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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Hipnose pode gerar alucinações verdadeiras e automáticas

Um grupo multidisciplinar de pesquisadores da Finlândia (Universidade de Turku e Universidade de Helsinki) e da Suécia (Universidade de Skövde) recentemente encontrou evidências de que a hipnose pode modificar o processamento de um estímulo alvo antes que ele atinja a consciência.
As experiências demonstram que é possível modular hipnoticamente mesmo as características mais automáticas de percepção, tais como as experiências de cor. Os resultados foram apresentados em dois artigos publicados nas revistas “PLoS ONE” e “International Journal of Clinical and Experimental Hypnosis”. A parte finlandesa da pesquisa é financiada pela Academia da Finlândia.
A natureza das mudanças na percepção causadas pela hipnose tem sido um dos principais temas de controvérsia durante a história da hipnose. As principais teorias atuais da hipnose sustentam que usamos sempre ativamente a nossa própria imaginação para alcançar os efeitos de uma sessão de hipnose. Por exemplo, a ocorrência de alucinações visuais sempre requer o uso ativo do objetivo imaginário dirigido, e esse fenômeno pode ser experimentado com e sem a hipnose.
O estudo publicado na “PLoS ONE” foi feito com dois participantes altamente sensíveis à hipnose, que poderiam ser hipnotizados e desipnotizados usando apenas uma única palavra-chave. Os pesquisadores mediram as atividades cerebrais oscilatórias dos participantes em resposta a uma série de imagens exibidas rapidamente a eles: formatos geométricas – quadrados, triângulos ou círculos – nas cores ou azuis ou vermelhas. Os participantes foram hipnotizados e receberam algumas dicas de que certas formas sempre possuíam uma determinada cor (por exemplo, os quadrados são todos vermelhos).
Um participante informou que havia experimentando constantemente uma mudança na cor do objeto imediatamente quando uma forma sugerida aparecia na tela (por exemplo, ver um quadrado vermelho quando a cor real era azul). Os pesquisadores descobriram que esta experiência foi acompanhada de aumento da atividade cerebral de alta frequência logo 0,1 segundo após o estímulo aparecer, além de ter sido apenas observada em resposta às formas mencionadas nas dicas.
O segundo participante não experimentou nenhuma mudança de cor nem uma atividade cerebral diferente. No entanto, relatou uma sensação peculiar quando um formato anteriormente mencionado era apresentado. “Às vezes eu via e percebia que uma forma tinha a cor vermelha, mas o meu cérebro me dizia que ela tinha uma cor diferente”.
Este aumento na atividade cerebral oscilatória reflete a comparação automática de entrada para as representações de memória. Neste caso, a sugestão hipnótica “todos os quadrados são vermelhos” levou a um traço de memória que foi ativado automaticamente quando um quadrado foi apresentado.
Além disso, para o primeiro participante, o efeito foi forte o suficiente para substituir a cor real do quadrado. A correspondência deve ter ocorrido de forma pré-consciente, no momento inicial do efeito, por isso a mudança de cor imediata. Além disso, ambos os participantes relataram ter realizado o teste sob efeito da amnésia pós-hipnótica, sem memória consciente das dicas sobre a cor das figuras.
No artigo publicado na “International Journal of Clinical and Experimental Hypnosis”, o mesmo primeiro participante foi testado em um tipo de configuração semelhante. Nesse experimento, porém, foram coletados apenas os dados de comportamento, incluindo a precisão e os tempos de resposta no reconhecimento de cor.
Estes resultados mostram que uma sessão de hipnose afeta a percepção das cores de um determinado objeto antes mesmo da pessoa se tornar consciente da figura – como aconteceu com esse participante. Além disso, ele não foi capaz de alterar a sua experiência com os objetos apresentados visualmente sem o uso da hipnose. Ou seja, ele não conseguiu fazer com que as informações que já possuía em seu imaginário se sobrepusessem à força da hipnose.
É importante ressaltar que ambas as experiências foram feitas usando uma sugestão pós-hipnótica. O efeito foi sugerido durante a hipnose, mas a experiência foi sugerida para ocorrer após a hipnose. Assim, todos os experimentos foram realizados enquanto os participantes estavam no seu estado normal de consciência.

Este resultado indica que, utilizando a hipnose, é possível criar um traço de memória que influencia as fases anteriores e logo o início do processamento visual, já cerca de 0,1 segundo após o aparecimento de um alvo visual. Este resultado tem implicações importantes em psicologia e neurociência cognitiva, especialmente quando se estuda a percepção visual, a memória e a consciência. 

Fonte: Site Hyperscience

Disponível em: <http://hypescience.com/hipnose-pode-gerar-alucinacoes-verdadeiras-e-automaticas/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29&utm_content=Yahoo!+Mail>. Acesso em: 16 ago. 2013.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Livro aborda os medos sociais ligados às doenças

Livro traz ensaio de uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da área.
 
No dia 15 de agosto, às 18h30, acontece na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, em São Paulo, o lançamento do livro As Doenças e os Medos Sociais. Os ensaios reunidos na obra tratam, sob múltiplos olhares, da história das doenças, dos medos, da discriminação e de sua repercussão no meio social. A organização é da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade Racismo e Discriminação (LEER) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e da pesquisadora Yara Nogueira Monteiro, do LEER e do Instituto de Saúde de São Paulo.
A obra é resultado de um seminário organizado pelo LEER, em 2009. “Diante do sucesso de público, resolvemos desenvolver um projeto dedicado ao tema das doenças e dos medos, procurando incentivar pesquisas em nível de pós-graduação e abrir arquivos ainda desconhecidos ou desvalorizados pelos historiadores”, explica Maria Luiza.
Para a professora Yara Monteiro, “é importante destacar que os estudos envolvendo os medos, os sofrimentos e a exclusão social ligados às doenças já são bastante pesquisados há décadas em países como a França; já no Brasil, é algo mais recente”. Yara ressalta que, apesar da multiplicação dos saberes e dos avanços científicos que permitem, nos dias atuais, a cura de patologias como a hanseníase, ainda persistem no imaginário social certos arquétipos. “Um desses arquétipos é a origem dos males explicada pelo sobrenatural: uma doença que ocorre por punição divina ou sortilégio”, conta. No caso do sortilégio, a pesquisadora cita que, na Idade Média, boatos apontavam que judeus e leprosos espalhavam unguentos contaminados nos bancos das igrejas para contaminar os cristãos. “Muitos desses judeus e leprosos foram queimados nas fogueiras da Inquisição.”
Segundo Yara Monteiro, esses medos vão se transformando ao longo dos séculos e ainda permanecem no imaginário coletivo: numa versão atualizada, há boatos associados à aids, em que agulhas contaminadas com o vírus HIV seriam deixadas em bancos de cinema para contaminar quem senta no lugar; ou ainda a existência de pessoas que morderiam outras para transmitir o vírus causador da aids.
Perigos reais e imaginários
A professora Maria Luiza lembra que “ao longo da história, encontramos perigos reais e imaginários, sendo este, muitas vezes, construído com o objetivo de “criar” um inimigo para explicar o caos, a miséria, a inflação, a peste, o atraso, etc”. Por isso, é importante investigar os pontos de proliferação da “notícia” interessada em apontar um bode expiatório, incluindo-o em uma destas categorias: eleitos e condenados, bons e maus, sábios e tontos, covardes e valentes, desgraçados e afortunados.
“No plano do imaginário, as figuras dos judeus, dos negros e dos ciganos serviram — e ainda servem — como elo entre a realidade e o universo mítico. Basta analisarmos alguns elementos do discurso racista para identificarmos que algumas metáforas foram empregadas para transformar alguns grupos em “seres doentes”, “parasitas”, apresentados como perigosos como o cancro, a peste. Nas décadas de 1930 e 1940, por exemplo, o Estado alemão criou programas de esterilização e de extermínio com o objetivo de ‘limpar’ a sociedade e fortalecer a nação”, aponta Maria Luiza.
Medo como controle e exclusão
De acordo com a professora Maria Luiza, o medo transforma-se em uma forma de controle e exclusão social. Por isso, é preciso avaliar, do ponto de vista histórico e político, o papel da Igreja Católica e do Estado que, “ao longo dos séculos, valeram-se da imagem da peste e do cancro, para apontar os responsáveis pelos males que abalavam e ainda abalam as nações”.
“Nesta direção devemos preservar o patrimônio arquitetônico que herdamos das instituições que, no passado, criaram os leprosários, os hospícios, os asilos, dentre outros “resíduos” das políticas de exclusão e intolerância. Aliás, um ótimo tema que nos instiga a pensar, para 2014, o II Seminário sobre as Doenças e os espaços da exclusão”, finaliza.
Medo como sinônimo de insegurança
O livro está dividido em quatro partes. Como fio condutor de todos os artigos está o medo entendido como sinônimo de insegurança. A primeira parte engloba um conjunto de artigos que analisam o imaginário sobre a doença, com ênfase na temática dos novos e dos velhos medos, assim nas suas formas de representação na Arte.
A segunda parte tem como foco a sociedade brasileira que, desde os tempos coloniais, foi abalada por um conjunto de doenças que serviram para justificar a escravidão, o colonialismo, a violência e o racismo.
A terceira parte reconstitui os focos de difusão dos medos com ênfase no discurso nazista que, por intermédio da imprensa, do cinema, da fotografia, da charge, dentre outras tantas estratégias sedutoras, transformou os judeus em “cancros” sociais, identificados como representantes de uma raça degenerada.
A quarta e última parte oferece uma amplo painel sobre as fontes para os estudos sobre a saúde e a doença, ressaltando a importância da criação de uma rede Brasileira de História e Patrimônio Cultural da Saúde.

Fonte: Agência USP de Noticias

Disponível em:<http://www.usp.br/agen/?p=148063>. Acesso em: 15 ago. 2013.

Encontro capacita educadores físicos para trabalhar com saúde mental

Educadores físicos de Alagoas participaram, nesta quarta-feira (14), de capacitação sobre a reabilitação psicossocial como instrumento de trabalho deste profissional na saúde mental. O encontro foi realizado na sede do Conselho Regional de Psicologia e contou com a participação de educadores físicos de diversos municípios alagoanos.
 “O educador físico é um estudioso do movimento humano. Possui um papel fundamental no tratamento de transtornos mentais, podendo dar um novo significado ao cotidiano por meio de ações de prevenção e promoção de saúde”, explica a representante da Gerência de Núcleo de Saúde Mental (Gesam), Rosa Maria Vilela.
A capacitação foi uma realização da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e surgiu a partir da realização do evento esportivo dos Centros de Atenção Psicossocial (Copa Caps), onde foi constatada a necessidade de redirecionar as ações do educador físico para uma abordagem mais eficiente e dinâmica.
“A Copa Caps é realizada desde 2010. Por meio destas ações esportivas, vimos que era preciso criar um ambiente de troca de experiências e reflexão sobre a prática cotidiana”, afirma o educador físico e participante da Gesam, José Oseas de Oliveira.
Entre as propostas discutidas no encontro para o trabalho com os usuários do Caps, estão atividades funcionais, recreativas, competitivas e culturais. Por meio destas ações, é possível desenvolver capacidades individuais e coletivas, visando à melhoria da qualidade de vida do paciente.
Os participantes do encontro também assistiram às palestras “Conceituando a Rede de Atenção Psicossocial do Estado”, “As psicopatologias mais comuns” e “Atividade Física como instrumento terapêutico”, ministradas por Berto Gonçalo, Isabel Perini e Sidney Pimentel, respectivamente.

Fonte: Site Aqui Acontece

SMS apresenta serviços de saúde mental da PMJP em atividades nesta quinta

Nesta quinta-feira (15) a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por intermédio dos Centros de Atenção Psicosocial Caminhar e Ad III David Capistrano, participam da abertura oficial das atividades do Centro Regional de Referência para Formação Permanente de Profissionais da Rede de Atenção a Usuários de Crack e outras Drogas (CRR). Durante o evento, que acontece no Hotel Tambaú, a partir das 9h, serão realizadas oficinas e performances para divulgar as atividades dos serviços de saúde mental mantidos pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP).
O Caps AD III David Capistrano apresentará a performance do grupo Batucaps, formado por usuários do serviço. Eles construíram, com material reciclável, os instrumentos com os quais se apresentam. Já o Caps Caminhar participará da programação com seu grupo musical Respirando Artes, também composto de usuários. Haverá, ainda, oficinas de papetagem e de papel machê.
De acordo com o diretor geral do Caps Ad III, Leandro Roque, o objetivo é mostrar alternativas de reinserção social para usuários de álcool e outras drogas e também para quem sofre com transtornos mentais severos e persistentes. “Todos os dias desenvolvemos ações para os usuários. É importante que a população conheça essas ações, para poder reinserir melhor o usuário e fazer uso do serviço, se necessário”, destacou.
Ações – O CRR, do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), tem o objetivo de promover a capacitação de profissionais que atuam nas redes de atenção integral à saúde e de assistência social com usuários de crack e outras drogas e seus familiares, além de promover ações em rede visando à prevenção, intervenção, reinserção e recuperação de usuários e dependentes de substâncias psicoativas.

Fonte: Prefeitura de João Pessoa

PSICANÁLISE E SAÚDE MENTAL



Técnica mede consciência em pacientes com dano cerebral

magine a aflição do jornalista francês Jean-Dominique Bauby ao acordar, após 20 dias em coma, e descobrir-se todo paralisado --com exceção da pálpebra esquerda. Não haveria outro meio, sem o bater da pálpebra, de estabelecer se ele estava consciente ou não. Mas isso pode mudar, graças ao trabalho de um físico brasileiro publicado hoje na revista "Science Translational Medicine".
Foi do gaúcho Adenauer Girardi Casali, 35, a ideia que levou a um novo método para medir o nível de consciência de pessoas com dano cerebral grave, como Bauby. Mediado só por aparelhos, ele independe de movimentos do paciente e de sua interpretação pelo médico.
Em outras palavras, a invenção do grupo de Marcello Massimini na Universidade de Milão, onde Casali fez doutorado, abre uma janela para espiar o cérebro preso no escafandro, como Bauby descreveu a síndrome no livro "O Escafandro e a Borboleta".
Luciano Veronezi/Editoria de Arte/Folhapress
Não é trivial determinar se uma pessoa se encontra em estado vegetativo permanente, se tem um nível mínimo de consciência ou se está consciente e só não consegue responder. Nada menos que 68% dos que se mantêm no nível mínimo recuperam a consciência em um ano.
Uma equipe da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, afirma "conversar" com pacientes usando ressonância magnética funcional, que registra áreas em atividade no cérebro. Fazem perguntas, registram imagens da atividade cerebral e comparam com as de pessoas normais.
O teste de Massimini e Casali dispensa essa interação. "É entusiasmante trabalhar com coisas que podem ajudar pessoas assim", conta o brasileiro. Mas ele ressalva que a inovação ainda precisa ser validada com mais pessoas.
Batizado de PCI (índice perturbacional de complexidade), o método pode ser comparado com um radar.
Pulsos de ondas magnéticas são aplicados numa área de 10 cm² da cabeça --a "perturbação". Um eletroencefalograma mapeia então o que acontece no córtex cerebral.
O método matemático de Casali comprime os sinais dessa resposta cerebral e extrai deles um valor da quantidade de informação envolvida (o PCI), que depende do número, das áreas e da maneira como os neurônios "disparam". O PCI capta, assim, a complexidade da conversa entre as regiões do cérebro.
SINFONIA CEREBRAL
O conceito-chave é o de complexidade. Ele parte da noção de que a consciência se baseia em dois fatores: diferenciação (padrões variados de disparo) e integração (duração e quantidade de comunicação entre as partes ativadas do cérebro).
Pense numa sinfonia. O cérebro inconsciente seria como as passagens em que poucos instrumentos tocam uma só melodia, simples. A consciência corresponderia aos trechos em que toda a orquestra produz sequências diferentes de notas, porém sob a batuta do regente.
Até aqui, havia meios experimentais de sondar o nível de consciência captando uma coisa ou outra, não as duas simultaneamente.
Dos 52 participantes do estudo de Massimini e Casali, 32 eram pessoas saudáveis. Seus PCIs foram medidos quando estavam acordadas, dormindo e inconscientes após anestesia. Os outros 20 tinham dano cerebral e diferentes níveis de consciência.
A comparação mostrou que o PCI discrimina os estados, do vegetativo profundo à vigília, e torna possível dizer se o córtex mantém o grau de diferenciação e integração necessários para que o cérebro volte a abrigar a consciência --e, portanto, ajustar o tratamento em função do prognóstico.
Além da validação do método por mais equipes, será preciso acomodar os aparelhos usados para gerar o PCI num console que caiba numa UTI. "Hoje é um trambolhão", diz Casali. O grupo trabalha em protótipos com a empresa finlandesa Nexstim. 

Fonte: Folha de São Paulo

VIII Colóquio da Residência em Psicologia Clínica e Saúde Mental - Hospital Juliano Moreira


PSICOPATOLOGIA: Principais Quadros Clínicos


CICLO DE CONFERÊNCIAS DO CAMPO LACANIANO DE CURITIBA FÓRUM EM FORMAÇÃO


NOVOS CORPOS (CIBERNÉTICOS) E O INCONSCIENTE PSICANALÍTICO


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

I Mostra Científica do SUS-BA

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), por meio da Superintendência de Recursos Humanos (SUPERH) e da Escola Estadual de Saúde Pública (EESP), em parceria com a Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia, divulga a relação dos trabalhos selecionados para serem apresentados na I Mostra Científica do SUS-BA: educando para a saúde e no I Congresso Baiano de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O amor na prateleira

Uma maneira contemporânea – e pouco convencional – de conhecer possíveis parceiros tem sido experimentada por homens e mulheres empenhados em iniciar um relacionamento amoroso. Durante os “encontros rápidos”, que não duram mais do que poucos minutos, participantes avaliam diversos pretendentes. As decisões, também tomadas rapidamente, com base na impressão inicial causada pelo outro, evocam reflexões sobre como selecionamos nossos companheiros



Nesse tipo de encontro, que em geral acontece no salão de um bar usado exclusivamente para o evento, as mulheres permanecem sentadas e os homens, em fila indiana, se sentam em frente a elas para alguns instantes de conversa, até que toque um sino ou uma música para lembrá-los de que, como numa espécie de rodízio, é hora de passar para a frente e ceder seu par para outro. Entre um papo e outro, os participantes fazem anotações sobre os possíveis futuros namorados que mais os interessaram. No final, eles indicam os nomes das pessoas que gostariam de ver novamente para os organizadores do evento. Parece simples, mas cada variável no projeto do evento pode afetar os resultados.


Essa modalidade ganhou enorme popularidade, se espalhando para cidades de todo o mundo. Uma empresa de Nova York especializada nesse segmento, por exemplo, promove uma reunião assim quase todos os dias. Em 2011, a empresa de cupons on-line Group On hospedou o maior evento de encontro rápido do mundo, com 414 participantes que lotaram um restaurante em Chicago. A ideia se espalhou e agora, nos Estados Unidos, é cada vez mais comum empresas se reunirem assim com interessados em fazer investimentos e casais grávidos conhecerem candidatas a babás dessa maneira. Até cães desabrigados cortejam potenciais donos usando o formato de encontro rápido.

Há alguns anos, cedi à curiosidade e tentei participar de um encontro desse tipo. Quando a pequena campainha tocava logo após três minutos, muitas vezes eu ainda me encontrava tentando explicar a minha parceira daquele momento o motivo de meu sobrenome (que é holandês) ter quatro sílabas. Resultado: não consegui encontrar o amor da minha vida ali.

Reconheço, cometi alguns erros de iniciante. Mas algo me diz que não sou o único a ter dificuldades com encontros expressos. Mesmo que essa tentativa de se relacionar possa parecer eficiente para apreender várias informações de uma só vez, pesquisas revelam que o contexto em que fazemos uma escolha pesa sobre o resultado dessas decisões e influi na forma como nos relacionamos com suas consequências. Eventos que promovem encontros rápidos, em particular, favorecem um estilo de tomada de decisão que nem sempre pode funcionar a nosso favor. Mas saber como o ambiente influencia a mente – uma qualidade conhecida como racionalidade ecológica – pode nos ajudar a fazer melhores escolhas.


Os encontros tradicionais são casuais e dependem de detalhes aparentemente menores. Por exemplo, você se inscreveu para aula de ioga numa academia e conhece, na lanchonete, uma pessoa que o atrai; frequenta, com seus colegas de trabalho, o mesmo restaurante que o seu futuro amor. Ou mais comum ainda: vocês dois têm amigos em comum e inevitavelmente terminam se aproximando. O problema é que nem sempre estamos dispostos a esperar pelas “coincidências” e pelos “acasos”, se é que eles existem, para iniciar um relacionamento. Além disso, as pessoas que nos parecem bons candidatos a futuros parceiros nem sempre estão disponíveis e igualmente interessadas em nós. Da mesma maneira, nem sempre mantemos sentimentos recíprocos por quem gostaria de nos conhecer melhor.


Por isso, em tempos de virtualidade em alta, aproximações, paqueras e até namoros on-line estão cada vez mais comuns – e muitos deles são reconhecidamente promissores. Mas como não podia deixar de ser, também têm seus inconvenientes. São necessárias horas para peneirar perfis e criar cuidadosos e-mails de apresentação antes de combinar um encontro pessoalmente. Isso sem contar que muitas vezes a aproximação concreta com o escolhido (ou a escolhida) deixa a desejar, quando essa experiência é comparada ao que foi vivido virtualmente. Os encontros rápidos, no entanto, oferecem a oportunidade de conversar com muitos solteiros de forma objetiva – e ao vivo.


Apesar de muita gente ansiar pela diversidade das possibilidades de escolha, pesquisas recentes mostram que, quando se trata de relacionamentos afetivos, tendemos a obter mais sucesso quando o número de opções é menor. Em um estudo de 2011 publicado há poucos meses no periódico científico Biology Letters, o psicólogo Alison P. Lenton, pesquisador da Universidade de Edimburgo, e o economista Marco Francesconi, professor da Universidade de Essex, analisaram mais de 3.700 decisões referentes a relacionamento em 84 eventos de encontros rápidos. Os autores descobriram que, quando as perspectivas variam muito no que diz respeito a atributos como idade, altura, ocupação e escolaridade, as pessoas fazem menos propostas de namoro. O efeito é particularmente forte quando os indivíduos são confrontados com grande quantidade de possíveis parceiros. Além disso, em encontros rápidos em que as características dos participantes são muito variadas, a maioria não chega a, efetivamente, conhecer nenhum dos candidatos.


Pesquisas sobre namoro on-line corroboram essa conclusão. Um estudo realizado em 2008 por Lenton e Barbara Fasolo, da Escola de Londres de Economia e Ciência Política, indica que os participantes muitas vezes subestimam o fato de que o excesso de possibilidades possa afetar seus sentimentos. Curiosamente, candidatos que conheceram muitos potenciais parceiros mais alinhados com o que esperaram não experimentaram maior satisfação emocional do que quando tiveram menos opções.


A pesquisa preliminar de Lenton e Francesconi fornece algumas evidências sobre o motivo de algumas pessoas terem dificuldade em encontros rápidos. Eles descobriram, por exemplo, que quando o número de participantes em um evento desse tipo aumenta, as pessoas têm mais inclinação a seguir orientações inatas, conhecidas como heurísticas, em sua tomada de decisão. Em essência, a heurística é o conjunto de “regras de ouro” que temos arraigadas e nos permitem poupar esforço ignorando algumas informações disponíveis enquanto avaliamos nossas opções. Os pesquisadores descobriram que em situações nas quais o número de participantes é relativamente grande, as pessoas em geral atentam para características mais facilmente acessíveis – como idade, altura e grau de atratividade física, em vez de pistas mais difíceis de observar, como ocupação e grau de escolaridade.


Milhões de anos de experiência com heurísticas diferentes, em vários ambientes, aliados à evolução, que nos permitem adaptações ao longo do “percurso”, levaram nossa espécie a distinguir o que é mais eficaz. Falando de forma bem simplificada, boa aparência e vigor juvenil são realmente métricas úteis para o acasalamento porque revelam sinais de saúde – e indivíduos saudáveis têm mais chance de gerar filhos saudáveis, e propagar a espécie. Entretanto, se o que você procura é o amor da sua vida, há o risco de favorecer seleções estereotipadas – e ver o outro e a si mesmo como uma mercadoria. Ou seja: o problema com encontros rápidos e on-line parece estar na maneira como as pessoas procuram o que querem, identificando o parceiro em potencial como um “produto”.

Considerando essa óptica, própria da sociedade contemporânea, percebemos que artigos de fato são encontrados com uma simples pesquisa dirigida a qualidades objetivas. O modelo search goods (busca de mercadoria) inclui a procura por produtos como detergentes e vitaminas. Outros itens podem ser identificados apenas por meio de interação – experience goods (experiência com o produto) – que engloba filmes e animais de estimação, por exemplo.


Em um estudo publicado em 2008, o psicólogo Dan Ariely, da Universidade Duke, e seus colegas demonstraram que, quando se trata de namoro, as pessoas se enquadram em um tipo específico de experience goods. Os estudiosos pediram a 47 participantes solteiros, homens e mulheres, para listar as qualidades que procuravam em pessoas que considerariam namorar ou casar. Em seguida, avaliadores independentes classificaram as características como “possível de pesquisar” ou “possível de experimentar”. Em ambas as condições, homens e mulheres mencionaram mais traços possíveis de serem experimentados – quase três vezes mais para parceiros que pretendiam namorar e quase cinco vezes mais para pessoas que desejavam se casar.


Ariely e sua equipe argumentam que critérios como “a forma como alguém faz você rir” ou “como o seu parceiro faz você se sentir bem consigo mesmo” são mais difíceis de definir em um perfil on-line do que predileção por gatos, futebol ou bolo de chocolate, por exemplo, o que leva as pessoas a fazerem julgamentos com base em características “pesquisáveis”. Eles observaram que o uso de atributos como peso e altura na hora de escolher um parceiro é semelhante a tentar prever o sabor de um alimento com base em seu teor de fibras e calorias. Um argumento similar poderia ser usado em um encontro rápido, em que a conversa parece se assemelhar mais a uma entrevista do que a uma experiência divertida.


Em seu próximo livro, Lenton, Fasolo e sua equipe resumem a mensagem principal da pesquisa: a escolha de cônjuge, namorada ou namorado está associada com o ambiente social em que a decisão é tomada. Para conservar tempo e esforço mental, julgamos potenciais parceiros comparando-os com outros que encontramos em vez de compará-los com algum ideal cognitivo. Em um estudo desenvolvido por Raymond Fisman, da Universidade Columbia, foi perguntado aos participantes de um evento de encontro rápido o que procuravam em um parceiro em potencial. Posteriormente verificou--se que suas respostas não corresponderam aos perfis de pessoas que consideraram atraentes durante o evento. O que selecionamos depende do que mais está sendo oferecido.


Tornar-se consciente da maleabilidade de nosso gosto e ganhar controle sobre estratégias de tomada de decisão que costumamos utilizar significa agir com “racionalidade ecológica”. Sob certos enfoques, processos psicológicos envolvidos na escolha entre doces e frutas no supermercado e parceiros para se relacionar podem ser bem similares – as diferenças estão no envolvimento e nas consequências de cada situação.

Por isso, se alguém cogita participar de um encontro rápido, o melhor seria evitar conversas estáticas e padronizadas. Perguntar sobre rendimento anual e índice de massa corporal, no final das contas, pode causar sensação de desconforto no interlocutor. Para conseguir informações mais relacionadas a experiências, o melhor mesmo seria contar uma piada ou mencionar casualmente planos de saltar de Bungee Jump no próximo mês, por exemplo, para ver como a pessoa reage. Talvez se eu tivesse sido mais ecologicamente racional há alguns anos, a minha experiência no encontro rápido pudesse ter sido mais bem-sucedida.

Fonte: Revista Mente e Cérebro

Disponível em: <http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_amor_na_prateleira.html>.Acesso em: 13 ago. 2013.

Arte e dores psíquicas

Site reúne obras criadas por artistas com transtornos mentais 

“A arte é uma garantia de sanidade” foram as palavras pintadas pela artista plástica Louise de Bourgeois em uma de suas obras. Adepta desse pensamento, a ilustradora britânica Marie-Louise Plum decidiu compilar, na página Mental Spaghetti, desenhos, pinturas e colagens de pessoas com transtornos mentais submetidas a tratamento psiquiátrico. Os artistas, profissionais ou amadores, que enviam seus trabalhos são encorajados a relatar o contexto no qual suas obras foram produzidas. As duas telas ao lado, Colapso mental (2009) e Mentalmente bem (2009), foram pintadas em diferentes momentos da vida de Nicola Oliver, diagnosticada com transtorno bipolar. As mulheres nuas a ponto de serem massacradas pelo sapato simbolizam, segundo ela própria descreve, a vulnerabilidade que sentiu ao ter sido demitida depois de sofrer um ataque de pânico. Já os ratos confinados no segundo quadro representam seu momento atual, no qual consegue controlar melhor os sintomas. Para postar trabalhos no site, basta enviar uma foto da obra para Marie--Louise, que analisa as imagens: mentalspaghetti.org.

Fonte: Revista Mente e Cérebro



I Encontro Nacional Psicologia, Povos Indígenas e Direitos Humanos

Mais informações: http://psicologiaepovosindigenas.cfp.org.br/

CFP realiza debate online Suicídio: o luto dos sobreviventes

Dia 21 de agosto, a partir das 19:30

Na semana da (o) psicóloga (o), o Conselho Federal de Psicologia vai realizar o debate online “Suicídio: o luto dos sobreviventes”, no dia 21 de agosto, a partir das 19:30. O tema suicídio já foi debatido no dia 24 de julho e despertou interesse na categoria, atingindo 3.787 pontos conectados, ao vivo, e 350 perguntas enviadas aos palestrantes.
A conselheira do CFP, Monalisa Barros, será a mediadora debate, que vai contar com a presença da psicóloga Lúcia Cecília da Silva, professora da Universidade Estadual de Maringá, com experiência em Atenção em Saúde numa perspectiva fenomenológica e histórica; do psicólogo Marcelo Tavares, professor da Universidade de Brasília, onde coordena o Núcleo de Intervenção em Crise e Prevenção do Suicídio; e do médico Carlos Coloma, etnopsiquiatra do Distrito Sanitário Especial Indígena.
Psicólogas (os) de todo o Brasil podem acompanhar as discussões via internet no site www.cfp.org.br e participar enviando perguntas para o email eventos@cfp.org.br
Após a realização deste segundo debate sobre o tema, o CFP vai providenciar a transcrição do material para lançar uma publicação com referências técnicas para os profissionais da Psicologia.
Veja aqui (http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2013/07/documento-suic%C3%ADdio-traduzido.pdf)  o documento produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), intitulado “Saúde pública ação para a prevenção de suicídio”. Originalmente em inglês, o documento foi traduzido (trata-se de uma tradução não oficial) pelo CFP, com o intuito de dar visibilidade ao conteúdo de grande importância para os profissionais da área da saúde.
Conheça os palestrantes:
Lúcia Cecília da Silva
Doutora em Psicologia. Professora adjunta da Universidade Estadual de Maringá. Experiente na área de Psicologia, com ênfase em Fundamentos da Psicologia, Psicologia da Saúde e Atenção em Saúde numa perspectiva fenomenológica e histórica, atuando principalmente nos seguintes temas: abordagem fenomenológico-existencial, cuidado em saúde, psico-oncologia, morte e morrer.
Marcelo Tavares
Doutor em Psicologia Clínica. Professor Adjunto da Universidade de Brasília no Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura (PsiCC), onde coordena o Núcleo de Intervenção em Crise e Prevenção do Suicídio.
Carlos Coloma
Médico etnopsiquiatra do Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI/MS, PhD em antropologia com ênfase na antropologia médica e etnopsiquiatria.

Fonte: Conselho Federal de Psicologia 

A insensibilidade da tecnologia

Quando publicou o livro O Erro de Descartes (1994) para defender o papel da emoção dentro da racionalidade, o português Antônio Damásio marcava um ponto até então fora dos estudos de neurociência. Hoje, parte significativa da área se curva às questões apresentadas por ele. As pesquisas sobre cérebro abriram-se para os aspectos biológicos das decisões morais e deram origem a disciplinas que lidam com os vieses irracionais da nossa mente, como neuroeconomia, neuromarketing e economia comportamental. O papel da emoção nas decisões nunca foi tão considerado. 


Em passagem pelo Brasil para fazer uma palestra no evento Fronteiras do Pensamento, o cientista falou a GALILEU sobre o risco do nosso atual consumo veroz informação: ele poderia estar deixando respostas emocionais em descompasso no cérebro. “Não há nenhum sinal de que consigamos despachar emoções na mesma velocidade que se despacham ideias.” Confira a seguir a íntegra da entrevista, em que o pesquisador também fala sobre diferenças entre emoção e sentimento, como cultura e biologia se alimentam simultaneamente e opina sobre os rumos da neurociência. 


Há 20 anos você discute o papel das emoções no cérebro. O que se descobriu desde então? 
A possibilidade de compreender o mundo afetivo junto com o intelectual. A neurociência antes tinha sido dominada por uma tentativa de compreender aspectos intelectuais da mente: linguagem, raciocínio. Pensava-se que isso era o que importava, mas a racionalidade não se pode separar do afetivo. Conseguimos nesses 20 anos fazer grandes avanços, perceber o mundo extraordinariamente largo das emoções e começar a compreender uma coisa que está ligada à emoção: o sentimento. Um recente artigo nosso trata do aspecto celular dos sentimentos, que estamos a investigar. 

Qual a diferença entre emoção e sentimento? 
A emoção é um programa de ações sucessivas, uma espécie de concerto de ações. É disputada pela mente, mas acontecem dentro do corpo, nos músculos, nos pulmões, nas reações endócrinas. Já os sentimentos são a experiência mental que temos daquilo que está a passar no corpo. As emoções pode-se ver por aquilo que se passa na minha cara, nos movimentos que faço. Os sentimentos você não pode ver. Se você sente uma profunda tristeza e quer se comportar como se estivesse alegre, vai me enganar porque eu não posso ler aquilo que se está a passar na sua cabeça. É uma diferença fundamental entre aquilo que é mental e aquilo que é comportamental. 

Há esse componente biológico mesmo em emoções com valor moral, como a compaixão? 
Emoções como admiração e compaixão possuem um componente biológico, um grande valor adaptativo. Na ligação entre a mãe e a criança: se não houvesse uma extrema ligação afetiva, em circunstâncias de compaixão imediata, não haveria sobrevivência possível. Já a admiração tem muito a ver com ligações de poder. É como se numa relação de poder um indivíduo acabasse por respeitar extraordinariamente outro que é mais forte. Isso acontece entre seres humanos, e também nas relações de dominância e subserviência entre primatas. O mais forte é o que berra mais, que pula e que os outros acabam por se submeterem. Como por exemplo a admiração que temos a uma pessoa que é moralmente superior, a uma pessoa que é mais habilidosa, como um músico, um grande escritor, é uma relação de subserviência intelectual. 


Fonte: Revista Galileu

Palestra Aberta: VIOLÊNCIA E VITIMIZAÇÃO


Primeira pesquisa do gênero explica porque ações valem mais do que palavras

Muito pouco se sabe sobre os processos psicológicos que nos permitem perceber um assaltante em potencial no meio de uma rua movimentada ou detectar um velho amigo aproximando-se em uma sala lotada. Estes juízos de intenção social, que fazemos inúmeras vezes a cada dia, nos permitem responder de maneira apropriada o mundo dinâmico e complexo que nos rodeia.
George Mather, professor de Ciência da Visão da Universidade de Lincoln, Reino Unido, e um dos maiores especialistas sobre a percepção visual humana, vai liderar um novo projeto de pesquisa que investiga os mecanismos por trás dessa habilidade crucial de perceber e interpretar as intenções de outras pessoas e a forma como elas se movem.

Leia reportagem completa: http://hypescience.com/primeira-pesquisa-do-genero-explica-porque-acoes-valem-mais-do-que-palavras/

Fonte: Site Hyperscience

Evento Comemorativo do Dia do Psicólogo "Os Sentidos da Cura em Saúde Mental"

Convite de evento comemorativo do dia do (a) Psicólogo (a) que ocorrerá no dia 22 de agosto (quinta-feira) às 9h, no auditório do Hospital Juliano Moreira.

Mais informações: lspdf@yahoo.com.br

Fonte: Comissão Pró- Associação de Profissionais de Saúde Mental da Bahia.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pesquisa sugere que terapia online funciona tão bem quanto a convencional

A explicação é que a possibilidade do anonimato faz com que o paciente se sinta menos oprimido ao passar pelo tratamento

Pesquisadores na Alemanha e na Suíça avaliaram a potencialidade de sessões psicoterápicas realizadas pela internet com pacientes que apresentavam quadro de depressão. O estudo foi o primeiro a acompanhar o desenvolvimento de um grupo de pessoas aleatórias, parte em consultas presenciais e parte virtuais, porém sujeitas a apenas um método de tratamento, e com durações idênticas. O trabalho concluiu que a eficiência da consulta online não difere significativamente da presencial, mas em longo prazo pode gerar resultados ainda mais duradouros do que os obtidos com o divã. 

A pesquisa acompanhou 62 pacientes depressivos e os dividiu em dois grupos que receberam ambos um tratamento de 8 semanas, com sessões de 1 hora, uma vez por semana, por um dos seis psicólogos participantes que fizeram uso de terapia cognitivo-comportamental – método que, grosseiramente, consiste na identificação de problemas e na elaboração de tarefas a serem realizadas pelo paciente para sua própria assimilação e resolução das causas dos tais problemas identificados. Metade recebeu tratamento presencial, a outra metade teve seu atendimento reduzido à internet, apenas através de texto. 
O índice de melhora (que deixaram de apresentar sinais de depressão) entre os que não foram até os consultórios foi de 53%, vantagem de três pontos em relação aos 50% dos pacientes presenciais. A diferença, no entanto, foi considerada “não significativa” pelos pesquisadores. A novidade apresentada pelo trabalho estava por vir. 

Após acompanhar os pacientes por três meses depois de finalizadas as sessões avaliadas, constatou-se que 57% dos que fizeram terapia online continuavam a não apresentar sintomas de depressão, enquanto no outro grupo esse número havia caído para 42%, ou seja, pacientes ora livres de sinais de depressão tornaram a ser diagnosticados com o transtorno. 
A explicação para o fenômeno, dizem os pesquisadores, é que por se tratar de um tratamento remoto, sem identificação visual e, portanto, baseado no anonimato o paciente quase não nota estar dialogando com um 
profissional dedicado a solucionar os seus problemas, o que o dá a noção de estar resolvendo suas próprias dificuldades. A mesma auto-suficiência pode não ser observada no grupo presencial que interage fisicamente e estabelece vínculos com o profissional. 

Em compensação, os usuários de métodos virtuais se sentem bem mais à vontade de abandonar o tratamento durante o seu desenvolvimento do que os presenciais. Na pesquisa feita, essa proporção foi de sete pacientes do primeiro grupo (online) para dois do segundo. A falta de compromisso devido a ausência de uma identidade visual seria o principal motivo.

Terapia online no Brasil

No Brasil, quem quiser oferecer o serviço de terapia pela internet terá que se submeter às condições determinadas pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), que após avaliação permite (ou não) a 
identificação dos sites e profissionais devidamente autorizados através de um selo virtual. Em 2005, o órgão publicou regulamentação sobre a atividade e só a atualizou no final do ano passado, afinando o 
texto de acordo com as reclamações dos psicólogos virtuais. 
De acordo com as novas regras, o profissional credenciado deve seguir, da mesma maneira, o código de ética da categoria, após aprovação do CFP pode realizar até 20 "encontros ou contatos virtuais" com o 
paciente (antes eram apenas 10) sobre o mesmo tema, inclusive com crianças; tem o selo garantido por três anos (renováveis), mas deve ter site exclusivo para a atividade, sem links que direcionem o usuário para qualquer outro conteúdo que não tenha relação com a terapia. 
No Brasil, o Conselho tem cadastrados atualmente mais de 220 sites. Em média, cobram-se valores que vão de R$ 50 a R$ 100 por cada sessão, que duram cerca de 50 minutos, e podem ser pagos por meio digital, por serviços como Paypal.

Fonte: Revista Galileu 

Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI340975-17770,00-PESQUISA+SUGERE+QUE+TERAPIA+ONLINE+FUNCIONA+TAO+BEM+QUANTO+A+CONVENCIONAL.html>. Acesso em: 12 ago. 2013.

VIII Colóquio da Residência em Psicologia Clínica e Saúde Mental


DEPRESSÃO NA JUVENTUDE, o que isso comunica?


FALAR COM O CORPO


I Simpósio Interno do CPRJ


Curso de Atualização Profissional em Práticas Grupais em Saúde Mental


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

VIII COLÓQUIO DA RESIDÊNCIA EM PSICOLOGIA CLINICA E SAÚDE MENTAL,HOSPITAL JULIANO MOREIRA (SALVADOR-BAHIA)

Pré-inscrições: 01/08 a 28/08/2013 
Submissão de trabalhos: 01/08 a 21/08/2013
Divulgação da lista de pré-inscrição: 04/09/2013
Divulgação dos trabalhos selecionados: 04/09/2013

Para mais informações: http://residenciapsi-saudemental.blogspot.com.br/
Fonte: Blog Saúde Mental Rio de Janeiro  
Disponível em: <http://saudementalrj.blogspot.com.br/>. Acesso em: 01 ago. 2013.

A síndrome psicológica que imita o veneno do Coringa


Lembram-se do filme do Batman de 1989, em que o Coringa, interpretado por Jack Nicholson, envenenava as pessoas com uma poção que os forçava um sorriso assustador no rosto e os levava à loucura? Acontece que você não precisa de veneno. O sorriso por si só pode enlouquecer as pessoas.

Makoto Natsume, professor de psiquiatria da Universidade de Osaka, Japão, notou que alguns de seus pacientes, especialmente os do sexo feminino, têm apresentado um comportamento realmente assustador: elas vivem sorrindo. Permanentemente. E as pacientes sorriem sem parar por um momento, mesmo ao descrever alguns dos episódios mais tristes de suas vidas.
Quando Natsume questionou as mulheres sobre o assunto, elas disseram não ter a menor ideia de que estavam sorrindo. E ao lhes perguntar qual seria a razão de elas estarem sorrindo em primeiro lugar, as mulheres responderam que precisam sorrir muito no emprego. O setor de serviços de fato requer sorrisos inabaláveis e os funcionários são orientados a treinar seu sorriso e mantê-lo no rosto durante o tempo todo em que estão no trabalho. As mulheres relataram dores de cabeça e dores nos músculos faciais, mas Natsume acha que há algo além disso.
A supressão constante de todas as emoções desagradáveis – e às vezes de todo e qualquer sentimento, uma vez que o “sorriso padrão” não deve ser alterado nem com emoções positivas, tampouco negativas – pode resultar no aparecimento repentino e inapropriado do sorriso.
Natsume acredita que esse comportamento também pode causar depressão profunda, isolamento social e distanciamento das emoções. Um sorriso fixo pode realmente levar a uma doença mental. A “síndrome da máscara de sorriso”, como Natsume a chama, parece estar limitada ao Japão, mas já houve casos relatados na Coreia do Sul. Portanto, se você quer se manter saudável, pare de sorrir. E depois sorria novamente. Nada de manter esse sorriso forçado por horas a fio.
 
Fonte: Site Hyperscience

Disponível em: <http://hypescience.com/a-sindrome-psicologica-que-imita-o-veneno-do-coringa/>. Acesso em: 01 ago. 2013.

Pessoas com transtornos mentais são atendidas em casa

Pessoas com transtornos mentais são atendidas em casa

Equipe composta por profissionais de diversas especialidades atendem aproximadamente 400 doentes em todo o DF
 
Cerca de 400 pacientes com transtornos mentais, atendidos no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Taguatinga, contam com assistência domiciliar de psiquiatras, psicólogos e outros profissionais do programa "Vida em Casa" (PVC), trabalho que garante mais qualidade de vida aos pacientes e familiares.
Com atendimento que abrange também as áreas de Assistência Social, os servidores da Secretaria de Saúde visitam o paciente em casa, prestam assistência terapêutica e administram medicamentos injetáveis.
As pessoas admitidas no programa são psicóticos com mais de dois anos de doença, dificuldade de adesão ao tratamento, deficientes mentais e idosos com dificuldade de locomoção.
A atuação domiciliar, segundo representantes do programa, viabiliza a melhora dos pacientes acometidos de transtornos mentais e a inserção deles na vida familiar e comunitária, além de diminuir as internações recorrentes.
 
Fonte: Agência Brasília
 
Disponível em: <http://www.df.gov.br/noticias/item/7868-pessoas-com-transtornos-mentais-s%C3%A3o-atendidas-em-casa.html>. Acesso em: 01 ago. 2013.