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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Informações Subliminares Afetam as Emoções: desenvolver a autoconsciência auxilia a manter o bom humor

Acontece com quase todos: de repente, e aparentemente de maneira inexplicável, sentimo-nos alegres ou tristes, embora nosso humor estivesse bem diferente alguns minutos antes. Essa mudança pode ser causada por uma espécie de mensagem sensorial subliminar – o que alguns estudiosos chamam de priming, “estímulo precedente”. Quer dizer que estamos o tempo todo sujeitos a essas oscilações? Não. De acordo com artigo publicado no periódico Social Cognition, reconhecê-las é meio caminho para aprender a controlá-las.
Voluntários foram convidados a ler um texto que continha, repetidas vezes, palavras como “sucesso” e “realização”. Em seguida, foram orientados a tentar resolver alguns exercícios de cálculo e memorização considerados difíceis pelos autores do estudo. Obviamente, a maioria dos participantes se saiu mal. Em comparação com o grupo de controle, que não leu o material antes de fazer os testes, eles revelaram mais sentimentos negativos por não terem conseguido cumprir a tarefa. A sugestão dos autores do estudo? Desenvolver a autoconsciência: em uma segunda etapa do experimento, o ânimo dos participantes melhorou quando os pesquisadores revelaram a associação entre o texto e o insucesso no desafio mental. Refletir sobre algo que se ouviu, viu ou de que se lembrou alguns minutos antes de uma crise de mau humor pode ser útil para “dissolvê-la” mais rapidamente ou para decifrar aspectos do próprio comportamento, sugere o artigo.
 
 Fonte: Revista Mente e Cérebro

Disponível em:<http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/informacoes_subliminares_afetam_as_emocoes.html>. Acesso em: 18 jan. 2012.

Dilma Sanciona Lei que Fixa Gastos Obrigatórios com a Saúde

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que define os gastos em saúde, assim como os gastos mínimos de investimento na área por parte da União, Estados e municípios. O texto foi publicado nesta segunda-feira (16/1), no Diário Oficial da União. Trata-se da Emenda 29, uma mudança na constituição aprovada em 2000, que previa que a saúde deveria receber gastos mínimos, mas não descrevia como seria feita a aplicação do dinheiro. A regulamentação da Emenda 29 tramitava há dez anos no Congresso, e foi aprovada pelo Senado no dia 7 de dezembro. Faltava a sanção da presidente.
O texto aprovado no Senado sofreu 15 vetos da presidente. A criação de um novo imposto com recursos para a saúde (a CSS- ou Contribuição Social sobre a Saúde) foi um deles, ratificando a decisão do Congresso, que já havia descartado o novo imposto nas duas casas.
Outro veto importante feito pela presidente impede uma revisão para cima no percentual obrigatório que a União deve destinar à saúde. Pela redação aprovada pelo Senado, ficou mantida a atual regra para calcular o volume de recursos que serão aplicados no setor pela União: o valor empenhado no ano anterior acrescido da variação nominal do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas pelo país) nos dois anos anteriores. O veto da presidente mantém o cálculo, mas impede revisões.
Assim, para 2012, por exemplo, o governo federal vai aplicar o valor empenhado em 2011 mais a variação do PIB de 2010 em relação a este ano. O valor, apesar de ainda não estar definido, deve ficar em torno de R$ 85 bilhões, contra R$ 77 bilhões em 2011.
Dilma também alterou um trecho da lei aprovada no Congresso que determinava que os recursos que não fossem gastos na saúde durante o ano em exercício fossem aplicados em uma conta para serem utilizadas em outras oportunidades também na saúde. Segundo o argumento da presidente para o veto, a proposta contraria "o princípio da unidade de tesouraria que orienta a contabilidade da União".
Outro veto diz respeito à vigência e revisão da lei. Segundo o texto aprovado no Senado, a lei seria revista em 2012. Com o veto, a presidente lembra que a Constituição prevê a reavaliação de leis a cada cinco anos, o que exigiu a mudança.
Dilma manteve no texto o percentual que deverá ser investido por Estados e municípios e o que é considerado gasto com saúde.
Os Estados continuam obrigados a investir 12% da arrecadação de impostos na saúde, e os municípios, 15%. Foram excluídos dispositivos que estabeleciam formas de compensação para estados e municípios que não atingissem essas metas em 2011.
Sobre o que pode ser considerado gasto com saúde, a lei sancionada define despesas como, por exemplo, a vigilância em saúde (inclusive epidemiológica e sanitária), a capacitação de funcionários do SUS (Sistema Único de Saúde), a produção, compra e distribuição de medicamentos, sangue e derivados, a gestão do sistema público de saúde, as obras na rede física do SUS e a remuneração de pessoal em exercício na área.
Por outro lado, não poderão considerar como de saúde as despesas com o pagamento de inativos e pensionistas, a merenda escolar, a limpeza urbana e a remoção de resíduos, as ações de assistência social e as obras de infraestrutura.

Fonte: Informe ENSP

Disponível em:<http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/?origem=1&matid=29107>. Acesso em: 17 jan. 2012.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Novas Redes Oferecem Serviços de Saúde com Desconto de Até 80%: serviço mira quem não pode pagar plano, mas não quer depender do SUS; não há regulamentação

Um novo tipo de atendimento à saúde tem crescido à margem do SUS e dos planos de saúde: o das redes de descontos. São empresas que não se vendem como planos oficiais, mas dão descontos de até 80% em consultas, exames, internações e até cirurgias.
A prática é condenada por entidades médicas, como os conselhos federal e regional de medicina (CFM e Cremesp) e Associação Médica Brasileira (AMB) e por especialistas em saúde pública. Para eles, oferecer esse tipo de serviço é antiético e não garante a assistência integral à saúde.
Esse tipo de assistência preenche uma lacuna entre o SUS e os planos de saúde e tem atraído um público emergente que não quer ser atendido na rede pública, mas não pode pagar consultas ou planos particulares.
Uma pesquisa realizada para a Appi, empresa que fornece sistemas para cartões pré-pagos, por exemplo, apontou que esse mercado tem potencial para atrair 40,7 milhões de pessoas. Seis meses após a pesquisa, a Appi criou a Ônix para atuar no processamento das transações. A expectativa do diretor de pré-pagos, Alberto Techera, é que se movimente R$ 15 bilhões ao ano.
O sistema já existe em Americana (SP). Os parceiros cobram até 70% menos que os particulares. O cliente compra o cartão em uma farmácia (paga R$ 30 de taxa de adesão), faz a recarga ali ou no site da empresa, escolhe um médico da rede e paga com o cartão. O repasse do valor para o médico é feito quinzenalmente.
“Qual porcentagem da população pode pagar R$ 200 por uma consulta? Ou esperar três ou quatro meses pelo SUS?”, diz Diego Wenzel, sócio-diretor do Americana Cartão Saúde Pré-Pago.
Regulamentação. Um dos principais problemas desse tipo de serviço é que ele não é regulamentado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ou seja, o consumidor não tem a quem reclamar.
Para o autônomo Teófilo Fernandes Lauton, de 32 anos, isso não é empecilho. Ele adquiriu o cartão há dois meses por não poder pagar a mensalidade de um plano. “Ser atendido pelo SUS é quase impossível”, disse.
O pai de Lauton tem um problema no ombro e tentou ser tratado pelo SUS por cinco vezes. “Fomos para um médico particular. Entre consulta e exames, gastamos uns R$ 400”, lembra. Com o cartão, o filho marcou consulta para a próxima semana por R$ 80. E terá 50% de desconto nos exames pedidos.
“O Brasil vive um problema grave de financiamento e gerenciamento do SUS. Esse tipo de serviço passa uma falsa ideia de ser um plano de saúde, mas não tem regulação. E a função dela é evitar que esse buraco informal cause prejuízos ao paciente”, avalia Gonçalo Vecina, professor de saúde pública da USP.
Convênio. Outra empresa que investiu nesse ramo é a ABMed Convênio Médico-Hospitalar. Ela vende convênios médicos cobrando anuidade, com as supostas vantagens de não ter mensalidade, limite de idade, carência ou restrição para doenças pré-existentes. “Funciona igual aos planos de saúde convencionais. A diferença é que aqui o associado recebe um guia com os médicos, laboratórios e hospitais cadastrados, e quando marcar a consulta, exame ou cirurgia, ele paga diretamente para o prestador de serviço”, diz Adilson Barbosa, proprietário da ABMed.
Por não ser um plano convencional, Barbosa diz que a empresa não precisa ser registrada na ANS. “Nunca tivemos problemas com negativas de cobertura porque são os clientes que pagam o serviço.”
Outra novidade é a venda de consultas no site Directsaúde, no ar há três meses, que vende consultas por R$ 54. Ele possui 565 médicos credenciados - 80% deles em São Paulo -, tem cerca de 5 mil usuários cadastrados e vendeu 1.049 consultas no período. Há médicos em bairros como Higienópolis e Pinheiros.
Nesses casos, a pessoa se cadastra gratuitamente, escolhe o profissional, agenda a consulta como “particular”, paga o valor no site, imprime o cupom e o apresenta no consultório.
Segundo Edson Ramuth, dono do site, a ideia surgiu para “tentar compensar” problemas crônicos do País. “Queremos ser a terceira opção”, afirmou. O site cobra 10% de taxa de administração e repassa o valor das consultas todos os meses aos médicos credenciados.

Fonte: Jornal Estadão

Disponível em:<http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,novas-redes-oferecem-servicos-de-saude-com-desconto-de-ate-80,822030,0.htm>. Acesso em: 16 jan. 2012.

Síndrome do Fim de Semana Competitivo: saiba o que é

Síndrome do Final de Semana acomete muitos profissionais no Reino Unido

O fim de semana é um dos momentos mais aguardados por todos. Quem não reza para chegar logo sexta-feira à noite? Sábado e domingo são sinônimos de descanso, certo? Nem sempre. Quando o assunto é a Síndrome do Fim de Semana Competitivo, a pessoa passa a encarar os finais de semana de uma forma completamente diferente.
De acordo com o jornal inglês Daily Mail, pesquisas comprovaram que as pessoas mudaram a forma de relatar e programar os seus finais de semana. Esses dias eram classificados como ideais para dormir até mais tarde, comer fora de hora, ver televisão, encontrar os amigos sem compromisso. Mas tudo mudou: a tal síndrome faz com que as pessoas mintam sobre o que fizeram de fato, contando histórias sobre viagens interessantes, passeios inusitados e por aí vai.
As novas redes sociais, entre elas o Facebook, têm ajudado a aumentar essa síndrome. Isso porque elas permitem que a pessoa pareça mais interessante do que de fato é e conte vantagens sobre afazeres diferentes. É possível até comprovar a história com fotos que confirmem que seu final de semana foi maravilhoso.
Mas essa competição não fica apenas no âmbito da internet. No trabalho, as pessoas já questionam antecipadamente o que seus colegas irão fazer. O que a maioria deseja é descansar, e ficar sem fazer nada no final de semana, mas muitos revelam que mentem no começo da outra semana sobre o que realmente andaram fazendo.
Mas a verdade, segundo o jornal, é que a maioria deseja mesmo é relaxar e "esquecer" do mundo, até chegar a segunda-feira. Muitos relatam sentir-se exaustos e desejar passar o fim de semana sem pensar em nada. No fim, um em cada três pessoas exagera ao relatar o que fez no fim de semana.

Fonte: Terra

Disponível em:<  http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5555419-EI1497,00-Sindrome+do+fim+de+semana+competitivo+saiba+o+que+e.html>. Acesso em: 16 jan. 2012.

Estudo Liga Imigração Quando Muito Jovem a Transtornos Psicóticos

Imigração antes dos quatro anos seria o problema

Um novo estudo descobriu que quando a pessoa imigra muito jovem tem mais chances de desenvolver transtornos psicóticos. O estudo foi feito entre 1997 e 2005, em Haia. As pessoas de Suriname, Antilhas Holandesas, Turquia e Marrocos que imigraram antes dos quatro anos de idade no local se mostraram mais propensas a ter psicose. As informações são do New York Times
Segunda a pesquisa, não houve associação de psicose com a idade entre os imigrantes de países ocidentais. Os pesquisadores investigaram várias explicações possíveis, mas a correlação entre a idade mais jovem da migração e do desenvolvimento de psicose persistiu. A descoberta por ter relação com o contexto social precoce.

Fonte: Terra

Disponível em: <http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5557623-EI16560,00-Estudo+liga+imigracao+quando+muito+jovem+a+transtornos+psicoticos.html>. Acesso em: 16 jan. 2012.

Mulheres Que Tomam Antidepressivos Durante a Gravidez Duplicam as Chances de Ter Filhos Com Hipertensão Pulmonar: embora a taxa do problema seja pequena, o risco aumenta se os medicamentos forem tomados no final da gestação

Mães que tomam antidepressivos durante a gravidez têm mais chances de terem filhos com problemas de hipertensão pulmonar persistente, segundo um novo estudo divulgado no periódico British Medical Journal. O problema, raro, é caracterizado por uma anormal pressão alta nos pulmões, e provoca dificuldades de respiração, cansaço e tosse. A pesquisa foi desenvolvida pelo Centro de Farmacoepidemiologia do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.
No estudo, os pesquisadores acompanharam 1,6 milhão de bebês durante suas 33 primeiras semanas de vida entre 1996 e 2007, em cinco países: Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. Foram analisados dados das participantes como índice de massa corporal (IMC), idade, se tinham hipertensão pulmonar permanente, se fumavam, quanto pesavam ao nascer e doenças maternas como epilepsia, artrite, doenças do intestino e lúpus.
Entre todas as gestantes, aproximadamente 11.000 tomaram antidepressivos no fim da gravidez e cerca de 17.000 no início. Geralmente, essas mulheres também fumavam e eram mais velhas do que as outras. Outras 54.184 mães haviam se submetido a antidepressivos antes da gestação, mas não estavam mais tomando medicação.
Resultados- Os pesquisadores concluíram que, entre as mães que haviam tomado antidepressivos no fim da gravidez, 0,2% tiveram filhos com hipertensão pulmonar permanente. Essa taxa entre crianças que nasceram de mulheres que tomaram antidepressivos no início da gravidez chegou perto de 0,2%.
Embora os autores do estudo reconheçam que o risco de desenvolver hipertensão pulmonar permanente é pequeno — cerca de três casos em mil mulheres —, a chance duplica se antidepressivos são tomados no final da gravidez e, por isso, eles ainda aconselham cautela no tratamento com antidepressivos em grávidas.

Fonte: Revista VEJA

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/noticia/saude/mulheres-que-tomam-antidepressivos-durante-a-gravidez-duplicam-as-chances-de-ter-filhos-com-hipertensao-pulmonar>. Acesso em: 16 jan. 2012.

Bullying na Internet é Problema Global, Mostra Pesquisa

Mais de 10% dos pais ao redor do mundo afirmaram que seus filhos sofreram bullying na internet e quase um quarto conhece um jovem que já foi vítima das intimidações na web, segundo uma pesquisa da Ipsos.
Mais de três quartos das pessoas questionadas na pesquisa global consideraram o ciberbullying diferente de outros tipos de perseguição e disseram que ele merece atenção especial e esforços de pais e de escolas.
"Os dados mostram claramente um apetite entre pessoas ao redor do mundo por uma resposta direcionada ao ciberbullying", disse Keren Gottfried, da Ipsos, que conduziu a pesquisa.


Ela acrescentou, contudo, que depende dos educadores agir de acordo com essa demanda.
A pesquisa on-line, que englobou mais de 18 mil adultos em 24 países, dos quais 6.500 são pais, mostrou que o veículo mais utilizado para o ciberbullying são sites de redes sociais como o Facebook, citado por 60% das pessoas.
Aparelhos móveis e salas de bate-papo ficaram em segundo e terceiro lugares da pesquisa, sendo que cada um deles foi citado por 40% das pessoas.
Embora a pesquisa tenha mostrado que a conscientização sobre o ciberbullying é relativamente alta, com dois terços das pessoas afirmando que ouviram, leram ou viram informações sobre o fenômeno, ela mostrou que há muitas diferenças culturais e geográficas a respeito do assunto.
Na Indonésia, 91% dos entrevistados disseram conhecer o ciberbullying. Na Austrália, o número foi de 87%, e Polônia e Suécia ficaram a seguir. Mas somente 29% das pessoas ouvidas na Arábia Saudita e 35% dos entrevistados na Rússia haviam ouvido sobre o ciberbullying.
Nos Estados Unidos, onde divulgou-se amplamente casos de ciberbullying ligados a suicídios de adolescentes, o número foi de 82%.

 Fonte: Folha de São Paulo

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/tec/1033164-bullying-na-internet-e-problema-global-mostra-pesquisa.shtml>. Acesso em: 16 jan. 2012

Estímulos Urbanos e Estresse: moradores de metrópoles têm maior dificuldade para controlar emoções

Milhares de rostos desconhecidos, congestionamentos diários, criminalidade. Viver nas grandes cidades implica uma série de desafios neurais. O psiquiatra Andreas Meyer-Linderberg, da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, reuniu estudantes da zona rural, de pequenos centros urbanos e de metrópoles, e pediu que resolvessem uma prova simples de matemática, com um detalhe: enquanto faziam a tarefa, eram pressionados por um pesquisador da equipe do psiquiatra, que enfatizava a importância do teste e criticava o desempenho de todos os voluntários.
Os resultados, obtidos por meio de imagens do cérebro dos participantes, mostram que, nos habitantes das capitais, houve maior atividade na amígdala e no córtex cingulado anterior, regiões envolvidas no controle das emoções e na resposta a estímulos estressores. Em artigo publicado na revista Nature, Meyer-Linderberg sugere que os moradores de centrosurbanos desenvolvem uma espécie de “hipersensibilidade” em áreas associadas ao estresse. O pesquisador pretende estudar se há alguma relação entre essa reação acentuada e o surgimento de transtornos psíquicos – cuja incidência é proporcionalmente maior em metrópoles – e de doenças mentais em pessoas com predisposição genética.

Fonte: Revista Mente e Cérebro

Disponível em:<http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/estimulos_urbanos_e_estresse.html>. Acesso em: 16 jan. 2012.

Território Livre: pacientes utilizam a arte para lidar com sofrimento psíquico

Quem vê pessoas diagnosticadas com problemas mentais pintando, moldando argila ou empenhadas em alguma atividade de grupo na Casa das Palmeiras, no Rio de Janeiro, dificilmente consegue acreditar que, se fosse há 50 anos, elas provavelmente estariam internadas em um hospital psiquiátrico. Definida como um “pequeno território livre” por sua criadora, a psiquiatra Nise da Silveira, a instituição localizada no bairro de Botafogo, que completou 55 anos em dezembro, foi o primeiro modelo do que hoje conhecemos como Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Os clientes, como Nise chamava os pacientes, são incentivados a usar a arte para manter seu contato com a realidade e buscar formas de trabalhar seu sofrimento psíquico. As obras são assinadas e arquivadas para ser estudadas. Várias delas, como a pintura acima, são postadas semanalmente no blog da Casa das Palmeiras. A página traz também textos de Nise – como trechos do livro Cartas a Spinoza (Moderna, 1995) –, fotografias das atividades realizadas no centro psiquiátrico e notícias sobre saúde mental: http://casadaspalmeiras. blogspot.com/

 Fonte: Revista Mente e Cérebro

Disponível em: <http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/territorio_livre.html>. Acesso em: 16 jan. 2012.

Dieta Equilibrada Pode Beneficiar Crianças Hiperativas, Diz Estudo: intervenções nutricionais, porém, não devem ser primeira opção para o tratamento, já que seus benefícios não foram totalmente comprovados

Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH): dieta rica em alimentos como peixe, verduras, frutas, legumes e grãos inteiros podem ajudar no problema (ThinkStock).
Seguir uma dieta saudável pode melhorar o comportamento de crianças que sofrem de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), revelou um estudo publicado na edição desta segunda-feira da revista americana Pediatrics. O método, porém, só deve ser usado como terapia alternativa.

"Uma atenção maior à educação de pais e filhos para que sigam uma dieta saudável, que omita elementos que parecem predispor ao TDAH, talvez seja o tratamento complementar ou alternativo do TDAH mais promissor e prático", destacou o estudo, feito por médicos da Northwestern University Medical School, de Chicago. Os cientistas mencionam que uma dieta benéfica é rica em peixes, verduras, frutas, legumes e grãos inteiros.
Método alternativo — No entanto, os cientistas, que revisaram os últimos estudos sobre o tema, encontraram evidências contraditórias sobre o impacto dos suplementos e as dietas com restrições, que em alguns casos não tiveram desempenho melhor do que um placebo. Portanto, destacaram que as intervenções nutricionais devem ser consideradas um método alternativo ou secundário para tratar o TDAH, e não a primeira opção.
 De 3% a 5% dos estudantes dos Estados Unidos – cerca de cinco milhões de crianças – são diagnosticados com TDAH, que implica comportamento hiperativo, incapacidade de prestar atenção e impulsividade. Com frequência, esse transtorno é tratado com medicamentos estimulantes, como a Ritalina.
 As causas exatas do TDAH são desconhecidas, embora estudos apontem para fatores hereditários, bem como influências sociais e ambientais. Comer alimentos ricos em açúcar e com alta concentração de gordura pode piorar os sintomas, demonstraram algumas pesquisas.
Dieta Feingold — Embora medidas como a utilização de suplementos de ferro ou a restrição de aditivos e corantes alimentícios tenham se tornado muito populares nos últimos anos, o estudo da revista Pediatrics alerta que há pouca base científica sobre a eficácia desse método. Por exemplo, a muito elogiada Dieta Feingold, que restringe o açúcar, e proíbe aditivos e corantes, bem como maçãs, uvas, embutidos e salsichas, não parece ser tão benéfica como se acredita.
 "Os estudos revistos não confirmaram a eficácia da dieta, como afirmam seus promotores", alerta a Pediatrics, que também destaca que o regime é, para muitos pais, difícil de seguir.
 Da mesma forma, os cientistas informaram que o consumo de possíveis alérgenos na dieta – como trigo, ovos, chocolate, queijo e frutas secas – tiveram um sucesso limitado em algumas crianças com TDAH, "mas o efeito placebo não pode ser descartado", disse o estudo.
 Inclusive quando se trata de adoçantes e refrigerantes light, dois elementos que muitos pais pensam poder provocar hiperatividade nas crianças, os estudos científicos não puderam demonstrar um vínculo definitivo. "A maioria dos estudos revistos não prova um efeito adverso importante da sacarose ou do espartame", disse o estudo.
 Os autores apontaram que evitar alimentos com alto conteúdo de açúcar em crianças pequenas "pode prevenir exacerbações do TDAH relacionadas com a dieta". Mas quando os pais restringem o consumo de açúcar em uma criança a fim de evitar o mau comportamento, sua crença inerente de que isso vai funcionar provavelmente contamina qualquer avaliação positiva sobre se funciona ou não.
 "Na prática, a relação entre o açúcar e o comportamento hiperativo é tão universal na opinião dos pais de filhos com TDAH que, provavelmente, nenhum estudo ou conselho médico mudará esta percepção", emendou.
 Já o suposto papel do zinco e da deficiência de ferro merece mais pesquisas: não ficou demonstrado que a terapia com megadoses de vitamina funcione, podendo ser inclusive perigosa a longo prazo, informou o estudo.

Fonte: Revista VEJA

Disponível em:<http://veja.abril.com.br/noticia/saude/dieta-equilibrada-pode-beneficiar-criancas-hiperativas-diz-estudo>. Acesso em:12 jan. 2012.

Planta Medicinal é Nova esperança no Combate ao Alcoolismo:Planta Medicinal Anti-Ressaca

Cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) descobriram que um componente de uma planta medicinal anti-ressaca pode combater os efeitos da intoxicação alcoólica aguda, bem como os sintomas da abstinência do álcool.
Isso abre a possibilidade de que o composto venha a ser usado tanto no atendimento a pacientes em coma alcoólico quanto como um medicamento de apoio para quem quer deixar o vício da bebida.
O composto, chamado dihidromiricetina, foi extraído da planta medicinal Hovênia (Hovenia Dulcis), que possui vários nomes populares no Brasil, como cajueiro-japonês, banana-do-japão, caju-do-japão, gomari, uva-japonesa e outros.


Dihidromiricetina
Os pesquisadores descobriram que a dihidromiricetina bloqueia a ação do álcool sobre o cérebro e os neurônios, além de levar à redução voluntária no consumo de álcool.
A dihidromiricetina inibe os efeitos do álcool sobre os receptores cerebrais GABAA.
O álcool normalmente reforça a ação dos receptores GABAA de diminuição da atividade cerebral, reduzindo a capacidade de comunicação e aumentando a sonolência - sintomas comuns da embriaguez.
Assim como a planta medicinal, que é usada há séculos para combater os efeitos da ingestão excessiva de álcool, o composto também não apresentou efeitos colaterais nos testes iniciais, feitos em cobaias.
Segundo os doutores Jing Liang e Richard Olsen, o próximo passo da pesquisa é avaliar o fármaco em voluntários humanos.
Medicamentos contra o alcoolismo
A expectativa é que, além de combater o mal-estar provocado pela bebida entre aqueles que não querem parar de beber, o composto possa ser usado em situações mais graves, de intoxicação alcoólica, e no auxílio a pessoas que querem deixar o vício.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 76 milhões de pessoas são viciadas em álcool em todo o mundo, dentre as quais apenas 13% recebem um tratamento médico adequado.
Ainda segundo a OMS, a principal causa dessa falta de apoio aos alcoólatras é a inexistência de medicamentos eficazes que possam auxiliar nos tratamentos.

Fonte: Site " Diário da saúde"

Disponível em:<http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=planta-medicinal-combate-alcoolismo&id=7323>. Acesso em: 12 jan. 2012.

Decisão do Brasil de Mudar Tratamento de Pacientes Mentais Provoca Polêmica

A figura do doente mental sempre esteve presente na sociedade. Ao longo do tempo, o que mudou foi a maneira de lidar com pessoas acometidas por esse tipo de mal. Se antes os que se situavam na periferia da razão eram isolados do convívio social em instituições ou domicílios especializados, desde 2001 o Brasil escolheu partir para a chamada reforma psiquiátrica — movimento de profissionais da saúde idealizado para substituir os manicômios por práticas terapêuticas que valorizem a socialização e a individualidade de cada doente, por meio de uma rede de ações. Mesmo após mais de uma década de sua formalização, contudo, a estratégia ainda é polêmica, especialmente com relação à redução do número de leitos em hospitais psiquiátricos.
Segundo o Ministério da Saúde, desde 2003 a Política de Saúde Mental no Brasil adota um “modelo de atenção integral aos pacientes estruturada nos princípios da reforma psiquiátrica”. A ideia principal é descartar a hospitalização como única possibilidade de tratamento. Nesse sentido, foram criados espaços que funcionam como alternativas pré-internação, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), as equipes de Saúde da Família, os Consultórios de Rua e as Casas de Acolhimento Transitório (CATs), com tratamentos que foram incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A estimativa é de que até 2014 o Ministério da Saúde financie a criação de 7.780 vagas em unidades de acolhimento, “que abrigarão os dependentes químicos por até seis meses para estabilização clínica e controle da abstinência”, de 216 consultórios de rua para o tratamento de dependentes químicos e de mais 3,6 mil leitos na rede de assistência.

Juracyr (C) e os filhos com esquizofrenia: atendimento sem internação

Outra diretriz adotada pelo governo, a implementação de uma política de atenção integral direcionada a usuários de álcool e outras drogas — que prevê a internação de quem sofre com esse tipo de problema — tem, entretanto, acalorado a discussão. Para o presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Humberto Verona, a prática é um retrocesso. “A reforma veio depois de muito trabalho dos profissionais de saúde para convencer as pessoas de que o louco é humano também e que a internação não é a solução para ninguém. Aí, vem uma política oficial e defende o oposto disso”, justifica.
Segundo Verona, a divulgação que tem sido feita a respeito das internações de usuários de drogas pode induzir a população a acreditar que o confinamento significá o fim dos dependentes químicos. “Fizemos inspeções e vimos que em alguns locais as pessoas sofrem tortura, são presas em celas ou ameaçadas de perder a guarda dos filhos por ter tido recaídas na droga”, enumera.
Deficiências
Para o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, até mesmo a terminologia “reforma psiquiátrica” está equivocada, pois não se baseia em ciência, mas em uma ideologia. “Ninguém reforma uma especialidade médica”, esclarece. Segundo Antônio, o que falta para que a “reforma” funcione é a integração dos profissionais da rede pública de saúde. Acabar com o atendimento hospitalar de doentes mentais, de acordo com o presidente da ABP, fez com que os pacientes fossem remanejados para as ruas e prisões. “O que foi proposto no Brasil resultou em moradores de rua doentes mentais e doentes na cadeia, transformando os presídios em manicômios, mostrando que o modelo é tão falido quanto o hospitalocêntrico”, defende. Antônio acredita que, para que o problema seja realmente resolvido, é necessário criar uma abordagem estruturada em três pilares principais: proteção, promoção e prevenção da saúde mental.
Embora também defenda a existência de uma rede de atendimento, o médico acrescenta que os CAPs ainda estão longe do que seria o ideal. “Um CAPs atende de 300 a 500 pessoas. Hoje, existem cerca de 1,6 mil CAPs, que não atendem nem sequer 1 milhão de pacientes”, calcula Geraldo. “Seriam necessários 92 mil CAPs para atender os 46 milhões de doentes. Ou seja, não resolvem o problema.” A solução, de acordo com Antônio, seria a criação de centrais de atendimento às doenças mentais em cada posto de saúde do país. “Se esses espaços adiantassem, não haveria tantos viciados em crack e 60 mil doentes mentais na cadeia. Querem transformar em um problema policial o que é um problema médico.”
Ao longo de seis anos de existência, o CAPs 2 do Paranoá já atendeu cerca de 6 mil pessoas. Atualmente, 350 pacientes com esquizofrenia, psicose, transtorno obsessivo compulsivo, depressão e neuroses graves dividem o espaço. Ricardo Alves, psicólogo e gerente do CAPs, explica que cada paciente tem um plano terapêutico personalizado, de acordo com a sua enfermidade. “É uma reabilitação psicossocial. Além da medicação e consultas com médicos, eles frequentam grupos terapêuticos de ordem de oficinas, produção e psicoterapia”, detalha. “Os pacientes que vêm para cá muitas vezes passaram por longas internações. São pessoas que desaprenderam a viver.”
Acompanhamento
Juracyr Pereira Ramos, 60 anos, tem dois filhos que frequentam o CAPs. Os dois sofrem de esquizofrenia. A empregada doméstica conta que precisou largar o emprego para poder acompanhar Júlio César e Advan Pereira Ramos, 32 e 37 anos, respectivamente. “Prefiro vir com eles porque não confio em deixar que eles venham sozinhos”, comenta. Os remédios são administrados por ela, sempre no horário determinado pelos médicos. “Quando comecei a tomar os remédios, minha vida mudou”, diz Júlio César. “Me acho mais saudável. Eu ficava o dia inteiro na rua, fazendo nada.” José Alfredo dos Santos, 43 anos, também recebe tratamento para esquizofrenia no CAPs do Paranoá. Antes de conhecer a unidade, há quatro meses, quando chegou a Brasília, o paulistano já contabilizava mais de 15 anos de terapias, remédios e internações.
Da época em que ficou internado, por vontade própria, José guardou na memória o descaso. “Aqui, o pessoal é mais experiente. Eles prestam atenção no que a gente fala.” Nas terapias de grupo com os demais pacientes, José teve a chance de expor o que pensa e ouvir as experiências dos colegas — e ganhou autoestima para se renovar. “Sempre pesquisei, queria entender como buscar a cura. Nunca choraminguei pela minha situação.” Engajado, ele conta que participava do Conselho Regional de Psicólogos e de conferências de saúde mental da Universidade Estadual Paulista (Unesp) — além de ter sido candidato a vereador por três vezes em São Paulo. “Não ganhei porque fui honesto demais”, brinca.

Fonte: Correio Brasiliense

Disponível em: <http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/01/08/interna_ciencia_saude,285593/decisao-do-brasil-de-mudar-tratamento-de-pacientes-mentais-provoca-polemica.shtml>. Acesso em: 12 jan. 2012.

Centro Para Viciados em Crack Será Aberto Sem Atendimento de Saúde: o novo centro para acolhimento de usuários de drogas, no Bom Retiro, será lançado mesmo incompleto

A vice-prefeita e secretária de Assistência Social de São Paulo, Alda Marco Antônio (PSD), afirmou ontem à Folha que o novo centro para acolhimento de usuários de drogas, no Bom Retiro, será lançado mesmo incompleto.
"A plena carga, só no final de fevereiro, comecinho de março", disse.
O "Complexo Prates", como está sendo chamado, é divulgado pela prefeitura como um "centro especial" por conjungar tanto a assistência social --com área de convivência e albergue-- quanto o atendimento de saúde --com AMA (Assistência Médica Ambulatorial) e Caps-AD (Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas).
Em visita ao local, na rua Prates, a reportagem verificou que a área reservada ao atendimento de saúde nem sequer foi erguida.
A gestão Kassab decidiu lançar o complexo no início do próximo mês mesmo assim.
A prefeitura informa em seu site que "as obras do Complexo Prates receberam R$ 8 milhões em investimentos e estão previstas para serem entregues no começo de fevereiro".
"É uma pena, pois inaugurar tudo junto seria um ganho", admitiu a vice-prefeita ontem, no local.
Conforme publicou a Folha na última sexta-feira, Gilberto Kassab (PSD) e Geraldo Alckmin (PSDB) adiantaram a operação na cracolândia por temer uma ação do governo federal, o que os deixaria em desvantagem política diante do PT.
AÇÃO DESCOORDENADA
A vice-prefeita nega, no entanto, que o complexo de atendimento a viciados e moradores de rua esteja ligado à intervenção recente na cracolândia. Ela diz ainda que soube da deflagração da operação às 10h da mesma data em que ocorreu (último dia 3).
Enquanto o atendimento de saúde do complexo não fica pronto, a prefeitura vai oferecer no local a possibilidade de os dependentes químicos tomarem banho, dirigirem-se ao albergue para alimentação e descanso e, nas palavras da vice-prefeita, "se distraírem".
"São várias armas [para tirar os viciados das ruas]. A bola [de futebol] é uma mágica. A bola funciona com quase todos. Temos todos os joguinhos que têm nos bares de São Paulo. Pebolim é muito querido. Tênis de mesa, menos, mas também [é querido]. E temos jogos de tabuleiro", descreve a vice-prefeita.
O centro deve abrigar 1.200 pessoas. O local fica a pouco mais de um quilômetro do epicentro do crack.
"[O visitante] tem que gostar daqui. Ele tem que se sentir seguro. Tem que se sentir não-patrulhado", diz.
O novo centro para acolhimento de usuários de drogas, no Bom Retiro, será lançado mesmo incompleto

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria

Disponível em:<http://abp.org.br/2011/medicos/imprensa/clipping-2>. Acesso em: 12 jan. 2012.

Barulho em Hospitais Perturba Sono dos Pacientes: ruído quase sempre excede as recomendações; incômodo pode retardar recuperação

Em um estudo com 100 pacientes adultos internados em centro médico, os autores descobriram que os níveis de ruído em quartos durante a noite tendem a ser mais baixos do que durante o dia, mas quase sempre excedem as recomendações da média do máximo nível de barulho.
De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde, o barulho em hospitais não deveria passar dos 30 a 40 decibéis. Os autores descobriram que os níveis nos quartos estudados estavam próximos dos 50 decibéis, e muitas vezes próximos de 80 - quase tão altos quanto uma motosserra.
Grande parte do ruído durante a noite se deve às conversas entre médicos e enfermeiras, mas as interrupções mais altas eram por alarmes.
Níveis mais altos do que o máximo em quartos individuais foi relacionado a interrupções do sono, com pacientes dormindo cerca de uma hora a menos no hospital do que em suas casa. Eles frequentemente relataram má qualidade do sono e falta de descanso.
"Uma das queixas mais comuns era a dificuldade em dormir à noite", dizem os autores, o que pode retardar a recuperação, segundo eles. "É um ciclo: você está doente, você dorme mal e não consegue se recuperar rapidamente", notam.
Mas outros especialistas dizem que o ruído pode não ser o único culpado pela má qualidade de sono dos pacientes, notando que a própria doença pode ser responsável também.
O barulho também foi reflexo das entradas e saídas das enfermeiras, checando os pacientes e administrando medicamentos, indicando que esses pacientes poderiam estar mais doentes do que aqueles em quartos mais silenciosos.
"O barulho certamente é um fator", diz Sairam Parthasarathy, que estuda sono dos pacientes na Universidade do Arizona, mas que não participou do estudo. Para ter um sono melhor nos hospitais, ele sugere que os pacientes recebam luz natural durante o dia, usem fones se o som é muito perturbador e caminhem durante o dia se conseguirem.
Ruído quase sempre excede as recomendações; incômodo pode retardar recuperação.

Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria

Disponível em:<http://abp.org.br/2011/medicos/imprensa/clipping-2>. Acesso em: 12 jan. 2012.

Baixos Níveis de Vitamina D Estão Ligados à Depressão: nutriente afeta neurotransmissores e reações inflamatórias no corpo

Baixos níveis da vitamina já foram associados a doenças cardiovasculares e neurológicas. Agora, psiquiatras do UT Southwestern Medical Center, no Texas, Estados Unidos, encontraram ligação entre baixos níveis de vitamina D e depressão. Os resultados foram publicados no periódico Mayo Clinic Proceedings.
Os pesquisadores, que trabalham no Cooper Center Longitudinal Study, examinaram os resultados de quase 12.600 participantes de estudos feitos entre 2006 e 2010. Depois de cruzarem os dados, eles descobriram que níveis mais elevados de vitamina D estavam associados a um declínio significativo do risco de depressão, em especial entre pessoas que já possuíam um histórico da doença. Os especialistas, entretanto, ainda não chegaram a uma quantidade exata do nutriente capaz de diminuir os sintomas da depressão.
Outro ponto que ainda é preciso esclarecer é se sabe se a doença por si só ajuda a diminuir o índice da vitamina no organismo. No entanto, os autores do estudo afirmam que a vitamina D pode agir em neurotransmissores, marcadores inflamatórios e outros fatores, o que ajudaria a combater a doença.
Alimentos anti-estresse combatem a depressão e a ansiedade
Mulheres que são mães, donas de casa e profissionais, tudo ao mesmo tempo. Homens bem sucedidos e que praticam esportes como atletas. Crianças que além das provas, ainda possuem muitas atividades após as aulas. Adolescentes em fase de vestibular. Com essa vida corrida é inevitável sentir os efeitos da pressão. No entanto, existem maneiras de amenizar estes sintomas. Que tal aliviar o stress através da alimentação? Segundo a nutricionista Daniela Cyrulin, especialista do Minha Vida, existem alguns alimentos que podem ajudá-lo!
Alface: substâncias encontradas principalmente nos talos das folhas como a lactucina e lactupicrina, atuam como calmantes naturais.
Espinafre e brócolis: previnem a depressão. Contêm potássio e ácido fólico, importantes para o bom funcionamento das células, assim como o magnésio, o fosfato e às vitaminas A e C e ao Complexo B, que garantem o bom funcionamento do sistema nervoso.
Peixes e frutos do mar: diminuem o cansaço e a ansiedade, pois contêm zinco e selênio, que agem diretamente no cérebro. Cereais integrais e chocolate (com moderação) também são ótimas fontes de zinco. O selênio também pode ser encontrado no atum enlatado e na carne de peru.
Laranja: promove o melhor funcionamento do sistema nervoso. É um ótimo relaxante muscular, ajuda a combater o estresse e prevenir a fadiga. A fruta é rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do Complexo B. A ingestão de vitamina C inibe a liberação de cortisol, principal hormônio relacionado ao estresse no corpo.
Castanha-do-pará: melhora sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. Também é rica em selênio, um poderoso agente antioxidante. Uma unidade ao dia já fornece a quantia diária recomendada de 350mg.
Alimentos ricos em vitaminas do complexo B: Quando o estresse está presente, o corpo utiliza a glicose desordenadamente, consumindo então as proteínas do músculo como fonte de energia. O ideal então é se alimentar de alimentos ricos em carboidratos complexos e uma dose extra de proteína magra como: leite em pó, queijo minas, amêndoas e carne que contém vitamina B12; ovo, leite, banana, aveia, batata, ricos em vitamina B6.
Maracujá: Ao contrário do que diz a crença popular, a fruta não é calmante, mas sim suas folhas. As folhas contêm alcalóides e flavonóides, substâncias depressoras do sistema nervoso central (SNC), o conjunto do cérebro com a medula espinal, responsável pela sensibilidade e pela consciência. Por isso, elas atuam como analgésicos e relaxantes musculares.

Fonte: Site "Minha Vida"

Disponível em:<http://r7.minhavida.com.br/saude/materias/14536-baixos-niveis-de-vitamina-d-estao-ligados-a-depressao>. Acesso em: 12 jan. 2012.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Descoberta Pode Ajudar nos Distúrbios Neurológicos Provocados por Traumas

Quando uma pessoa se estressa, o organismo libera o hormônio adrenalina, que a prepara para reagir ao perigo de três maneiras: lutar, fugir ou ficar paralisada. Se a situação incômoda perdura, outro hormônio, o cortisol, é emitido por meio de um comando do cérebro para todo o corpo.
O cortisol funciona para inibir a dor e para que a pessoa armazene energia, de modo a ajudá-la a enfrentar dificuldades por longos períodos. Pesquisadores da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, descobriram o mecanismo neurológico que controla a liberação da corticotropina — responsável por emitir e secretar o cortisol — e como bloqueá-lo, tornando-o um possível alvo para impedir a resposta fisiológica ao estresse. A pesquisa, feita pela equipe da professora de neurociência da Escola de Medicina da Universidade Jamie Maguire, foi publicada recentemente na revista especializada Journal of Neuroscience.
Em entrevista ao Correio, Jamie explica que a ação excitatória do neurotransmissor Gaba sobre o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) (veja infografia) é necessária para elaborar a resposta fisiológica ao estresse. A novidade, nesse caso, é que o Gaba sempre foi conhecido por agir, ao contrário do apresentado na pesquisa, como inibidor do HPA. “Essa parte, para mim, foi a mais interessante do estudo. Afinal, foi a primeira vez que alguém demonstrou que esse neurotransmissor age de maneira excitatória sob determinadas condições psicológicas”, comemora.
“Desvendamos, ainda, que as ações do neuroesteroide tetrahidrodeoxicorticosterona (THDOC) nos receptores do Gaba também têm seu papel na resposta aos estímulos estressores”, relata. Ao compreender o funcionamento desses mecanismos, os pesquisadores fizeram testes em ratos e conseguiram bloquear a síntese do THDOC, prevenindo os comportamentos de estresse e ansiedade nos animais.
Segundo a neurocientista, os resultados do estudo podem abrir caminho para novas abordagens no gerenciamento de uma ampla variedade de distúrbios neurológicos relacionados ao estresse. Entre esses distúrbios estão a depressão, a depressão pós-parto, a obesidade, a tensão pré-menstrual e a síndrome de Cushing.
O neurologista William Luciano de Carvalho, do Hospital Geral de Goiânia, descreve que já é de conhecimento geral que os esteroides estão implicados na resposta do cérebro ao estresse. “Mas, anteriormente, imaginava-se que toda pessoa submetida ao estresse tinha o nível de cortisol aumentado. Estudos recentes mostram que isso só acontece na reação imediata ao estímulo estressor, pois, a longo prazo, essas taxas do hormônio são reduzidas. A redução seria mediada pelo Gaba”, diz. A grande novidade do trabalho feito na Universidade de Tufts, segundo o também membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), é o Gaba ser o neurotransmissor que estimula a produção do hormônio presente no estresse crônico.
O lado positivo
A psicóloga Dirce Perissinotti, do Centro de Dor do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, salienta que o estresse não é algo ruim para o corpo humano, já que o mecanismo existe para que o indivíduo consiga reagir diante do perigo. “O que acontece é que, em certas pessoas, a partir de um determinado momento, o organismo deixa de funcionar eficientemente diante das situações que provocam os estímulos nervosos. A pessoa pode ter uma percepção exagerada ou muito atenuada do caso, o que pode gerar consequências negativas, como o estresse pós-traumático”, ensina. Ela acrescenta que as reações químicas e elétricas ao estímulo estressor que ocorrem no cérebro dependem da aprendizagem e das memórias do indivíduo, mas que há estudos que revelam que parte desse aprendizado é repassado geneticamente.
Dirce, que também é doutora em neurologia, destaca que as pessoas têm um limite de tolerância ao estresse. “Se ultrapassar essa ‘fronteira’, os elementos que o indivíduo desenvolveu genética e psicologicamente não têm estrutura suficiente para responder de maneira moderada ao estímulo”, diz. Ela considera que a pesquisa pode trazer benefícios para o ser humano, mas pondera que o uso futuro de medicamentos para bloquear a produção do THDOC deve ser feito com cautela.
“Em um organismo normal, isso não deve ser necessário, pois todos os humanos precisam aprender a desenvolver mecanismo adaptativos”, explica. “Por sua vez, pacientes que têm estresse pós-traumático, por exemplo, reagem ao agente estressor de maneira magnificada, mesmo quando não há perigo real. Nessa situação de associar o risco a uma situação comum, se mais testes forem feitos, a medida pode ser interessante”, acredita.
Temor
Carvalho tem receio das tentativas de regular o estresse no organismo por meio de medicamentos. “Para que esse projeto chegue aos consultórios médicos, são necessárias novas pesquisas, porque os testes de inibição da resposta ao estresse foram feitos em modelo animal, em vez de humano”, esclarece. “Além disso, os hormônios emitidos em situações de perigo são produzidos no hipotálamo, mas há hormônios que são fabricados em outras regiões do corpo. Essas substâncias químicas podem interferir na produção de cortisol, o que requer novas investigações”, completa o integrante da ABN.
Aumento de peso
Esse problema de saúde é causado pela presença de altos níveis de cortisol no sangue, fazendo com que a pessoa aumente de peso e a gordura adquirida se localize principalmente no tronco e no pescoço. A síndrome pode ser causada por alguma doença ligada à glândula suprarrenal ou à hipófise — que produzem esse hormônio — ou pelo uso excessivo de cortisona, presente em remédios para problemas respiratórios e na pele. Além do ganho de peso, outros sintomas da síndrome são a fraqueza muscular, o aumento da fragilidade da pele, do cansaço e do nervosismo. O tratamento é feito com a redução gradativa do uso do medicamento, ou, no caso de doença devido a tumores na suprarrenal ou na hipófise, a pessoa precisa ser submetida a cirurgia.

Fonte: Correio Brasiliense

Disponível em:<http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/01/06/interna_ciencia_saude,285418/descoberta-pode-ajudar-nos-disturbios-neurologicos-provocados-por-traumas.shtml>. Acesso em: 09 jan. 2012.

Juliano Moreira de portas Abertas ao Público

O som do Bando Flores da Massa, formado por pacientes internos e ex-internos do Hospital Juliano Moreira, vem fazendo a cabeça de muita gente. O projeto intitulado “Mania de Verão” tem levado muitas pessoas   para a área verde do Hospital Juliano Moreira, no bairro de Narandiba, para assistir a apresentação do grupo. Além dos internos, participam dos ensaios psicólogos, músicos e  funcionários da instituição, que através da poesia da música  promove a interação social e melhoria no tratamento dos pacientes.

A escrita do filosofo Platão “A música é o remédio da alma”,  revelava a  especial admiração pelo estudo dos efeitos da música sobre os seres humanos e, em particular, por seus efeitos terapêuticos. Esse interesse pelos efeitos terapêuticos da música e a inteiração social dos pacientes com a sociedade motivaram o psicólogo Wagner Ferraz a criar o Bando Flores da Massa.
Wagner conta que tudo começou nas oficinas de música na área de lazer com internos do hospital fazendo um som com violão e a percussão.  Quando juntamente com outro psicólogo, que também é músico, teve a ideia de  todas as sextas-feiras  levarem violão, guitarra  e percussão e  tocar na área externa do hospital. Com o passar do tempo, o projeto foi ganhando força  com a participação de músicos de outras bandas, internos, ex-internos e principalmente com a melhora no quadro dos pacientes.

O nome Flores da Massa foi dado por um dos pacientes e membro do bando durante a oficina de música e foi aderido justamente pela ideia de coletivo, já que a banda não tem uma formação fixa. “Quando eu escutei essa expressão  me veio a ideia de que a massa é também o povo.
E a loucura é como se fosse uma expressão da massa porque a loucura  é sempre populacional não um evento individual. Trabalhamos com a ideia de que a loucura é um revide desejante contra a forma de controle social, o Bando dá ideia de uma população, um grupo, até porque o núcleo é flutuante  não temos uma estrela tudo é feito de forma coletiva,”justifica Wagner.

A ausência de uma formação fixa na banda é decorrência também da oscilação de pacientes que entram e saem do hospital. Inicialmente as aulas aconteciam dentro do Juliano, hoje os  pacientes do Hospital Dia, internos e ex-internos participam dos ensaios na área verde e usufruem de toda liberdade para cantar, recitar poesia e  tocar.  Ou seja toda forma de arte e inteiração social é bem vinda. Os ensaios contam sempre com a  participação de músicos, estudantes e todos os que desejam interagir.

O sucesso tem sido tão notório, que as apresentações já se estenderam para outros espaços da capital baiana. O músico carioca Pedro Drope, esteve pela primeira vez no ensaio e conta que se sentiu muito feliz com a iniciativa. “Esse momento provoca uma reflexão sobre o que faz a diferença entre os ditos normais. A sensação é de total identificação,” descreve.

A arte como terapia – De acordo com o psicólogo, não dá para estabelecer uma lei geral sobre a melhora no quadro de cada paciente por se tratar de uma experiência singular, ou seja, cada caso é um caso. No entanto, Wagner explica que para aqueles  pacientes que a música ocupa um lugar importante os efeitos são mais visíveis.
Ferraz destaca o caso de um paciente, músico, que devido a uma crise esteve fora  do circuito de trabalho por muito tempo, e  que neste  caso específico o Bando serviu como resgate e teve um efeito muito forte na sua melhora. “A arte produz efeitos subjetivos de estruturação cria a possibilidade de estabelecer relações afetivas e vínculos sociais que transcendem o preconceito da oposição normal versus x patológicos”, explica..

Segundo Wagner, várias pessoas já estão de alta e mesmo assim ainda nutrem um vínculo estruturante com a oficina e com a instituição.Como é o caso de  João Guido Oliveira, e ex-interno do Hospital Juliano Moreira, que aproveita o espaço para recitar suas poesias e solidificar os vínculos afetivos com os  amigos. Para ele, a arte é  uma forma de expressar os sentimentos para todos os seres considerados “normais”.
“Tanto na música como na poesia esse sentimento aflora para sensibilizar os corações mais duros de que todos somos iguais e capazes. Afinal, ser louco é transcender a barreira da normalidade”, afirma.

Segundo Wagner, e a equipe de profissionais do Juliano Moreira a ideia é ampliar o projeto da oficina de música na internação para uma oficina de artes plásticas.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

Disponível em: <http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=102724>. Acesso em: 09 jan. 2012

Museu Carlos Costa Pinto Realizará Oficinas de Verão

O Museu Carlos Costa Pinto realizará a 4ª edição das Oficinas de Férias no mês de janeiro de 2012.
Serão nos dias 11, 13, 18, 19, 25 e 26 de janeiro, das 15 às 16:30 horas.
As inscrições podem ser realizadas pelo telefone: (71) 3336-6081 (ramal 5), das 14:30 às 18:30 horas,
de segunda a sexta.

Atividade gratuita realizada pelo Setor Educativo do Museu.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

LIVRO: Sobre Drogas e Reducao de Danos

Livro produzido pela Escola de Redução de Danos do Recife

XIX Encontro Brasileiro do Campo Freudiano

Mulheres de Hoje: figuras do feminino no discurso analítico
24 e 25 de novembro 2012 – Salvador, BA.

Fonte: Residência em Psicologia Clínica e Saúde Mental

Disponível em:<http://residenciapsi-saudemental.blogspot.com/>. Acesso em:03 jan. 2012.

"Reforma Psiquiátrica Brasileira: idéias, atores e instituições políticas"

O número temático da Revista Ciência & Saúde Coletiva de dezembro tem como tema "Reforma Psiquiátrica Brasileira: idéias, atores e instituições políticas" e promove uma reflexão sobre os 10 anos de vigência da Lei 10.216/2001, que tratou da reforma psiquiátrica no Brasil. Esta edição tentou responder questões-chave com como: a Lei foi capaz de criar densidade institucional que desse rumo e orientação às mudanças? Favoreceu a transformação das instituições de saúde e a ampliação dos direitos sociais e cívicos? Ciência & Saúde Coletiva fez um balanço, mostrando a profunda inflexão em direção ao modelo assistencial que privilegia o indivíduo, a família e a comunidade em lugar do isolamento social. Os textos mostram que as marcas da reforma psiquiátrica brasileira são, assim, bastante relevantes: 1) a crítica ao asilo não visou o seu aperfeiçoamento ou humanização, mas interrogou os pressupostos da psiquiatria e condenou as estratégias de normatização e controle; 2) o questionamento da assistência psiquiátrica interpelou o modelo assistencial centrado no hospital e propôs o desenvolvimento de serviços com base do território; 3) a cooperação federativa possibilitou a constituição de uma rede de atenção psicossocial sob a gestão descentralizada municipal. O debate central e o artigo de opinião destacam os fatos históricos e a intervenção crucial dos atores desse processo, assinalando a tensão entre a agenda utópica e os desafios de uma política pública.

Revista completa acesse:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=1413-812320110013&lng=pt&nrm=iso

Fonte: Residência em Psicologia Clínica e Saúde Mental

Disponível em:<http://residenciapsi-saudemental.blogspot.com/>. Acesso em: 03 jan. 2012.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Valor Excepcional de Patrimônios Hhistóricos Exige Cuidados Extraordinários

Título de Patrimônio Histórico, Cultural ou Natural reconhece locais notáveis da civilização humana. Negligência com essas joias, porém, pode fazer com que elas percam a distinção. "Rebaixamento" espreita 17 áreas espalhadas por todo o mundo. Duas já foram retiradas da lista.

Quanto valem as Pirâmides do Egito, construídas pelas mãos do homem há pelo menos 4,5 mil anos utilizando técnicas tão complexas que as fizeram resistir até hoje e tornarem-se testemunho de uma das sociedades mais refinadas que habitaram a Terra? E o que dizer sobre uma pequena reserva de Mata Atlântica na costa sul da Bahia que, em 1km², tem mais espécies vegetais diferentes que toda a Europa. É possível mensurar o seu valor? Partindo da ideia de que alguns lugares são tão valiosos que sua importância ultrapassa os limites das comunidades locais, colocando-as como verdadeiras joias de toda a humanidade, há 40 anos o mundo decidiu que era preciso criar mecanismos para promover e, principalmente, proteger suas obras-primas culturais e naturais. Em 1972, reunidos em Paris, na França, chefes de governo de todo mundo criaram o mais importante título que uma região pode alcançar: Patrimônio da Humanidade. Sobre esses espaços excepcionais e, especialmente, a respeito de como preservá-los, o Correio publica ao longo dessa semana uma série de quatro reportagens.
Segundo o texto da convenção que criou o sistema de patrimônios, as regiões reconhecidas “devem representar o caráter multicultural, diverso e excepcional” da civilização. Não basta ser bonito ou famoso: para receber a chancela, é necessário que o local preencha algum dos 10 requisitos previstos na convenção, que podem ser mostra-se um exemplo da genialidade criativa humana, representar um exemplo dos diferentes períodos da história da Terra ou mesmo conter habitats de espécies importantes para a conservação da diversidade biológica. Lugares únicos no mundo, como a Acrópole, vestígio da civilização grega clássica, em Atenas, na Grécia, a catedral de Notre-Dame, em Paris, ou a Estátua da Liberdade, nos Estados Unidos, já foram incluídos no grupo. Hoje, há 934 locais reconhecidos com a denominação.
Uma vez que o país detecte que possui um sítio — uma reserva ambiental, um monumento, um centro histórico ou uma região — com alguma dessas características, inicia um longo processo para buscar o seu reconhecimento. Essa análise passa por diversas fases, que incluem avaliações internacionais, inventário da região e avaliação por organizações da sociedade civil. Dependendo das características, ele pode ser definido como Patrimônio Natural, nos quais suas características excepcionais estão diretamente ligadas ao meio ambiente e à interação entre homem e natureza, Histórico ou Cultural, relacionado a locais com valor para a construção da sociedade e da cultura atuais ou que represente o testemunho de uma sociedade que desapareceu. Há ainda os mistos, que combinam as duas características.
Rigor
Atualmente, existem 183 sítios naturais, 725 culturais e apenas 26 mistos. “Qualquer chancela, seja ela nacional, regional ou local, é muito importante, mas receber a distinção da Unesco é algo de uma escala muito maior. Significa que aquele local é de importância para todo o mundo”, opina Rosina Parchen, presidente no Brasil do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), órgão que assessora a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) na determinação e no monitoramento dos patrimônios mundiais. “Por isso, antes de serem reconhecidos, os locais passam por um longo processo. Vários relatórios e dossiês são apresentados, e apenas o Comitê do Patrimônio Mundial é que pode aceitar a inscrição de um sítio”, completa. O grupo, composto por 21 países, reúne-se pelo menos uma vez por ano, quando analisa as candidaturas.
Se receber o reconhecimento já é difícil, mais complicado é mantê-lo. O país que o detêm é responsável por protegê-lo e, para isso, o Centro do Patrimônio Mundial (WHC, na sigla em inglês) da Unesco, exerce vigilância constante sobre todos os sítios. Quando alguma região descuida da proteção, pode receber um cartão amarelo, que, no caso do patrimônio, significa entrar para uma lista nada agradável, a de Patrimônios Ameaçados. Hoje, 17 sítios culturais estão nessa situação e, caso não consigam reverter a deterioração constatada, podem perder o título. “Um dos objetivos da Convenção dos Patrimônios da Humanidade é justamente prevenir a destruição destes lugares, promovendo a sua preservação para as gerações futuras”, conta Angelo Oswaldo, prefeito de Ouro Preto (MG) e ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Embora não haja limite de tempo para um sitio permanecer na lista de ameaçados — Jerusalém, com seus muros, suas mesquitas, suas igrejas, e sua eterna “guerra santa”, está na lista desde 1982 —, caso a depredação se aprofunde, o sítio pode ser desinscrito. “Quando uma região é escolhida como patrimônio, isso é feito com base em uma série de características. Se essas características deixam de existir, o local perde o reconhecimento”, resume o arquiteto Henrique Osvaldo, diretor de projetos do Icomos e ex-membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais.
Irreversível
Entre patrimônios culturais, isso aconteceu apenas uma vez, em 2007, com o Vale Desden Elba, na Alemanha. A região de vales e campos ocupa 18km ao longo do rio e inclui o Palácio Pillnitz, erguido em 1722. Em 2006, uma reforma urbanística começou a desfigurar a paisagem dos séculos 18 e 19 da região reconhecida como patrimônio mundial apenas um ano antes. A construção da Ponte Waldschlösschen, de 630m, no coração da região, foi a gota d’água para a localidade alemã perder de vez o reconhecimento como uma joia do mundo.
Para Rosina Parchen, do Icomos, a situação dos sítios “rebaixados” provavelmente é irreversível. “Embora não tenhamos uma base grande para analisar, acredito que os sítios que saem da lista provavelmente não terão mais condições de voltar”, opina a especialista. “Como existe um estágio anterior, onda há apenas a ameaça de perda, a decisão de exclusão é muito séria e estruturada. Ela só ocorre em último caso, quando a deterioração já desconfigurou totalmente o local”, completa.
''Embora não tenhamos uma base grande para analisar, acredito que os sítios que saem da lista provavelmente não terão mais condições de voltar''

Fonte: Correio Brasiliense

Disponível em: <http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/01/01/interna_ciencia_saude,284660/valor-excepcional-de-patrimonios-historicos-exige-cuidados-extraordinarios.shtml>. Acesso em: 01 jan. 2012.

Você Está Ficando Louco? A incapacidade de dar sentido aos eventos que permeiam o nosso cotidiano pode ser considerada a maior fonte de ansiedad e que um ser humano experimenta na vida

Autor: Fernando Savaglia

No intervalo de poucos meses, cinco pessoas de distintas formações, profissões e histórias de vida, que não se conheciam, dispararam, em meio às suas respectivas crises existenciais, uma mesma pergunta para mim: você acha que estou ficando louco?
Como psicanalista percebo claramente uma espécie de epidemia desse temor, que se não pode ser categorizado – pelo menos não nesses casos específicos, como uma lissofobia (medo de enlouquecer) – é, sem dúvida, um dos mais poderosos sintomas das contemporâneas psicopatologias do início de milênio.
Dada a subjetividade do que o conceito de “loucura” provoca, me permito utilizar a nosologia da Psicanálise, que divide os seres humanos em neuróticos e psicóticos. Nessa abordagem, o “louco” seria aquele indivíduo portador de lesão nos tecidos cerebrais que dariam origem às psicoses, como esquizofrenia ou paranoia. A ciência ainda não pode apontar com precisão como se dá a gênese dessas doenças, porém sabese hoje que é uma liberação exagerada da dopamina pelo cérebro que dá o start às crises agudas.
Ainda segundo a Psicanálise, as neuroses, entre elas a lissofobia, seriam a proteção contra a perda do controle total, o que funcionaria como um fusível que evitaria que o sistema elétrico de uma casa (no caso nosso cérebro) entrasse em colapso.
Essa sensação de estar ficando louco é na verdade a liberação exagerada de um hormônio chamado cortisol, responsável por nos deixar alertas contra algo que põe nossa integridade em risco. Junte-se a isto a incapacidade do cérebro de dar um significado ao evento, ao constatar a falta de um objeto real a ser temido. A este desconforto causado pelo estranho evento psíquico chamamos de crise de ansiedade ou crise de angústia.
Na visão da Psicanálise, ainda que inconscientemente afetos se acumulem e sejam os responsáveis pelo aparecimento da ansiedade, nosso computador, que fica entre as nossas orelhas, não teria como acessar essa parte do hD, restando à pessoa viver o processo sem conseguir dar uma explicação, ou um sentido ao fenômeno. Isso explica as pavorosas angústias provenientes de crises de ansiedade, inclusive a falsa sensação de estar “pirando”.
No seu livro Autobiografia de um espantalho, o psiquiatra francês Boris Cyrulnik cita que uma das mais cruéis torturas utilizadas pelo regime comunista da ex-união soviética contra os intelectuais na década de 30 eram os trabalhos forçados, que incluíam atividades como ficar enchendo e esvaziando um fosso de água durante meses sem um real objetivo. Isso seria sufi- ciente para causar colapsos psíquicos capazes de alimentar com farta satisfação o sadismo dos agentes da NKVD, polícia secreta de stalin.
Devido à arquitetura do nosso cérebro capaz de criar mais perguntas que respostas, a falta de sentido é de longe o maior gerador de ansiedade que um ser humano pode vivenciar, seja na busca de um macro ou de um microsignificado, isto é, desde atribuir uma lógica a um sintoma até buscar um sentido para a própria existência.
O processo é reforçado ainda por uma sociedade que valoriza exageradamente a busca e geração do maior número de estímulos em forma de informações. É natural, assim, que nos deparemos com inúmeras situações onde precisamos fazer escolhas no menor tempo possível, e que, em não raras vezes, mal temos tempo de significar ou dar a elas um real sentido. importante frisar que toda escolha, por mais insignificante que possa parecer, causa estresse.
Não são poucos filósofos e profissionais psi que atribuem a descoberta de um sentido existencial à profilaxia para as angústias humanas. Pensadores como Heidegger e sua visão ontológica do existir, viktor frankl e sua Logoterapia, Winnicott, Gabriel honoré marcel e tantos outros ressaltaram a força determinante que o sentido exerce na existência humana.
Modernos psicofármacos têm se mostrado ef icientes em conter os sintomas, que tendem a ser retroalimentados pela própria ansiedade com que os pensamentos tentam dar, sem sucesso, um sentido a essas crises. isto é, quanto mais eu tento desvendar como funciona o processo da ansiedade, mais eu não encontro respostas, o que, por sua vez, alimenta cada vez mais o desconforto.
Gosto das palavras de Nichan Dichtchekenian, um dos mais brilhantes terapeutas existenciais do Brasil, que ao tratar do tema já agrega à angústia um porquê: “o pânico causado pela ansiedade nada mais é do que o prenúncio de uma transformação. É o anúncio de uma nova possibilidade de ser, no sentido em que efetivamente essa nova possibilidade anuncia um risco real que é o de eu abandonar a familiaridade em relação a quem eu já sou”.
Se o fenômeno em si, da sensação de enlouquecer diante de uma ansiedade sem explicação, está acobertando um mal-estar experimentado diante de um vazio existencial, é importante que ao atentarmos para a palavra “vAZio” lembremos que qualquer ausência de conteúdo pressupõe espaço livre para ser preenchido com algo. Com o quê? Talvez esteja aí um dos sentidos da existência: descobrir o que pode preencher esse vazio…

Fonte: Revista Psique Ciência e Vida

Disponível em:<http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/72/voce-esta-ficando-louco-a-incapacidade-de-dar-sentido-243283-1.asp>. Acesso em: 01 jan. 2012.

Encantos da Música: sons melódicos influem no bem-estar físico e mental

A música nos consola, anima, marca momentos especiais e favorece a criação de laços, mesmo não sendo necessária para a sobrevivência ou a reprodução. Cientistas já concluíram que sua influência pode ser um evento casual, que surge de sua capacidade de mobilizar sistemas do cérebro constituídos com outros objetivos – como dar conta da linguagem, da emoção e do movimento. Em seu livro “Como a mente funciona”, o psicólogo Steven Pinker, da Universidade Harvard, compara a música a uma “guloseima auditiva”, feita para “pinicar” áreas cerebrais envolvidas em funções importantes. Mas, como resultado desse acaso, os sons harmoniosos oferecem um novo sistema de comunicação, com base mais em percepções sutis que em significados. Pesquisas recentes mostram, por exemplo, que a música conduz certas emoções de forma consistente: o que sentimos ao ouvir algumas canções e melodias é bastante similar ao que todas as outras pessoas na mesma sala sentem.
Evidências também indicam que a música faz aflorar respostas previsíveis em pessoas de culturas diversas, com capacidades intelectuais e sensoriais variadas. Até mesmo recém-nascidos e adultos com cognição prejudicada apreciam a musicalidade. “A música parece ser a forma mais direta de comunicação emocional, uma parte importante da vida humana, como a linguagem e os gestos”, afirma o neurologista Oliver Sacks, da Universidade Columbia, autor de “Alucinações musicais – Relatos sobre a música e o cérebro” e “Musicofilia”. Tais comunicações fornecem um meio para as pessoas se conectar emocionalmente e, assim, reforçar os vínculos que são a base da formação das sociedades humanas – o que certamente favorece a sobrevivência. Ritmos podem facilitar interações sociais, como marchar ou dançar juntos, solidificando relações. Além disso, os tons nos afetam individualmente manipulando nosso humor e, até mesmo, a psicologia humana de forma mais efetiva do que palavras – para excitar, energizar, acalmar ou promover a boa forma física.

Fonte: Revista Mente e Cérebro

Disponível em:<http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/encantos_da_musica.html>. Acesso em: 01 jan. 2012.

Solidão de Fim de Ano Congestiona Serviço de Prevenção ao Suicídio

A procura por atendimento no CVV (Centro de Valorização da Vida) aumenta 20% durante as festas de fim de ano, de acordo com estimativas da entidade. O objetivo da instituição é atender gratuitamente pessoas que precisam de apoio emocional imediato.
Nesta época, a maior queixa das pessoas é a solidão de não ter com quem passar o Natal e o Ano-Novo, segundo a voluntária do CVV Adriana Rizzo, 41. Para ela, muitos sofrem ao ver que o mundo inteiro está em festa enquanto eles não conseguem aproveitar. "Quero que esta época passe logo para eu voltar à rotina" é um comentário feito por vários dos que ligam anonimamente à entidade em busca de ajuda.
A maior procura acontece durante a noite e aos finais de semana e o atendimento não é interrompido na véspera de Natal ou no Réveillon. Em muitos momentos, as linhas ficam congestionadas. A Folha tentou entrar em contato entre as 10h e 11h da manhã de quinta-feira (22) e por quatro vezes recebeu a informação de que todas as linhas estavam ocupadas. O mesmo fato se repetiu três vezes na noite de sábado (24).
Adriana, que é voluntária do CVV há 13 anos, conta que já foi escalada para passar uma noite de Natal atendendo ligações. Ela diz que foi gratificante passar o momento comemorativo trabalhando: "Foi interessante. Muitas pessoas ligavam para desabafar e outras que foram ajudadas por nós queriam agradecer e desejar feliz Ano-Novo".
Para ela, não existe um conselho único para ser dado às pessoas que se sentem mal nesta época. O que ela costuma fazer é ficar aberta para ouvir tudo o que a pessoa quer e precisa falar. "O momento é dela", diz.
As conversas não tem tempo predeterminado. A duração pode variar entre cinco minutos e uma hora, de acordo com a necessidade.
Anualmente o CVV recebe aproximadamente 1,2 milhões de ligações telefônicas, o principal canal de atendimento. Dentre elas, pouco mais da metade são pedidos de ajuda (excluindo enganos e procura por informações).
Como o anonimato é preservado, não é possivel identificar qual a faixa etária ou sexo predominante entre os que procuram o serviço.
SUICÍDIO
Desde 1962, quando a entidade foi criada, o foco do atendimento mudou. Inicialmente, o objetivo era a intervenção com pessoas que estavam prestes a se matar. Atualmente, a filosofia do grupo é dar oportunidade para que as pessoas precisando de ajuda possam desabafar e falar de seus sofrimentos antes de pensarem em suicídio.
Adriana já atendeu pessoas que falavam em suicídio. Segundo ela, após alguns minutos de conversa a pessoa costuma se acalmar. Nesse momento, cabe ao voluntário tentar entender qual o motivo do sofrimento. Mesmo assim, em muitos casos é impossível saber qual foi a decisão da pessoa e o que aconteceu depois.
Alessandro (nome fictício), 55, nunca conversou com alguém que dizia explicitamente estar disposto a se matar, apesar de algumas pessoas atendidas contarem que já tinham pensado nisso. Voluntário há um ano, ele conta que é comum que as pessoas digam que se sentem melhor ao final da ligação, após conseguir verbalizar seus problemas.
SERVIÇO
Os atendimentos do CVV são feitos 24 horas, a partir da central telefônica 141, por e-mail, Voip, por correspondência ou pessoalmente em uma das 71 unidades espalhadas pelo Brasil. O site também oferece um serviço de chat em que se pode conversar com um voluntário reservadamente.
Os atendentes são voluntários que passam por uma seleção e por um treinamento de três meses.

Fonte: Folha de São Paulo

Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1026702-solidao-de-fim-de-ano-congestiona-servico-de-prevencao-ao-suicidio.shtml>. Acesso em: 01 jan. 2012.

Consertar um 'defeito' em células cerebrais pode curar a esquizofrenia, diz pesquisa

Pesquisadores descobriram que o DNA no cérebro dos esquizofrênicos está muito 'apertado', prejudicando a ação de alguns genes. Drogas que estão sendo desenvolvidas para tratar outras doenças podem ajudar a curar a doença

Ilustração de um cérebro
Defeito epigenético no funcionamento de células cerebrais causa a esquizofrenia


Cientistas americanos descobriram que o mau funcionamento de um processo celular no cérebro está intimamente relacionado à esquizofrenia, doença mental que causa alucinações e pode impossibilitar o convívio social dos pacientes. Segundo o estudo, que foi publicado na versão online da revista Translational Psychiatry, drogas que já estão em estágio final de desenvolvimento, voltadas ao tratamento de outras doenças, podem ajudar a bloquear os sintomas da esquizofrenia.
O problema, segundo pesquisadores do Instituto de Pesquisas Scripps, na Califórnia, nos Estados Unidos, está no DNA dos doentes, embora a doença não seja genética. A espiral que contém o código genético está 'muito apertada' nas células de quem tem esquizofrenia, segundo os cientistas. Trata-se de um defeito epigenético. Isso quer dizer que o DNA não foi alterado, mas funciona de forma errada.
Uma estrutura de proteínas chamada histona dá ao DNA o aspecto espiralado. "Há tanto DNA em cada célula do corpo que ele nunca poderia caber nelas a menos que fosse bem embalado", explica Elizabeth Thomas, neurocientista que liderou o estudo. As histonas passam por mudanças químicas para relaxar e apertar o espiral e expor ou não genes que precisam ser utilizados.
Se genes que deveriam ser expostos não são, o organismo sofre consequências como as doenças de Parkinson e Huntington ou predisposição para o vício em drogas.
Relaxamento — A equipe de Thomas estava estudando o papel da acetilação das histonas, como é chamado o relaxamento no jargão científico, na doença de Huntington, um mal degenerativo que afeta as capacidades mentais e motoras. Em estudos anteriores, eles haviam mostrado que certos genes em doentes de Huntington e esquizofrênicos eram muito menos ativos do que em pessoas saudáveis. Então os cientistas resolveram pesquisar se o mesmo processo desencadeava as duas doenças.
Eles pesquisaram cérebros de esquizofrênicos e de pessoas saudáveis após sua morte. Em comparação com cérebros saudáveis, as amostras do cérebro de indivíduos com esquizofrenia apresentaram níveis mais baixos de acetilação em porções da histona, o que bloqueou a expressão de certos genes. Em outras palavras, o DNA nessas pessoas estava mais "apertado". Nos cérebros de vítimas jovens de esquizofrenia, o problema era bem mais acentuado.
Tratamento — Os pesquisadores não sabem o que causa o defeito na acetilação, mas podem conseguir reverter o problema. É o objetivo de drogas que estão em fase final de desenvolvimento em vários laboratórios pelo mundo. Sua aplicação poderá curar a esquizofrenia, sobretudo em pacientes jovens, segundo Thomas. As drogas que existem atualmente tratam apenas de seus sintomas e provocam efeitos colaterais severos, como a diabetes.

As possibilidades podem ser ainda maiores, porque alguns dos déficits cognitivos que afligem os idosos parecem ser bastante similares biologicamente com a esquizofrenia. Os medicamentos devem começar a ser testados em humanos em breve, mas geralmente são necessários vários anos para sua aprovação pelos órgãos de controle governamentais.

Fonte: Revista VEJA

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/noticia/saude/consertar-um-defeito-em-celulas-cerebrais-pode-curar-a-esquizofrenia-diz-pesquisa>. Acesso em: 01 jan.  2012

"Há cada vez mais crianças com problemas de saúde mental", diz presidente da Academia Americana de Pediatria

Pediatra há mais de 40 anos, Thomas K. McInerny afirma, em entrevista ao site de VEJA, que doenças mais comuns em adultos, como obesidade e depressão, deverão se tornar mais frequentes em crianças nos próximos anos

crianças alimentação

As crianças devem conviver cada vez mais com doenças que antes atingiam quase que exclusivamente os adultos, como obesidade e depressão, diz pediatra

"A forma que praticamos pediatria durante décadas não vai mais funcionar daqui em diante", afirma Thomas K. McInerny, calcado na experiência de quem trata crianças há mais de quatro décadas. De acordo com o pediatra, eleito no início de outubro presidente de uma das maiores referências mundiais desse campo médico, a Academia Americana de Pediatria, a tendência é que as crianças convivam cada vez mais com as doenças que antes atingiam quase que exclusivamente os adultos, como obesidade e depressão.
Para encarar a nova realidade, os pediatras precisam se atualizar e aprender a enxergar problemas que antes eram mais raros em sua rotina. "Esse é o novo desafio da profissão. Desenvolver práticas, por exemplo, para tratar de crianças com problemas de saúde mental. Não é como tratar alguém com pneumonia, quando basta prescrever penicilina e esperar até tudo ficar bem”.
McInerny está no lugar certo para ajudar a atender a essa nova necessidade da profissão. A organização que ele vai presidir a partir de 2012 costuma ditar regras que são seguidas por pediatras do mundo inteiro. Com mais de 60.000 médicos credenciados, entre profissionais dos Estados Unidos, do Canadá e do México, a AAP é responsável por publicar mensalmente a revista Pediatrics, a mais prestigiada da especialidade. O periódico cobre os mais diversos campos de pesquisa sobre jovens e adolescentes - números recentes trouxeram artigos sobre o tempo adequado de uso de dispositivos eletrônicos, guias para evitar a alergia alimentar e novas diretrizes de vacinação.

Em outubro deste ano, a academia lançou novas regras para diagnóstico e tratamento de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). De acordo com elas, crianças entre 4 e 5 anos poderão ser tratadas com remédios se não responderem a  tratamentos comportamentais. "Medicamentos para TDAH não são úteis para crianças com outros problemas. Por isso, o diagnóstico correto é tão importante", disse McInerny em entrevista ao site de VEJA.


Leia entrevista completa:<http://veja.abril.com.br/noticia/saude/ha-cada-vez-mais-criancas-com-problemas-de-saude-mental-diz-presidente-da-academia-americana-de-pediatria>. Acesso em: 01 jan. 2012

Workshop de Constelações Familiares