que é pessoal, e nos fazem sofrer, significa que algo está em desequilíbrio e é preciso resolver. O grande problema é que na hora da explosão, a pessoa se sente tão sufocada que sai atirando para todos os lados, magoando as pessoas que estão ao seu redor sem perceber. É preciso tempo e paciência para aprender a lidar com os sentimentos sem ferir as pessoas e nem a si mesmo"
Uma boa forma de resolver esse problema é a própria pessoa entender o que te de fato a fez mal e porque a situação ganhou tamanha dimensão em sua vida e a partir daí buscar o equilíbrio necessário. Muitas pessoas costumam guardar a mágoa e os sentimentos ruins por não conseguirem extravasar, por consequência vem à tristeza e a angústia. Isso ocorre porque temos temperamentos e limites diferentes fazendo com que alguns levem sem traumas as decepções do dia a dia, enquanto outros guardem e fiquem remoendo as dores.
"É algo muito pessoal a forma que cada um reage às adversidades. Se você é tímido, reage de um jeito; se é inseguro, age de outra maneira. O importante nesta questão é perceber que quem cria a conotação negativa que gera a mágoa e o ressentimento somos nós. A pessoa pode até ter errado com você, mas a intensidade disso na sua vida quem dá é você mesmo"
 
Foto: Via Web
 Ainda de acordo com a psicóloga da Unifesp, a dor emocional se torna física quando a intensidade que damos ao fato que nos magoa chega a interferir na atividade cerebral de modo a dificultar o envio de estímulos nervosos responsáveis pela execução de algumas funções de nosso organismo.
"O cérebro deixa de comandar alguma função e o corpo reage sinalizando onde está o problema. A gente se adapta as novas situações, isso é um processo natural, porém, quando algo nos machuca a ponto de extrapolar nossos limites, a dor emocional bloqueia alguma função física que já é propensa a ter problemas ou intensifica os sintomas de alguma doença já existente"
Para ela, os sintomas emocionais podem acometer três áreas interdependentes das nossas vidas de modo a influenciar umas às outras de acordo com a origem do problema emocional.
"Quando a pessoa tem uma doença que tem origem emocional, dificilmente consegue desempenhar com total desenvoltura suas atividades sociais e começa a dar sinais físicos. É um conjunto de fatores que se somam e vão se acumulando. Quando o corpo reage com sintomas de alguma doença é porque a pessoa extrapolou seu limite emocional e o organismo responde tentando eliminar a dor"
Dentre os sintomas físicos que podem estar relacionados à dor reprimida estão: úlcera, hipertensão, alergias, asma, estresse, e a longo prazo, câncer. Para quem convive com pessoas que sofrem de dor reprimida é sempre bom observar os níveis de irritabilidade, ansiedade, agressividade, nervosismo e verificar se essa pessoas está com alguma queda de desempenho no trabalho, tendência ao isolamento, apatia, conflitos domésticos.
Reconhecer o problema e lidar com ele da forma mais clara possível pode parecer uma boa opção mas nem sempre é, de acordo com Denise Diniz as pessoas conseguem lidar com a dor que sentem.
"Conversar com o outro que os magoou significa trair seus valores morais e isso as maltrata mais do que a mágoa ou a dor reprimida",
Explica ela apontando que nestes casos, é melhor trabalhar para que ela supere a dor e siga em frente.
Fonte: (EN)Cena

Ensinando generosidade para crianças: você está fazendo isso certo?


Em uma sociedade cada vez mais individualista e virtual, alguns valores tem se perdido. Um deles é a generosidade, gesto simples que exige acima de tudo boa vontade, talvez para um adulto seja mais difícil de ser ensinado, mas crianças por natureza estão bem suscetíveis a todo aprendizado oferecido.
Segundo uma pesquisa realizada pelo psicólogo Richard Weissbourd de Harvard e divulgada ano passado, 80% das crianças entrevistadas afirmavam que os pais estavam mais preocupados com o bom desempenho e a felicidades dos filhos (os entrevistados) do que se estavam sendo generosos.
Para o pesquisador, as crianças não nascem boas ou más, cabe aos pais educa-las pra que sejam respeitosas e se preocupem com sua comunidade em todos os estágios da vida. Richard alerta para o fato de nossa sociedade  afirmar o tempo todo que precisamos ser competitivos, alimentando desde cedo nos pequenos o desejo de ser o primeiro e melhor em tudo. Outra dificuldade apontada é o individualismo, onde cada vez mais fechados no seu contexto social, e na busca por uma vida mais digna as pessoas esquecem de se preocupar umas com as outras.
Apesar de nos encontrarmos em meio a uma crise moral sempre é possível mudar o quadro em estamos e para isso Weissbourd aponta cinco estratégias a serem utilizadas:
Foto: Via web
 1 – Faça seu filho se preocupar com a necessidade do outro.
Crianças precisam aprender o equilíbrio entre as necessidades delas e dos outros, seja pra tocar a bola em jogo para um amigo ou para se manifestar contra o bullying que um amigo está sofrendo. Se certifique de que seu filho trata todos os colegas, mais novos ou mais velhos, com respeito. Pergunte na escola como ele se porta em grupo e seja exemplo de conduta em casa.
2 – Crie oportunidades para que seu filho seja generoso.
Crianças precisam praticar a gratidão e a contribuição com outros. Aprender a se importar é quase como aprender a tocar um instrumento. Não recompense seu filho por cada tarefa cumprida na casa. Pode parecer estanho, mas deixe que a participação dele se torne natural e o agradeça por colaborar com tudo ao final de todas as tarefas. Converse com seu filho sobre exemplos de pessoas que se importam em acontecimentos na TV, na comunidade, nos jornais e por aí vai. Faça a gratidão ser visível à ele no seu dia a dia.
3 – Expanda o círculo de preocupação do seu filho.
Vá para além dos amigos e família. Faça os perceberem como decisões deles podem afetar um grupo maior do que eles imaginam. Deixe-os perceber com quantas pessoas interagem em um dia e quão grato podem ser por elas. Seja respeitoso com todas elas e os ensine a serem também. Converse sobre algumas notícias de jornal para que eles entendam como decisões de alguns afetam muitos.
4 – Seja um modelo moral e um mentor.
Por vezes queremos que nossos filhos sejam coisas que não somos, e isso raramente funciona. Por isso, verifique seu comportamento com todos que te cercam. Praticar a honestidade com as crianças. Conversar sobre dilemas simples. Exemplo: Devo convidar para meu aniversário dois amigos meus que não se gostam?
5 – Oriente seus filhos a administrarem sentimentos destrutivos.
Sentimentos destrutivos como raiva, inveja e vergonha podem atrapalhar a tentativa de ser respeitoso ou generoso. Precisamos ensinar as crianças que está tudo ok se sentirem isso, mas que há algumas formas de lidar com isso que não são saudáveis. Ensine seu filho a inspirar pelo nariz e expirar pela boca contando até cinco, primeiro em momentos em que estiver calmo e depois passando para momentos em que estiver irritado. Após a respiração, ajude-o a pensar em formas de lidar com aquilo sem prejudicar nem a ele e nem a outros. Com o tempo ele fará isso sozinho.
Para a professora Luana Palaci, 22 anos, essas lições são exercitadas diariamente em sua rotina com a filha Anna Sofia de 3 anos.
“Eu converso muito com ela, mas criança aprende mesmo é no momento em que precisa exercer aquilo, como por exemplo quando ela ajuda outra criança ou divide o que é dela. Quando ela precisa exercer em casa é que eu intensifico o que ensinei: “Lembra que a mamãe te ensinou”.
Além do diálogo constante é preciso também ter o auxílio dos familiares e de quem mais estiver envolvido no cotidiano da criança. Segundo Luana, apesar da ausência do pai de Anna Sofia ela conta com a ajuda principalmente da mãe e da irmã que também estimulam a criança a ter o habito do respeito e generosidade.
“Ela é muito inteligente, quando conversamos ela me conta histórias das vezes que ajudou um amigo ou dividiu balinhas na escola e por aí vai. Minha mãe e irmã também trabalham muito com ela, as vezes até mais que eu (Risos)”
Foto: Via web
Quando questionada sobre as maiores dificuldades encontradas no processo de ensino Luana afirma que é Para muitos a maior dificuldade em difundir esses valores para as crianças é o fato de muitas crianças na escola de Anna Sofia terem uma criação que valoriza a individualidade colocando a perder horas de esforço diário em ensinar o que ela acredita ser certo e ao chegar na escola a criança ver o exemplo contrário nos colegas.
“A maior dificuldade é quebrar sentimentos que ela já descobriu sozinha. O egoísmo nas crianças é muito intenso. Ensinar sobre generosidade e gentileza é difícil quando o egoísmo está tão aflorado. Aquela coisa do é meu, só meu. Só eu posso, só eu quero. E por ela ser filha única a coisa fica mais complicada. Na escola, quase tudo que ensino se quebra. Lá ela vê os outros fazendo o contrário do que eu ensino e repete, isso torna o meu trabalho com ela mais difícil. Aí entra o exemplo, ela me vê fazendo, então ela aprende. Isso tira um pouco a força que o exemplo dos amigos da escola dão pra ela”.
Apesar das dificuldades ensinar crianças é mais fácil que ensinar adultos, portanto todo esforço para ensinar coisas boas a eles deve ser feito.
Fonte: (EN)Cena

Dormir ajuda a recuperar memórias esquecidas

Dormir não só protege as memórias do esquecimento, mas também as torna mais fáceis de serem acessadas no futuro.
Os resultados dos experimentos que demonstram essa ligação sugerem que, após um bom sono, somos mais propensos a lembrar de fatos que não conseguíamos nos lembrar antes de ir dormir.
Palavras inventadas
Em duas situações experimentais, nas quais voluntários se esqueciam de informações ao longo de um período de 12 horas de vigília, uma noite de sono foi suficiente para promover o acesso aos traços de memória que tinham inicialmente sido fracos demais para serem recuperados mais tarde, antes de dormir.
O experimento acompanhou a lembrança de palavras novas - palavras inventadas - aprendidas ou antes de uma noite de sono, ou de um período equivalente de vigília. Os voluntários tentaram se lembrar das palavras imediatamente após tê-las visto, e depois novamente após o período de sono ou de vigília.
A principal diferença foi entre as palavras que os participantes conseguiram se lembrar tanto no teste imediato quanto no reteste depois de 12 horas, e aquelas das quais eles não se lembravam no teste, mas conseguiram se lembrar no reteste.
Recuperar mais do que reter
Em comparação com a vigília diurna, o sono ajudou a resgatar mais memórias não lembradas no primeiro teste do que evitar o esquecimento das palavras já lembradas no teste - dito de outra forma, foi mais fácil recuperar palavras esquecidas inicialmente do que reter aquelas inicialmente lembradas.
"O sono praticamente dobra nossas chances de lembrar de um material previamente esquecido. O impulso pós-sono na acessibilidade da memória pode indicar que algumas memórias são aguçadas durante a noite. Isso dá suporte à noção de que, durante o sono, nós ensaiamos ativamente informações marcadas como importantes," interpreta o professor Nicolas Dumay, da Universidade de Exeter (Reino Unido).
Fonte: Diário da Saúde

Compra compulsiva é problema de saúde - e tem tratamento

Compra compulsiva - Oniomania
O ato de comprar desperta nas pessoas uma sensação de bem-estar, prazer e satisfação. No comprador compulsivo, esse sentimento é exagerado. 
Oniomania
O nome do transtorno é oniomania, a impulsão para comprar coisas - o termo é derivado do grego oné (compra, aquisição) e manía (insânia, fúria).
O que leva uma pessoa a comprar compulsivamente é que, muitas vezes, o ato de comprar serve como remédio para a angústia e a depressão, explica a psicóloga Tatiana Filomensky, coordenadora do Programa para Compradores Compulsivos, da USP (Universidade de São Paulo).
O ato de comprar desperta nas pessoas uma sensação de bem-estar, prazer e satisfação. No comprador compulsivo, esse sentimento não é diferente.
"O problema é que, para ele, isso é muito mais. Ele vai em busca dessa satisfação com uma frequência muito maior, porque não consegue atingir essa satisfação de outra maneira. A solução para as sensações desagradáveis, negativas e frustrações está nas compras. Muitos dizem que compram para preencher um vazio," explica Tatiana.
Sintomas do comprar compulsivo
O comportamento repetitivo e crônico de gastar descontroladamente gera consequências negativas para o indivíduo, além dos elevados índices de comorbidade (doenças relacionadas), como transtorno de humor e ansiedade.
Os principais sintomas da compra compulsiva são:
  • preocupação excessiva, perda de controle sobre o ato de comprar;
  • aumento progressivo do volume de compras;
  • tentativas frustradas de reduzir ou controlar as compras;
  • comprar para lidar com angústias ou outra emoção negativa;
  • mentiras para encobrir o descontrole com compras;
  • prejuízos nos âmbitos social, profissional e familiar;
  • problemas financeiros causados por compras.
A boa notícia é que a oniomania tem tratamento.
Tratamento da compra compulsiva
Para tratar esse transtorno, é necessário realizar uma avaliação psiquiátrica para diagnosticar as questões relacionadas aos problemas de cada indivíduo.
Paralelamente, é feito o tratamento psicoterápico, realizado em grupo. São 20 sessões, uma vez por semana, durante uma hora e meia. Dois psicólogos fazem o acompanhamento durante todo o período em que o paciente se encontra em tratamento, buscando ajudá-lo a entender o que acontece com ele, por que compra demasiadamente, quais os "gatilhos" que o levam a esse descontrole e o porquê desse comportamento compulsivo.
Segundo Tatiana, a doença não tem cura, mas consegue-se controlá-la. Os resultados do ambulatório são positivos, afirma: "As pessoas que passaram pelo tratamento e tiveram alta dizem que melhoraram muito e que mudaram o seu comportamento."
O importante, para a psicóloga, é tentar "ressignificar" o comportamento compulsivo, mostrar outras formas de a pessoa obter recompensas e sentir-se amada que não seja pelo viés do consumo compulsivo. Tatiana explica que não dá para simplesmente dizer para a pessoa não comprar nunca mais: "Temos que ensiná-la a entender quando é uma compra compulsiva e quando é normal."
Mais informações sobre o Programa para Compradores Compulsivos da USP podem ser obtidas no endereço eletrônico www.proamiti.com.br.
Fonte: Diário da Saúde

Aplicativo para treinar cérebro pode ajudar pessoas com esquizofrenia

Um jogo de "treino cerebral" para dispositivos eletrônicos desenvolvido na Grã Bretanha pode melhorar a memória de pacientes com esquizofrenia, ajudando-os em suas vidas cotidianas em casa e no trabalho, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (3).

Um jogo de "treino cerebral" para dispositivos eletrônicos desenvolvido na Grã Bretanha pode melhorar a memória de pacientes com esquizofrenia, ajudando-os em suas vidas cotidianas em casa e no trabalho, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (3).

Cientistas da Universidade de Cambridge disseram que testes feitos com um pequeno número de pacientes que jogaram o game por quatro semanas descobriram que tiveram melhorias na memória e no aprendizado.

O jogo, "Wizard", é desenhado para ajudar a chamada memória episódica - o tipo de memória necessária para lembrar onde você deixou suas chaves algumas horas atrás, ou para lembrar algumas horas depois onde você estacionou seu carro em um estacionamento com muitos andares.

Este estudo, publicado no periódico "Philosophical Transactions of the Royal Society B", descobriu que 22 pacientes que jogaram o jogo da memória incorreram significativamente em menos erros para tentar lembrar a localização de diferentes testes de padrões específicos.

"Precisamos de uma maneira de tratar os sintomas cognitivos da esquizofrenia, como problemas com a memória episódica, mas o progresso em desenvolver um tratamento com medicamentos tem sido lento", disse Barbara Sahakian do departamento de psiquiatria da Universidade de Cambridge.

"Este estudo de prova de conceito... demonstra que o jogo da memória ajuda onde as drogas falharam até então. E porque o jogo é interessante, até mesmo os pacientes com falta de motivação são estimulados a continuar o treinamento", afirmou.


Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria
Disponível em: <http://www.abp.org.br/portal/imprensa/clipping-2/>. Acesso em: 5 ago. 2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Não é demência, é seu remédio para o colesterol

Substâncias presentes em medicamentos de uso crônico podem provocar efeitos colaterais na memória e no aprendizado

O ex-astronauta Duane Graveline, da Nasa, voltava para casa, em Merritt Island, na Flórida, depois de uma caminhada numa manhã de 1999 quando, de repente, percebeu que não conseguia lembrar onde estava. Graveline, na época com 68 anos, cumprimentou sua mulher, na frente da casa deles, como se ela fosse uma estranha. Quando sua memória voltou, cerca de seis horas depois, ele se perguntou o que poderia ter provocado aquele surto de amnésia. Só uma coisa lhe veio à mente: poucos dias antes ele tinha começado a tomar um remédio à base de estatina.
A substância que baixa os níveis de colesterol, é usada em alguns dos medicamentos mais prescritos no mundo com esse propósito – e já salvou a vida de muitos pacientes cardíacos. Entretanto, recentemente um pequeno número de usuários tem apresentado inesperados efeitos colaterais no campo da cognição, como perda de memória, confusão mental e dificuldade de aprendizagem.
Centenas de pessoas já se queixaram das estatinas à MedWatch (a base de dados da Administração de Controle de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos), mas poucos estudos sobre o tema foram realizados até agora. Vários especialistas, no entanto, acreditam que uma pequena parcela dos usuários corre risco. Ainda assim, é importante alertar o público sobre possíveis efeitos colaterais das estatinas que podem ser confundidos com sintomas de demência em pacientes idosos.
Não é absurdo relacionar essas drogas à cognição, já que um quarto de todo o colesterol  do organismo se encontra no cérebro. Sua textura é semelhante à da cera, que tem, entre outras funções, ajudar a formar a estrutura das membranas celulares. Níveis elevados aumentam o risco de doenças cardíacas porque as moléculas que transportam o colesterol podem danificar artérias e bloquear o fluxo sanguíneo. O colesterol desempenha papel fundamental na formação de conexões neurais – ligações vitais que constituem a base da memória e da aprendizagem. Raciocínio rápido e reação imediata também dependem do colesterol, pois essas moléculas funcionam como “tijolos”, formando o revestimento que isola os neurônios e acelera a propagação de sinais elétricos. “Não entendemos como uma droga que age num percurso tão importante não teria reações adversas”, comenta Ralph Edwards, ex-diretor do Centro de Monitoramento de Drogas da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Uppsala, na Suécia.
Testes publicados pelo farmacologista clínico Matthew Muldoon, da Universidade de Pittsburgh, sugerem relação entre estatinas e problemas cognitivos. Um deles, realizado com 209 participantes com altos níveis de colesterol, mostrou que pessoas que ingeriram pílulas de placebo tiveram melhor desempenho em testes de atenção e de tempo de reação medidos durante seis meses do que os voluntários que tomavam estatinas. Eles se saíram melhor provavelmente em razão da repetição de exercícios, como geralmente ocorre. Outro estudo, realizado com 60 usuários de estatina que relataram problemas de memória, publicado no periódico científico Reviews of Therapeutics, revelou que mais da metade afirmou que os sintomas melhoraram quando pararam de ingerir o medicamento.
Muitos especialistas concordam que para a maioria das pessoas o risco de usar estatinas é pequeno. Os efeitos adversos, porém, parecem consideráveis. Alguns pesquisadores acreditam que as vítimas têm perfil genético que as predispõe ao risco. A médica Beatrice A. Golomb, professora da Universidade da Califórnia, em San Diego, sugere que pacientes com defeitos nas mitocôndrias (estruturas celulares que produzem energia) podem formar um grupo de risco. As estatinas impedem que o organismo produza um antioxidante capaz de neutralizar a ação prejudicial dos radicais livres criados pela atividade mitocondrial. Se as células do cérebro, que consomem grandes quantidades de energia, já tiverem problemas, a terapia com estatinas poderá potencializar danos, causando, por exemplo, o comprometimento da aprendizagem.
A teoria de Golomb foi reforçada por um estudo coordenado pela geneticista Georgirene Vladutiu, da Universidade de Buffalo. Ela observou que usuários de estatinas que relataram efeitos colaterais como dores musculares estão mais propensos a apresentar falhas genéticas preexistentes relacionadas à produção de energia celular. Curiosamente, porém, alguns estudos também sugerem que as estatinas parecem melhorar a memória de algumas pessoas, diminuindo o risco de demência. Esse efeito benéfico surge porque o colesterol está envolvido na produção de proteínas indicadoras de doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Ou seja: mesmo que as estatinas sejam neurologicamente vantajosas para alguns elas podem ser problemáticas para outros, visto que os efeitos colaterais provavelmente surgem devido a variadas reações bioquímicas.
Como as estatinas têm fórmulas diferentes, é possível que interfiram em inúmeros processos mentais, e, como os usuários têm diferentes predisposições genéticas, a simples troca de medicamento pode ajudar aqueles que estão recebendo sinais de alerta, como esquecer nomes de pessoas conhecidas e até próximas com muita frequência. Em um estudo de 2009 publicado no periódico Pharmacotherapy, Golomb e Marcella A. Evans, aluna de pós-graduação da Universidade da Califórnia em Irvine, analisaram as características de 171 usuários de estatinas que relataram prejuízos à cognição. As descobertas parecem indicar que pessoas que utilizam estatinas mais potentes correm risco maior do que as que tomam drogas mais fracas.
Graveline, hoje com 84 anos, tem certeza de que seu remédio provocou o surto de amnésia. Embora tenha parado imediatamente de tomar a medicação, seu médico – que não acredita nesta tese – convenceu-o, meses depois, a fazer nova tentativa. Após oito semanas de tratamento Graveline sofreu um novo surto de amnésia e abandonou completamente as estatinas. Até hoje o ex-astronauta, que controla o colesterol com dieta, garante que nunca se sentiu tão bem. Mas ele também sabe que para muitas pessoas os benefícios que as estatinas proporcionam superam os riscos. “Não estou pedindo que essas substâncias sejam banidas, apenas sugiro que os médicos estejam cientes de seus efeitos colaterais sobre o cérebro.”

Fonte: Scientific American Mente Cérebro

Qual é a melhor maneira de combater a perda de memória?

Qual é a melhor maneira de combater a perda de memória
Pergunte quais são as maiores preocupações de qualquer pessoa com mais de 40 anos e uma das respostas mais comuns será o medo de perder a memória.
Há algumas maneiras bem conhecidas de manter a saúde - não fumar, manter-se dentro do peso ideal ou não desenvolver diabetes do tipo 2.
Mas pode-se fazer algo para realmente melhorar o cérebro? Pesquisadores britânicos desenvolveram um teste para tentar descobrir.
Exercícios ou arte
Para esse teste, feito em parceria com a Universidade de Newcastle, na Inglaterra, foram recrutados 30 voluntários. Eles foram submetidos a diversos exames que analisaram memória, habilidade de resolver problemas e velocidade de reação.
Todos receberam um monitor de atividade, que mediu o quanto e quando eles se moviam. Em seguida, os voluntários foram separados aleatoriamente em três grupos. Cada grupo recebeu uma atividade diferente, que deveria ser feita durante oito semanas.
A tarefa para um dos grupos era simplesmente andar rapidamente, a ponto de ficar quase sem ar, durante três horas por semana. A ideia é que a caminhada - ou qualquer forma de exercício vigoroso - mantém o cérebro alimentado com sangue rico em oxigênio.
O segundo grupo teve que fazer jogos, como palavras cruzadas ou sudoku, também por três horas por semana. A justificativa é que o cérebro se beneficia dos desafios.
Finalmente, o terceiro grupo teve aulas de arte cuja tarefa envolvia desenhar o corpo de um modelo.
Quem se beneficiou mais?
No final do experimento, quase todos no primeiro grupo relataram uma grande melhoria em seu condicionamento físico - quão fácil passou a ser uma subida, por exemplo. No segundo, os voluntários acharam os desafios difíceis no início, mas no final já estavam trocando dicas de Sudoku. Mas o terceiro grupo mostrou-se particularmente entusiasmado com a arte.
Os pesquisadores então refizeram a bateria de testes cognitivos e os resultados foram bem claros: todos os grupos tinham terminado a experiência um pouco melhor, mas o de maior destaque era o que tinha assistido às aulas de arte.
Mas por que ir a uma aula de arte pode fazer a diferença para coisas como a memória?
"Aprender algo novo envolve o cérebro de maneiras que parecem ser a chave. O seu cérebro muda em resposta a isso, não importa quantos anos você tenha," opina o psicólogo clínico Daniel Collerton, um dos especialistas que participou do estudo,
Benefícios físicos e sociais
Aprender a desenhar não era apenas um novo desafio para o grupo, mas, ao contrário das palavras cruzadas e do Sudoku, também envolvia o desenvolvimento de habilidades psicomotoras.
Capturar uma imagem no papel não é apenas intelectualmente exigente: envolve aprender a fazer os músculos na mão guiarem o lápis ou o pincel nas direções corretas. Um benefício adicional é que ir à aula de arte significava que durante três horas semanais eles tiveram que ficar em pé enquanto desenhavam ou pintavam.
Ficar de pé por longos períodos é uma boa maneira de queimar calorias e de manter o coração em boa forma.
A aula de arte também foi a mais ativa socialmente, outra coisa importante a ser levada em conta para manter o cérebro afiado. Este grupo reuniu-se regularmente fora das aulas e trocou e-mails.
O mais provável, segundo os pesquisadores, é que qualquer atividade de grupo que envolva ser ativo e aprender uma nova habilidade ajude a impulsionar o funcionamento do cérebro.
Fonte: Diário da Saúde

Papel da serotonina varia em diferentes tipos de ansiedade

Pesquisadores da USP descobriram que o papel desempenhado pela serotonina varia nos diversos tipos de transtornos de ansiedade.
A expectativa é que essa descoberta leva a um aprimoramento do diagnóstico e do tratamento desses transtornos.
Em pessoas com transtornos de ansiedade, existem pelo menos dois grupos que apresentam respostas diferentes a variações abruptas nos níveis de serotonina, conforme o tipo de transtorno.
Ansiedades diferentes
Em um dos grupos, o transtorno está mais relacionado a ameaças potenciais de risco imediato.
"Isso ocorre em casos de transtorno de estresse pós-traumático, fobia social e transtorno do pânico. Nessas situações, mais associadas ao medo, a redução muito rápida da serotonina tende a aumentar a sensibilidade aos estímulos temidos pelo portador do transtorno," relata Felipe Corchs, que realizou o estudo em conjunto com seu colega Marcio Bernik.
Quando o transtorno envolve ameaças potenciais distantes, como ansiedade generalizada e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), a queda abrupta da serotonina não provoca o aumento da sensibilidade aos estímulos causadores de sintomas.
"Embora os dois grupos de pacientes sejam tratados com o mesmo tipo de medicação, o controle dos distúrbios se dá a longo prazo", aponta o pesquisador. "A análise demonstra que a redução de serotonina influência os pacientes de modos diferentes, conforme o tipo de transtorno de ansiedade".
Classificação dos transtornos de ansiedade
De acordo com o pesquisador, novos estudos precisam ser desenvolvidos com metodologia específica para identificar as características clínicas exatas dos pacientes que têm esses dois perfis farmacológicos de forma independente dos atuais critérios diagnósticos do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) e da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID).
"Isto poderá contribuir para o delineamento de critérios diagnósticos baseados em etiologia, ou seja, do ponto de vista não dos sintomas, mas dos efeitos no cérebro", concluiu.
Triptofano
A evidência é baseada no estudo dos efeitos da redução abrupta dos níveis do triptofano, aminoácido precursor da serotonina, que faz a comunicação entre neurônios.
O triptofano não é produzido pelo organismo, sendo incorporado ao corpo humano por meio da alimentação (ingestão de proteínas).
Por ser o único único precursor da serotonina, sua redução abrupta culmina em queda abrupta também dos níveis de serotonina, que funciona como neurotransmissor nas células do sistema nervoso entre outras funções. Dessa forma, divergências nos efeitos dessa diminuição sobre os sintomas dos transtornos estudados permitiram avaliar supostas diferenças no papel da serotonina em subgrupos de transtornos agrupados sob o termo "transtornos de ansiedade".

Fonte: Diário da Saúde

Soneca diminui frustração e impulsividade

Soneca diminui frustração e impulsividade
Empregadores que adicionam um local para soneca no trabalho ou um intervalo mais longo podem ter funcionários mais produtivos. 
Sesta
Tirar uma soneca pode ser uma estratégia eficaz para neutralizar o comportamento impulsivo e aumentar a tolerância à frustração.
É cada vez mais comum para as pessoas, principalmente adultos, não conseguir dormir uma noite inteira.
Isto pode afetar negativamente a atenção e a memória de uma pessoa, sem contar a fadiga.
Em muitos países, é comum a prática da sesta, um momento de descanso após o almoço.
Pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) examinaram como um breve cochilo afeta o controle emocional dos adultos. Os 40 participantes, com idades entre 18 e 50 anos, mantiveram um horário de sono consistente por três noites, antes do teste.
Eles fizeram tarefas em computador e responderam a perguntas sobre sonolência, humor e impulsividade, sendo a seguir designados aleatoriamente para um período de descanso de 60 minutos ou de não-soneca, assistindo a um vídeo sobre natureza.
Produtividade
Aqueles que cochilaram gastaram mais tempo tentando resolver uma tarefa do que os que não descansaram. Estes, por sua vez, demonstraram-se menos dispostos a suportar frustração para completar a segunda bateria de exercícios. Além disso, quem cochilou relatou se sentir menos impulsivo.
Combinado a pesquisas anteriores, que demonstraram os efeitos negativos da privação de sono, os resultados indicam que permanecer acordado por um longo período de tempo impede as pessoas de controlar as respostas emocionais negativas.
"Nossos resultados sugerem que dormir a sesta pode ser uma intervenção benéfica para os indivíduos que são obrigados a se manterem acordados por longos períodos de tempo, o que aumenta a capacidade de perseverar diante de uma tarefa difícil ou frustrante," disse Jennifer Goldschmied, principal autora do trabalho.
Tirar uma soneca também pode ser uma estratégia rentável e fácil para aumentar a segurança no trabalho, disseram os pesquisadores. Empregadores que adicionam um local para soneca no trabalho ou um intervalo mais longo podem ter funcionários mais produtivos.
Fonte: Diário da Saúde