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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pesquisa Monitora o Cérebro de Crianças Com Problemas de Conduta e Descobre: elas reagem menos à dor alheia


Estudo sugere que atividade cerebral de crianças pode ser vista como fator de risco para desenvolvimento de psicopatia na idade adulta

Pesquisadores mostram que, em crianças agressivas e violentas, as áreas cerebrais responsáveis pela empatia são menos ativadas pelo sofrimento alheio.

As origens do comportamento cruel apresentado por criminosos e psicopatas pode estar no cérebro. Um estudo publicado nesta quinta-feira no periódico Current Biology monitorou a atividade cerebral de crianças inglesas que apresentavam problemas de conduta. A pesquisa deixou claro que o cérebro dessas crianças, quando são confrontadas com imagens de pessoas sofrendo, reage de maneira diferente da maioria das outras: as áreas associadas à empatia se mostram menos ativas em reação à dor alheia. Diante dos resultados, os cientistas sugerem que a análise da atividade cerebral de crianças ao testemunhar cenas de sofrimento pode ajudar a apontar fatores de risco para o comportamento antissocial e a psicopatia na fase adulta.



CONHEÇA A PESQUISA


Onde foi divulgada: periódico Current Biology

Quem fez: Patricia L. Lockwood, Catherine L. Sebastian, Eamon J. McCrory, Zoe H. Hyde, Xiaosi Gu, Stephane A. De Brito, e Essi Viding

Instituição: University College London, na Inglaterra

Dados de amostragem: 37 meninos com problemas de conduta e 18 de um grupo de controle, que foram submetidos a exames de ressonância magnética enquanto lhes eram mostradas imagens de outras pessoas em sofrimento

Resultado: Os pesquisadores descobriram que essas crianças com problemas de conduta apresentaram uma atividade menor em áreas do cérebro como a ínsula anterior, o córtex cingulado anterior e o giro frontal inferior — todas associadas à empatia.
Jovens com transtorno de conduta apresentam uma série de comportamentos que violam os direitos alheios, como agressão física, crueldade, roubo e falta de empatia em relação às outras pessoas. As crianças com esse tipo de comportamento têm maiores chances de se tornar adultos violentos e ter comportamentos antissociais. Na Inglaterra, onde o estudo foi conduzido, cerca de 5% das crianças parecem ter esse tipo de problema.
No novo estudo, os pesquisadores usaram imagens de ressonância magnética para descobrir se o cérebro dessas crianças com desvio de conduta reagia de modo diferente a fotografias de outras pessoas sofrendo. Como resultado descobriram que, em relação às outras crianças, áreas como a ínsula anterior, o córtex cingulado anterior e o giro frontal inferior — todas associadas à empatia — ficaram menos ativas.
Segundo os pesquisadores, isso não quer dizer necessariamente que toda criança com problemas de conduta tem a mesma reação ao sofrimento, e nem que qualquer em que demonstre esse tipo de padrão cerebral vá se tornar um adulto problemático — na verdade, a maior parte deixa esse tipo de comportamento para trás durante seu desenvolvimento.
"Nossa descoberta indica que crianças com problemas de conduta têm uma resposta cerebral atípica ao ver outras pessoas sofrendo. O importante é ver essas descobertas como um indicador de vulnerabilidade, em vez de um destino biológico. Nós sabemos que crianças são bastante suscetíveis a intervenções, e o desafio é fazer essas intervenções ainda melhores", diz Essi Viding, pesquisadora da University College London responsável pelo estudo.
Vulnerabilidade – Os pesquisadores também analisaram as diferenças de comportamento dentro do grupo das crianças com problemas de conduta, separando os indivíduos mais insensíveis e que demonstravam menos emoções. Essa indiferença emocional é uma importante característica dos psicopatas, e sua presença na infância pode ser vista como fator de risco para o desenvolvimento da condição na vida adulta.
Os cientistas descobriram que, em relação à dor alheia, o grupo apresentou uma atividade ainda menor na ínsula anterior e no córtex cingulado anterior. "Nossa pesquisa mostra muito claramente o fato de que nem todas as crianças com problemas de conduta têm a mesma vulnerabilidade neurobiológica — algumas podem ser mais vulneráveis à psicopatia, enquanto outras não. Isso traz a possibilidade de adaptarmos as intervenções existentes para se adequar aos perfis específicos que caracterizam as crianças com problemas de conduta", disse Essi Viding. 
 
Fonte: Revista VEJA

MAPA-MUNDI DIGITAL

O IBGE lançou um mapa-mundi digital, com síntese, histórico, indicadores sociais, economia, redes, meio ambiente, entre outras curiosidades, vale a pena conferir!
Para quem quiser, segue o link : http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Transtorno Mental Resulta em Longos Afastamentos do Trabalho


No Brasil, os transtornos mentais são a terceira causa de longos afastamentos do trabalho por doença e levaram ao pagamento de mais de R$ 211 milhões de novos benefícios previdenciários em 2011. Na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, pesquisa do médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior mostra que um ambiente de trabalho com pouco apoio social, excessivas demandas e baixo controle sobre as tarefas, recompensas inadequadas ao nível de esforço do trabalhador e o comprometimento individual excessivo são fatores que aumentam a chance de ocorrência de afastamento. O trabalho recomenda uma melhor investigação sobre as condições psicossociais no ambiente de trabalho para implantação de ações de prevenção, além de maior fiscalização das empresas por parte de orgãos públicos.
O estudo procurou discutir os fatores associados ao afastamento do trabalho por transtornos mentais. “No Brasil, estes afastamentos estão atrás apenas dos traumas e doenças osteomusculares”, afirma Silva-Júnior, lembrando que, “de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em alguns anos se tornarão o principal motivo para os trabalhadores se afastarem do trabalho em todo o mundo”. Em 2011, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais de 211 mil pessoas foram afastadas devido ao adoecimento mental por prazo superior a 15 dias e passaram a receber benefício auxílio-doença. “O valor total gasto com pagamento de novos benefícios supera os R$ 200 milhões, o que reforça a necessidade econômica de medidas de prevenção para evitar o adoecimento”.
Silva-Junior entrevistou 385 pessoas que foram solicitar benefícios na unidade de perícia do INSS no Glicério (Centro de São Paulo), entre as quais 160 apresentaram transtornos mentais. “Os questionários incluíram perguntas sobre dados sociodemográficos, hábitos e estilos de vida, como fumar, beber e realizar atividades físicas”, conta. “Também foi perguntado o tipo de trabalho desempenhado e há quanto tempo, além da percepção da presença de fatores psicossociais que indicassem a existência de um ambiente de trabalho estressor que pudesse levar ao problema mental. Por fim, os trabalhadores foram questionados sobre sua condição de saúde atual, como excesso de peso ou outros adoecimentos associados”.
De acordo com o médico, os maiores riscos de afastamento de trabalho por doenças mentais foram verificados entre mulheres, pessoas que se referiram como de cor branca, com alta escolaridade (mais de 11 anos de estudo), que fumavam muito e apresentavam consumo elevado de bebidas alcóolicas. “Com relação ao ambiente, as pessoas que vivenciavam situações de violência no trabalho tinham mais chances de vir a se afastarem devido a distúrbios mentais”, afirma. “Também houve influência de fatores psicossociais negativos, como a realização de trabalho de alta exigência, no qual estavam envolvidas muitas tarefas, sem controle da parte do trabalhador. A presença de dois ou mais problemas de saúde também aumentava a chance”.

Apoio social
Silva-Junior  ressalta que as chances dos trabalhadores pedirem afastamento são maiores em ambientes onde não há apoio social dos colegas de trabalho. “Além das relações interpessoais serem muito ruins, essas pessoas vivenciam situações onde se esforçam muito e não têm uma recompensa adequada”, observa. “Além disso, um comprometimento excessivo com o trabalho aumenta as chances de acontecerem transtornos mentais incapacitantes”.
A pesquisa sugere aos profissionais de saúde e segurança do trabalho um olhar mais atento sobre fatores psicossociais presentes nos locais de trabalho, de modo que possam realizar ações de prevenção das faltas ao trabalho por doença. “O Brasil não possui uma legislação trabalhista específica sobre o tema, considerado um risco ocupacional invisível”, alerta o médico. “A área médica das empresas precisa trabalhar em conjunto com os setores produtivos e de recursos humanos, para identificar situações de risco a fim de propocionar uma condição de trabalho adequada à apacidade do trabalhador”.
O médico afirma que os resultados do estudo podem auxiliar na elaboração de políticas públicas da relação entre saúde mental e trabalho. “A pesquisa também recomenda que os dados do Ministério da Previdência Social auxiliem os Ministérios da Saúde e do Trabalho na intensificação da fiscalizção para combater situações agressivas aos trabalhadores”, conclui. O estudo de Silva-Junior é descrito em dissertação de mestrado apresentada na FSP em agosto de 2012, com orientação da professora Frida Marina Fischer.
O trabalho foi aceito para apresentação no formato tema livre no 15º Congresso Nacional da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (http://www.anamt.org.br/15congresso/), que acontece no mês de maio, em São Paulo. Também deverá participar, no formato pôster,  da 23rd Conference on Epidemiology in Occupational Health (EPICOH)(http://www.epicoh2013.org/), que ocorrerá no mês de junho na Holanda.
 
Fonte: Agência USP de Noticias
 
Disponível em: <http://www.usp.br/agen/?p=136538>. Acesso em: 02 maio 2013.

Biblioteca Pública Digital da América, Uma Nova Alexandria


A biblioteca reunirá documentos de museus, universidades e outras instituições americanas. É mais um passo rumo à universalização do acesso ao conhecimento

PRÓXIMA PÁGINA
Ilustração com um livro de papel e um leitor digital. A conversão de obras ao novo formato é o maior desafio para a criação de uma biblioteca universal 

Pôsteres da Segunda Guerra Mundial, a Declaração da Independência escrita à mão por Thomas Jefferson e poesias originais de Emily Dickinson são alguns dos destaques do acervo de 2,4 milhões de itens, disponíveis gratuitamente para internautas de todo o mundo no site www.dp.la. Não é preciso fazer nenhum cadastro para acessar o conteúdo. A base de dados reúne arquivos digitalizados de museus, bibliotecas e outras instituições dos Estados Unidos. A expectativa é que essa coleção aumente muito nos próximos meses, à medida que outras bibliotecas do país se juntem à nova Biblioteca Pública Digital da América e que as antigas continuem a digitalizar seus acervos.
 
Leia reportagem completa:
http://revistaepoca.globo.com//cultura/noticia/2013/05/biblioteca-publica-digital-da-america-uma-nova-alexandria.html
 
Fonte: Revista Época 

Parque do Imigrante Sedia XIII Encontro Regional de Saúde Mental


Cerca de mil pessoas de 30 municípios da região tomaram os pavilhões do Parque doImigrante, na tarde desta quinta-feira (27), para o XIII Encontro Regional de Saúde Mental. Trata-se de um espaço anual para discutir temas relacionados à saúde mental e comemorar as conquistas. Conforme a coordenadora regional de Saúde Mental, Ariane Arenhart, “esse evento marca a comemoração de um árduo trabalho que é feito pelas equipes municipais de saúde mental para promover o efetivo cuidado aos que têm problemas psíquicos”.
Em 2012, o Brasil comemora 25 anos da Luta Antimanicomial e no, Rio Grande do Sul, os 20 anos da Lei de Reforma Psiquiátrica. Ariane explica que muito se trabalha para fazer modificar uma lógica antiga de cuidados em manicômios. Ela lembra que hoje região tem várias alternativas de serviços às pessoas que têm sofrimento psíquico.
O encontro é uma promoção da prefeitura de Lajeado juntamente com a 16ª Coordenadoria Regional de Saúde e o Fórum Regional de Saúde Mental. 

Fonte:  Rádio Independente

Disponível em: <http://www.independente.com.br/player.php?cod=28965>. Acesso em: 02 maio 2013.

Justiça Proíbe Psicólogos de Usar Acupuntura


Decisão do STJ reforça medida do Tribunal Regional Federal da 1ª Região de anular resolução do Conselho Federal de Psicologia que, há dez anos, permitia a prática entre psicólogos

Acupuntura: Justiça determina que psicólogos não estão autorizados a usar o método
Psicólogos foram desautorizados pela Justiça de utilizar a acupuntura como método ou técnica complementar de tratamento, “uma vez que a prática não está prevista na lei que regulamenta a profissão de psicólogo”, segundo informou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em comunicado divulgado nesta terça-feira. A prática era autorizada há dez anos pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP).
 
A medida, tomada pela 1ª Turma do STJ, validou a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que já havia anulado a Resolução 5/02 do CFP. Essa resolução, publicada em maio de 2002, permitia que os psicólogos utilizassem  a acupuntura em seus tratamentos.Autorização - De acordo com o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, embora não exista no Brasil uma legislação específica que proíba certos profissionais da área de saúde de praticar a acupuntura, “não se pode deduzir, a partir desse vácuo normativo, que se possa, por intermédio de ato administrativo, como a Resolução 5, editada pelo Conselho Federal de Psicologia, atribuir ao psicólogo a prática da acupuntura”. Para o ministro, a prática depende de autorização legal expressa. 
 
Ainda de acordo com o comunicado do STJ, a lei que regulamenta o exercício da profissão de psicólogo estabelece que a função desse profissional é a “utilização de métodos e técnicas psicológicas com intuito de diagnóstico psicológico, orientação e seleção profissional, orientação psicopedagógica e solução de problemas de ajustamento”.
 
Fonte: Revista VEJA
 
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/noticia/saude/justica-proibe-psicologos-de-usar-acupuntura>. Acesso em: 02 maio 2013. 

Evento Pretende Sensibilizar Para Inclusão Social de Pessoas Com Transtornos Mentais

Como parte das comemorações do Dia Nacional da Luta Antimanicomial (18 de maio), o campus Pampulha recebe, de 13 a 17 deste mês, a Semana da Saúde Mental e Inclusão Social. Os eventos vão acontecer no auditório da Reitoria e na Praça de Serviços.
Promovidas pelo Programa de Extensão em Atenção à Saúde Mental (Pasme) da UFMG, as atividades vão reunir estudantes, professores, profissionais, usuários da rede de serviços de saúde mental, seus familiares e os amigos da reforma psiquiátrica em torno de palestras, oficinas, rodas de conversa e atividades culturais. O objetivo é sensibilizar e informar sobre a importância da inclusão das pessoas em situação de sofrimento mental nas múltiplas relações sociais e comunitárias, em plena interação com a cidade.
A conferência de abertura será da professora italiana Bruna Zani, psicóloga comunitária da Universitá degli Studi de Bologna (Unibo), com participação de delegação italiana composta pelo diretor dos Serviços de Saúde Mental, Angelo Fioritti, profissionais de saúde, usuários e seus familiares.
A participação de profissionais estrangeiros na Semana da Saúde Mental e Inclusão Social é parte da proposta de intercâmbio de experiências vivenciadas na Itália e no Brasil acerca da reabilitação psicossocial. O grupo se intitulou Bela Bologna – Belo Horizonte. 
Também em comemoração ao Dia da Luta Antimanicomial, a equipe do Pasme participará, no dia 16, do Desfile da Luta Antimanicomial, organizado em Belo Horizonte há 16 anos pelo Fórum Mineiro de Saúde Mental e pela Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais (Asussam), em parceria com a rede de serviços substitutivos. Militantes e simpatizantes da causa antimanicomial sairão da Praça da Liberdade às 14h para percorrer a região central da cidade, ao som da Escola de Samba Liberdade Ainda que Tam Tam, simbolizando sentimentos fundamentais para a luta: liberdade e alegria. Este ano, a marcha terá como tema Resistência e como lema Se não nos deixam sonhar, nós não os deixaremos dormir. O samba-enredo será Psiu, psiu, estou ouvindo vozes.
Pasme
O Programa de Extensão em Atenção à Saúde Mental (Pasme) foi criado em 2011, com base na Lei Federal Paulo Delgado, que “dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental” (Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001). O programa visa estimular e gerar parâmetros de formação que contemplem a atual política de saúde mental e reforma psiquiátrica.
O Pasme é formado por professores e estudantes de graduação dos cursos de Psicologia, Medicina, Terapia Ocupacional e Enfermagem da UFMG, e funciona como uma rede, em articulação com diversos projetos da Universidade relacionados à saúde mental, por meio de ações de ensino, pesquisa e extensão.
Entre outras atividades regulares, o programa tem realizado rodas de conversas, eventos, oficinas e cursos interdisciplinares sobre questões relacionadas aos portadores de sofrimento mental. O Pasme trabalha em parceria com a Asussam, instituição militante da causa antimanicomial composta por cidadãos em situação de sofrimento mental. 
Programação
13 de maio, segunda-feira
9h – 11h30
Caminhada Antimanicomial Bela Bologna - Belo Horizonte
Trajeto: Moradia Universitária – Igreja da Pampulha – Centro de Convivência Pampulha – Mineirão – Campus Pampulha UFMG
16h – 18h
Inscrições e distribuição de material
Local: Saguão da Reitoria
18h – 19h
Apresentação Nóiseosamba: Um Discurso Amoroso na Canção
19h – 20h30
Abertura da Semana de Saúde Mental e Inclusão Social 
Mesa institucional
Conferência Saúde mental e comunidade – Professora Bruna Zani
Local: Auditório da Reitoria
14 de maio, terça-feira
9h – 10h
Palestra Os serviços de saúde mental italianos
Mesa: Doutor Angelo Fioritti e professora Maria Stella Goulart
10h – 11h30h 
Roda de conversa Compartilhando experiências na atenção à saúde mental 
Local: Auditório da Reitoria
13h30h – 14h 
Apresentação musical do Persona Grata 
Centro de Convivência Providência
Local: Praça de Serviços
14h – 16h
Roda de conversa Formação em saúde mental
Centros de Convivência de BH, Políbio José de Campos, professor Itamar Sardinha Departamento de Medicina Preventiva e Social da UFMG, Asussam, Pasme, Selex, Departamento de Saúde Mental da UFMG
Local: Auditório da Reitoria
16h30 – 18h
Oficina de grafite Selex
Local a definir
15 de maio, quarta-feira
9h – 16h
Feira de artesanato da Suricato
Local: Praça de Serviços
11h-12h
Oficina de Rodas para a Inclusão, com Liliane Arouca
Trajeto: Fafich – Praça de Serviços
12h30 – 14h
Espetáculo teatral do Sapos e Afogados: Frog sound – Isso não é um sorvete
Local: Praça de Serviços
14h – 16h
Oficina de dança Psiu, psiu: estou ouvindo vozes e dançando!
Local: Praça de serviços
16h-19h
Oficina de confecção de fantasias para o desfile do Dia Nacional da Luta Antimanicomial
Local: Arena da Fafich
18h – 20h
Roda de conversa com familiares – Professora Regina Celi (Pasme) 
Local a definir
16 de maio, quinta-feira
9h-12h
Oficina de confecção de fantasias para o desfile do Dia Nacional da Luta Antimanicomial
Local a definir
13h
Saída dos ônibus para o desfile do Dia Nacional da Luta Antimanicomial
14h
Desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda que Tam Tam
Dia Nacional da Luta Antimanicomial
Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir!
Concentração: Praça da Liberdade
17 de maio, sexta-feira
9h – 9h30
Um café com Thereza Portes e os jovens da ONG Undió
9h30 – 11h
Roda de conversas sobre a reabilitação
Encerramento
Oficina de Mirra com Edmundo Caetano Veloso
Local: Reitoria
 
Fonte: Universidade Federal de Minas Gerais

Disponível em: <https://www.ufmg.br/online/arquivos/028145.shtml>. Acesso em: 02 abr. 2013.

ENCONTRO DE USUÁRIOS DE SAÚDE MENTAL EM PARNAÍBA


III ENCONTRO DE FORMAÇÃO POLÍTICA PARA USUÁRIOS E FAMILIARES DE PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS
TEMA: “Quem sabe faz à hora, não espera acontecer”
PROGRAMAÇÃO:
DIA 23/05/13 (QUINTA-FEIRA)
12:00 ás 13:00 – Almoço
14h00min ÀS 17h00minH – Credenciamento
17h00minH - Mesa de abertura
·         Prefeito de Parnaíba
·         Prefeita de Luis Correia
·         Gerente Estadual de Saúde Mental do Piauí
·         Gerente de Saúde Mental de Parnaíba
·         Presidente do Encontro
·         Representante dos usuários e familiares de Parnaíba
18h00minH – Mesa Redonda: Experiências de autonomia e empoderamento em saúde mental
·         Representante do Piauí / Maranhão/ Ceará / Rio Grande do Norte e Campinas
19h00minH – Desfile de Camisetas: Resgate da história da Saúde Mental do Piauí
19h30minH – Jantar
20h00minH – Sarau Poético / Sociedade dos Poetas Por Vir
 
 
Fonte: Blog Amigos do Ninho 

Projetos de Saúde Mental Realizados em Alagoas São Apresentados em Brasília


Evento começa na sexta-feira (3) e vai ter como destaques experiências da Rede de Assistência a usuários e do Infocaps

As experiências de Alagoas na área de saúde mental serão destaque em Brasília, durante o Congresso Internacional sobre Drogas 2013: Lei, Saúde e Sociedade. No evento, que começa na sexta-feira (3) e segue até o domingo (5) no Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios, serão apresentados os projetos da Rede de Assistência e do Infocaps.
O primeiro dos trabalhos trata da ativação e ampliação da rede voltada aos usuários de álcool e outras drogas na cidade de Maceió. A proposta, incluída no programa Cack, É Possível Vencer, prevê um plano para atendimento aos pacientes e é coordenada pelas Secretarias de Estado da Saúde (Sesau) e da Paz (Sepaz) e pelo município.
 
“Montamos um grupo de trabalho com o objetivo de implementar essa rede para os usuários recorrentes. Uma das ações que já deve entrar em vigor é o Caps [Centro de Atenção Psicossocial] III, que vai funcionar 24 horas, mas outras também estão previstas, como a implantação de Núcleos de Apoio à Saúde da Família”, explica o gerente de Saúde Mental da Sesau, Berto Gonçalo.
 
Ele destaca que, além desse, também será apresentado em Brasília o projeto do InfoCaps, que vem promovendo a reintegração dos usuários dos centros. Focado na inclusão digital, o curso tem duração de três meses e aborda diversos tópicos, como domínio de teclado e mouse, sistema operacional, internet, editor de texto, digitação, planilha eletrônica e Power Point.
Ao todo, são 80 horas-aula, que pretendem também gerar renda e resgatar a cidadania. “Queremos reabilitar para a convivência com a sociedade e para o trabalho. Nossa prioridade é não só a evolução clínica, mas o desenvolvimento psicossocial, possibilitando uma maior autonomia e uma melhor qualidade de vida”, acrescenta o gerente.
 
Fonte: Maceió Agora
 

NÚCLEO PSICANALÍTICO DE SALVADOR


Patrocinado pela Soc. Brasil. de Psicanálise do Rio de Janeiro – SBPRJ
Componentes da Federação Brasileira de Psicanálise - FEBRAPSI
Federación Latinoamericana de Psicoanálisis - FEPAL
International Psychoanalytical Association (fundada por Freud em 1910) – IPA

CLÍNICA PSICANALÍTICA
Pulsão de Morte (Freud) x Função Desobjetalizante (A. Green)
Palestrante: CARLOS GARI FARIA - International
Psychoanalytical Association/ Analista Didata da
Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA)

Data: 18 de maio de 2013 Horário: 9:00-12:00hs
Local: Auditório do Salvador Trade Center
Av. Tancredo Neves, 1632 - Salvador/BA

Custo: Estudante - R$ 30,00
Profissional - R$ 50,00
Inscrições: Preencher ficha (anexo), realizar o depósito em
Bradesco ag. 3646, c/c 016867-0, e enviar
comprovante escaneado para 

As fichas para inscrição estarão à disposição pelo contato : laizgondimluz@hotmail.com ou na sala 210 A , Na Faculdade Ruy Barbosa - Campos Rio Vermelho - Noturno.


terça-feira, 30 de abril de 2013


Falar com seu sintoma, falar com seu corpo

A escolha do título do VI ENAPOL[1]: "Falar com seu corpo" indica uma inquietação e corresponde a um fato. As palavras e os corpos se separam na disposição atual do Outro da civilização. O subtítulo "a crise das normas e a agitação do real" remete-nos a uma dupla série causal. Por um lado, as normas nem sempre conseguem fazer com que os corpos, por sua inscrição forçada, se insiram em usos padronizados, nessa máquina infernal na qual o significante-mestre instala suas disciplinas de fazer marcas identificatórias (marquage)e de educação. Os corpos são muito mais deixados por sua própria conta, marcando-se febrilmente com signos que não chegam a lhes dar consistência. Por outro lado, a agitação do real pode ser lida como uma das consequências da "ascensão ao zênite" do objeto a. A apresentação da exigência de gozo em primeiro plano submete os corpos a uma "lei de ferro"[2] cujas consequências é preciso acompanhar.
Os corpos parecem ocupar-se deles mesmos. Se alguma coisa parece se apoderar deles, é a linguagem da biologia. Ela opera sobre o corpo, recortando-o em suas próprias mensagens, suas mensagens sem equívoco, diversas daquelas da língua. Produz corpos operados, terapeutizados, geneticamente terapeutizados ou geneticamente modificados (em pouco tempo, todos seremos organismos geneticamente modificados), alvos de uma operação cosmética que segue a mesma via desses recortes – real cuja efetividade foi sublinhada por Jacques-Alain Miller em seu pequeno tratado sobre a "biologia lacaniana".
A psicanálise apreendeu a junção das palavras com os corpos por um viés preciso, o do sintoma. Freud, baseado no espetáculo clínico de Charcot, extrai o rébus da formação do sintoma histérico. Lacan pode dizer: "Freud chegou em uma época na qual apreendeu que não havia nada mais que o sintoma pelo qual cada um se interessava", que tudo aquilo que havia sido sabedoria, modo de fazer, e mesmo, justamente, representação sob um olhar divino, tudo isso se distanciava; restava o sintoma na medida em que ele interroga cada um sobre o que vem incomodar-lhe o corpo. Esse sintoma, por ser presença do significante do Outro em si, é marca identificatória (marquage), corte. Nesse lugar, o surgimento traumático do gozo se dá. Baseado no sintoma histérico, Freud reconhece a via na qual se impõe o incômodo do corpo que vem, pelas palavras, recortar mais uma vez, marcar as vias pelas quais o gozo advém. O que constitui o eixo em torno do qual gira a constituição do sintoma histérico é o amor ao pai. Trata-se do que faz com que o corpo histérico esteja sempre prestes a se desfazer, o que faz dele a ferramenta[3], segundo a expressão de Lacan. É precisamente isso que está em questão em nossa época. Por isso, precisamos conceber o sintoma não com base na crença no Nome-do-Pai, mas baseado na efetividade da prática psicanalítica. Essa prática obtém, através do seu manejo da verdade, alguma coisa que toca o real... A partir do simbólico, alguma coisa ressoa no corpo, e faz com que o sintoma responda.
O que se colocará para nós como questão é como "falam os corpos" para além do sintoma histérico, que supõe no horizonte o amor ao pai.


Fonte:VI ENAPOL

José de Alencar regressa ao Ceará

A Casa de José de Alencar, em Fortaleza – Ceará, passa a disponibilizar mais de 6 mil páginas de textos digitalizados do escritor cearense.

Nesta quarta-feira, 1/5, em homenagem ao aniversário de 184 anos do escritor, a Casa de José de Alencar (CJA), torna-se ainda mais um referencial para pesquisas sobre seu mais ilustre morador, José Martiniano de Alencar (1828-1877).

José Martiniano de Alencar nasceu em Messejana, Fortaleza, em 1 de maio de 1829. Na literatura, é considerado o precursor do romantismo brasileiro.

Nos computadores da biblioteca da CJA estarão disponibilizados mais de 6 mil páginas de manuscritos digitalizados de autoria do escritor. São cartas, peças teatrais, contos, romances e documentos, que, até então, só podiam ser encontrados na Fundação Biblioteca Nacional.

Mais informações:
Manuscritos do escritor José de Alencar disponibilizados na biblioteca da Casa de José de Alencar (Av. Washington Soares, 6055 - Alagadiço Novo). Contato: (85) 3229-1898

Fonte: Diário do Nordeste
Disponível em : < http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1261544>. Acesso em: 30 abr. 2013.



PRIMEIRA SEMANA ANTIMANICOMIAL DE NITERÓI.





13 A 18 DE MAIO

"O que é visto como loucura, para quem está de fora – a sociedade – é a nossa forma de exprimir o descontentamento com a conjuntura vigente – a situação em questão. O egoísmo, a competição mesquinha, nos agride em particular e provoca a reação do diferente, que é visto como alienação, doença. [...] De que lado está a loucura,em nós, que nos excluímos em algum momento por não suportar as
pressões do meio, ou nesta sociedade doente que nos deixa acuados nos levando para a beira do precipício?”

Jorge Sacramento¹

1-Usuário do Espaço Aberto ao Tempo – Instituto Municipal Nise da Silveira

PROGRAMAÇÃO :

Dia 13 de Maio - 18h: Saúde Mental e Identidades de Gênero
Debate com os convidados Virginia Paes, João W. Nery e Beatriz Adura
Local: Auditório do ICHF – Gragoatá UFF 2º andar Bloco O

Dia 15 de Maio - 14h: Oficina de Sensibilização Antimanicomial com Beatriz Adura e Cristiane Knijnik
Local: Sala 510 Bloco O- UFF Campus Gragoatá
17h: Atividade Cultural

Dia 16 de Maio - 13:30h: Abertura da Mesa : Ana Paula Guljor
14h: Debate sobre os Avanços e Retrocessos da Reforma Psiquiátrica Patricia Tomimura, Eduardo M. Vasconcelos, Denis Petuco, Representante da AUFA
16h: Debate sobre Medicalização da Vida
Local: Auditório Macunaíma – Gragoatá UFF
4º andar Bloco B

Dia 17 de Maio - 14h: Manifestação Cultural da Luta Antimanicomial Local: Praça da República
17h - Audiência Pública para reivindicações sobre as politicas de Saúde Mental do Município

Local : Câmara Municipal de Niterói.


Fonte: Saúde Mental do Rio de Janeiro

01 DE MAIO - DIA DA LITERATURA BRASILEIRA



Fundação Pedro Calmon comemora aniversário com programação diversificada


Estudo traça comportamento dos brasileiros em relação ao álcool


A porcentagem de brasileiros abstêmios pode surpreender, mas quem bebe tem feito isso de forma, digamos, cada vez mais intensa – 20% dos adultos bebedores consomem 56% de todo o álcool vendido no país. E essas pessoas não estão mais felizes e relaxadas: no grupo dos que abusam do álcool, a incidência de depressão é muito alta.

Esses e outros dados foram obtidos no 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), organizado pelo médico Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para o estudo, cujo resultado foi revelado este mês, foram entrevistadas no ano passado 4.607 pessoas maiores de 14 anos, de 149 municípios de todas as regiões brasileiras em 2012.


Fonte: Revista Superinteressante

Rede de Saúde Mental é ampliada em Santo André


Santo André, 29 de abril de 2013 – Para fechar a programação especial dos 460 anos de Santo André, o governo entrega nesta terça-feira (30), às 11h, o Caps III (Centro de Atenção Psicossocial) 24 horas na Vila Vitória, e a primeira República Terapêutica Infanto-Juvenil, às 15h, no bairro Silveira. Os dois equipamentos públicos ampliam a rede municipal de Saúde Mental, que passa por completa reestruturação na atual Administração.
Em prédio próprio, o Caps III chega para desafogar o atendimento na unidade I do Centro – 50% dos usuários atendidos hoje são oriundos da região 3, ou seja, Vila Luzita, Jardim Irene e Vila Vitória. “É um marco importante para a Saúde Mental de Santo André. A possibilidade de ter leitos na comunidade com dificuldade de acesso. O primeiro passo é chegar onde as pessoas estão, depois reinseri-las nos serviços”, festeja a enfermeira e psicóloga Iana Profeta Ribeiro, coordenadora da Enfermagem na área.

A profissional lembra que a Vila Luzita, tempos atrás, abrigou um manicômio. Exatamente o contrário do papel hoje de um Caps, que foi criado para substituir os hospitais psiquiátricos no País. Além de oferecer o atendimento gratuito à população, o Centro de Atenção Psicossocial realiza o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho e ao lazer. “Usando o vínculo, a conversa, a relação para a questão da crise, sem necessariamente internar a pessoa em um local fechado e sem perspectivas de vida”, ressalta Iana.



O novo equipamento está instalado em imóvel de dois andares, construído pela Administração na rua Correia Sampaio, s/n. O espaço dispõe de recepção, consultórios, salas de atividades/oficinas, refeitório, cozinha experimental, dois dormitórios – um com dez leitos masculinos, outro com o mesmo espaço para abrigar o público e feminino –, banheiros (inclusive para pessoas com deficiências) e uma quadra coberta com vestiários no segundo pavimento. “Trata-se de um espaço para reunir as famílias e a comunidade”, prevê Maria Regina Tonin, coordenadora da Saúde Mental de Santo André.

REPÚBLICA TERAPÊUTICA – Depois da entrega do Caps III, o prefeito de Santo André, Carlos Grana, ao lado do secretário de Saúde, Homero Nepomuceno Duarte, irá inaugurar a primeira República Terapêutica Infanto Juvenil 24 horas, no bairro Silveira. “Trata-se de uma unidade de passagem para as pessoas que perderam todos os vínculos”, explica Maria Regina, que tem formação como psicóloga sanitarista com especialização em Saúde Mental.
Na última sexta-feira (26), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a Prefeitura entregou outros dois serviços: a primeira República Terapêutica Adulto (para mulheres e homens), com oito leitos e funcionamento 24 horas, e o primeiro Consultório de Rua – ambulatório móvel que presta atendimento aos usuários de crack e outras drogas residentes em áreas de maior risco social nos espaços urbanos. Na ocasião, o programa federal Crack, é Possível Vencer foi lançado oficialmente. O município receberá recursos do Ministério da Saúde de R$ 6,4 milhões para investimento na área.


SERVIÇOS


ENTREGA DO CAPS III
Data – 30 de abril
Horário – às 11h
Endereço – Rua Correia Sampaio, s/n.


ENTREGA DA RESIDÊNCIA TERAPÊUTICA
Data – 30 de abril
Horário – às 15h
Endereço – Rua Aluisio de Azevedo, 129. Bairro Silveira.

Fonte: Prefeitura de Santo André

Disponível em: <http://www2.santoandre.sp.gov.br/index.php/noticias/item/6750-rede-de-sa%C3%BAde-mental-%C3%A9-ampliada-em-santo-andr%C3%A9>. Acesso em: 30 abr. 2013.








PROGRAMA DE SAÚDE MENTAL BENEFICIA IRAQUIANOS


MSF divulga novo relatório sobre a necessidade de acesso da população a serviços de saúde mental




Décadas de conflitos, instabilidade política e agitações sociais deixaram muitos iraquianos vulneráveis a estresse psicológico, perturbações mentais, e em necessidade de cuidados voltados para a saúde mental, afirma a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) em relatório lançado hoje em Bagdá.

O novo relatório de MSF Healing Iraqis: The Challenges of Providing Mental Health Care in Iraq (“Os desafios de oferecer cuidados de saúde mental no Iraque”, em português) revela o impacto da violência cotidiana em muitos homens, mulheres e crianças e descreve o desenvolvimento de um programa para a oferta de aconselhamento, em parceria com o Ministério da Saúde.

A organização afirma que há uma necessidade urgente de intensificação dos serviços de saúde mental no país. MSF pede que o Ministério da Saúde iraquiano e seus parceiros melhorem a qualidade e o acesso a serviços de saúde mental por meio da integração de consultas de aconselhamento aos serviços oferecidos nas instalações de saúde já existentes por todo o Iraque. MSF também pontua que é preciso fazer mais para reduzir o estigma acerca da saúde mental, com o objetivo de estimular as pessoas a procurarem aconselhamento.

Desde 2009, MSF atua no Iraque levando aconselhamento voltado para a saúde mental a homens, mulheres e crianças, juntamente com o Ministério da Saúde nacional. Os programas de MSF têm abordagens não farmacêuticas de resposta à ansiedade e à depressão, condições frequentemente vivenciadas por pessoas expostas à violência e à incerteza. 

“Muitos iraquianos chegaram ao seu limite absoluto, à medida que décadas de conflito e instabilidade causaram devastação. Devido a experiências que os levaram à exaustão mental, muitos iraquianos batalham para entender o que está acontecendo com eles; as sensações de isolamento e desesperança são agravadas pelo tabu associado à questão de saúde mental e à falta de serviços de saúde mental aos quais as pessoas possam recorrer”, afirma Helen O´Neill, coordenadora geral de MSF no Iraque.
 
Nos últimos quatro anos, MSF e o Ministério da Saúde iraquiano introduziram serviços de aconselhamento psicológico em dois hospitais de Bagdá e em um em Fallujah. Há planos para implementar a iniciativa como modelo, para que possa ser replicada em outras instalações de saúde do país utilizando as novas estruturas do próprio Ministério nos hospitais de Kut, Karbala e Sulaymaniyah. MSF também recomenda que o sistema de saúde iraquiano integre o aconselhamento psicológico aos serviços de saúde primários comunitários para ampliar o acesso aos cuidados, principalmente entre mulheres e crianças.

De acordo com informações coletadas em 2012 por MSF e pelo Ministério da Saúde do Iraque, 97% das pessoas que se apresentaram para sessões de aconselhamento apresentaram sintomas psicológicos clinicamente significativos no momento da admissão. Quando mensurados na última visita, os resultados referentes ao mesmo quadro foram reduzidos para 29%. 
Ainda que os casos de conflitos domésticos sejam excluídos, cerca de metade de todos os casos atendidos pelo programa (48%) estavam relacionados à violência. Quase todos os pacientes e profissionais do programa de saúde mental de MSF vivenciaram ou conhecem alguém próximo que tenha sido impactado diretamente por um evento violento nos últimos anos. 

O relatório traz testemunhos de iraquianos traumatizados e batalhando para reconstruir suas vidas após terem testemunhado violência extrema.

Uma viúva de 36 anos, mão de três crianças, descreve como começou as sessões de aconselhamento após ter tido a vida virada do avesso com a morte de seu marido, dois anos atrás. 

“Comecei a frequentar as sessões de aconselhamento de saúde mental quando me senti cansada e muito triste. Senti que tinha um problema psicológico e isso me perturbava porque me sentia incapaz de lidar com outras pessoas. Perdi meu marido dois anos atrás e isso afetou a minha vida; mudou minha vida, revirou minha vida. Sou agora a única responsável pela criação dos meus filhos.”

Uma criança de dez anos descreve como o aconselhamento a ajudou a melhorar sua fala: “Comecei a frequentar as sessões para melhorar minha fala e me ajudar a superar meu medo. Tenho medo de tudo. Meu corpo está sempre tremendo. Não consigo mais falar as palavras corretamente. Meu professor e meus colegas de classe me batem o tempo todo na escola. Não consigo estudar ou aprender qualquer coisa. Não consigo me concentrar. Não falo com ninguém. Esta é a primeira vez que falo com alguém sobre meus problemas.”

Oferecer cuidados para experiências traumáticas não é fácil, mas o modelo de aconselhamento se provou benéfico para que as pessoas resgatem a dignidade e o controle sobre suas vidas. 

Fonte: Médico sem Fronteiras

Disponível em:<http://www.msf.org.br/noticias/1648/programa-de-saude-mental-beneficia-iraquianos/>. Acesso em: 30 abr. 2013.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Curso de Saúde Mental prorroga para o dia 08 de maio as inscrições para o Curso de Capacitação em Saúde Mental

A Coordenação dos Cursos da Área de Saúde Mental da UNASUS/UFMA e a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Maranhão prorrogaram para o dia 08 de maio, as inscrições para o processo de seleção dos candidatos à primeira Turma do Curso de Capacitação em Saúde Mental.
As inscrições são gratuitas, pela internet, através do endereço eletrônico http://www.unasus.ufma.br/inscricao
Poderão fazer as inscrições todos os profissionais da área saúde, que atuam nos Centros de Atenção Psicossocial - CAPS, nas Estratégias Saúde da Família - ESF, nos Núcleos de Apoio a Saúde da Família - NASF e nos demais dispositivos da Rede Assistencial à Saúde Mental do SUS.
O processo seletivo será realizado por uma comissão a ser constituída pela Coordenação Geral dos Cursos da Área de Saúde Mental da UNASUS/UFMA e constará, unicamente, da avaliação curricular do candidato. 
O Edital completo, com todas as informações, pode ser acessado abaixo:
http://www.unasus.ufma.br/unasus_data/site/downloads/editais/5c3677f8e0retifica_proex_03_2013.pdf

Fonte: UNA-SUS/UFMA

Disponível em:<http://www.unasus.ufma.br/portal/noticia.php?id=492>. Acesso em: 29 abr. 2013.